sexta-feira, 30 de agosto de 2013

ASSEMBLÉIA DA JUVENTUDE AMOR DIVINO 2013

CONGREGAÇÃO DAS FILHAS DO AMOR DIVINO
PROVINCIA NOSSA SENHORA DAS NEVES
ASSEMBLÉIA DA JUVENTUDE AMOR DIVINO 2013




DIA 27/09 – SEXTA-FEIRA

18 H – ACOLHIDA
18:30 H – JANTAR
20 H – ORAÇÃO DA NOITE - GRUPO DE NATAL-RN
21 H – REPOUSO

DIA 28/09 SÁBADO

7 H – MISSA
7:45 H – CAFÉ
8:30 H – ABERTURA
ORAÇÃO DA MANHÃ – GRUPO DE NOVA CRUZ-RN
ACOLHIDA
8:50 H PALESTRA: LIDERANÇA COMPARTILHADA – Irmão Marcos Lima
10 H – INTERVALO
10:15 H –RETORNO COM EMCAMINHAMENTOS DAS OFICINAS
11:15 H – INÍCIO  DA APRESENTAÇÃO DAS OFICINAS
12 H – ALMOÇO
14 H – RETORNO - CONTINUAÇÃO DAS OFICINAS
15:30 H – INTERVALO
16 H – CONTINUAÇÃO DOS TRABALHOS
16;30 H – ADORAÇÃO
17 H – LIVRE
18:30 H – JANTAR
19:30 H – NOITE CULTURAL
21 H – ORAÇÃO DA NOITE – IRMÃS DELEGADAS DO JAD

DIA 29/09 DOMINGO

7:30 H – ORAÇÃO - GRUPO PATOS-PB
8 H – CAFÉ
8:45 H - JMJ E ENCAMINHAMENTOS PARA 2014 – MILENNE – JAD Palmeiras dos Índios/AL
10:30 H – MISSA DE ENCERRAMENTO
FAZER AS INCRIÇÕES ATÉ DIA 15/09/2013; ENVIAR PARA O EMAIL:
Taxa - R$ 60,00
Trazer lençóis e toalhas


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ontem a Congregação das Filhas do Amor Divino festejou a Solenidade do seu Padroeiro Santo Agostinho.

"De vós mesmo nos provém esta atração, 
que louvar-vos, ó Senhor, nos dê prazer, 
pois, Senhor, vós nos fizestes para vós; 
e inquieto está o nosso coração, 
enquanto não repouse em vós, Senhor"

Antífona do Benedictus do dia de hoje, dos escritos de Santo Agostinho

Por sua ânsia em encontrar a Verdade e o amor pela sabedoria e pela difusão da reta doutrina, o Santo de Hipona é representado com um coração em chamas.

Créditos da imagem: Philippe de Champaigne

Leigos devem ser o "braço" da Igreja na sociedade, diz bispo

Dom Severino Clasen também é bispo da Diocese de Caçador, em Santa Catarina.

André Alves
Da Redação

A Igreja no Brasil destaca nesta semana a pessoa do leigo e seu papel no Cristianismo. Nesta perspectiva, o presidente
da Comissão Episcopal para o Laicato da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Severino Clasen, apontou alguns traços do perfil do leigo que evangeliza a sociedade atual. 
Para ele, o leigo deve buscar a cultura do encontro, "ter a capacidade de ouvir, ouvir e ouvir"; ser simples e não criar “estruturas pesadas”. A cultura do encontro foi um termo muito utilizado pelo Papa Francisco, especialmente, durante os dias em que esteve no Brasil. Dom Severino acredita estar aí a missão do leigo: ser um "braço" da Igreja na sociedade. 
“O acolhimento de ir ao encontro de outros grupos: esta é uma dimensão fundamental na evangelização de hoje. Nós não podemos ficar somente com os bons, aqueles que estão conosco, mas precisamos encontrar aqueles que também são bons, mas que precisam de uma 'chegadinha', de uma palavra, de um estímulo. Isso é que faz a diferença”, destacou.

Leigos na missão da Igreja

Após o Concílio Vaticano II, a Igreja Católica abriu-se com mais largueza à participação efetiva dos fiéis leigos em sua missão. Hoje, eles são convidados a exercer trabalhos importantes nas paróquias e dioceses, como: ministério extraordinário da pregação do Evangelho, da Comunhão Eucarística, do ensino doutrinal e etc. 
Há muito espaço para os leigos, disse Dom Severino, mas eles não podem ficar esperando. "A Igreja espera que os leigos se organizem e deem sua contribuição por meio das pastorais. Essa participação faz com que eles se tornem uma Igreja viva e autêntica. É por este caminho que nós esperamos a transformação do mundo”, afirmou o bispo.
Segundo o ele, a Igreja anseia uma resposta positiva de acolhida e comprometimento frente aos dons que a ela oferece: os sacramentos, a Palavra de Deus e os “horizontes de uma vida limpa, justa e fraterna”. Sobretudo, disse Dom Severino, que os sentimentos que os leigos aprendem na Igreja sejam levados aos seus ambientes familiares, de trabalho, lazer e etc. 
“É importante que o leigo conserve, onde quer que esteja, o caráter de filiação de Deus e da Igreja, sem dois comportamentos”, completou. 
Outro ambiente para que o leigo exerça sua missão é a política. Dom Severino afirma que está também é uma função laical e que se não for bem feita pode produzir maus frutos. “Se a coisa está mal é porque os leigos não estão assumindo seu papel de Igreja, de transformação da sociedade, não estão dando o testemunho daquilo que é a vivência evangélica”, disse o bispo sobre o contexto político. 
Leigos devem ser entusiasmados
Dom Severino também ressaltou que, por vezes, o desânimo de alguns fiéis é resultado do pouco entusiasmo dos padres e bispos. O presidente da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB, recordou a necessidade de convicção e entusiasmo junto aos leigos, por parte do clero. 
“Muitas vezes os leigos desanimam porque eles não encontram esse estímulo no seu padre, na sua paróquia ou até no próprio bispo. Nós, da hierarquia da Igreja, precisamos ser estímulo constante e permanente na vida dos nossos cristãos leigos e leigas. Com certeza, os leigos envolvidos com este entusiasmo, não vão desanimar”, disse. 
Para Dom Severino, a própria evangelização deve ser também um veículo de entusiasmo para os leigos, e as paróquias precisam, cada vez mais, se estruturarem para a eficácia desta missão. “Os leigos são protagonistas da Nova Evangelização que a Igreja no Brasil está buscando”, concluiu Dom Severino.  
O Documento de Aparecida e o conceito laical 
O documento que constitui o resultado da V Conferência Episcopal da América Latina e Caribe - o Documento de Aparecida - define os fiéis leigos como “homens da Igreja no coração do mundo, e homens do mundo no coração da Igreja” (cf. DA nº 209). A V Conferência tornou-se referencial da Igreja no Brasil para a ação evangelizadora e destacou especialmente o papel dos leigos neste processo.     

Segundo o documento, "para cumprir sua missão com responsabilidade pessoal, os leigos necessitam de sólida formação doutrinal, pastoral, espiritual e adequado acompanhamento para darem testemunho de Cristo e dos valores do Reino no âmbito da vida social, econômica, política e cultural” (DA nº 212).


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Semana Vocacional no NEVES


Hoje os organizadores da Semana Vocacional convidaram as formandas da Congregação das Filhas do Amor Divino para um bate-papo com as crianças e adolescentes do nosso colégio. Com músicas, histórias bem-humoradas e depoimentos sobre a vida religiosa, elas proporcionaram uma imersão dos alunos na vocação e animaram a manhã de todos! Confira as fotos http://ow.ly/oj4u7

                                                                                            Irmã Marli, FDC.

Regional Nordeste 2 avalia atuação pastoral

Os Bispos do Conselho Episcopal Pastoral (CEP) se reuniram no dia 20 de agosto, na sede do Secretariado, em Recife (PE), para tratar da vida pastoral do Regional Nordeste 2. O encontro contou com a presença dos coordenadores diocesanos de pastoral. A Semana Missionária e a participação dos jovens na JMJRio 2013 tiveram participação positiva em todas as Dioceses do regional. O bispos avaliaram de que forma o estudo 104 da CNBB “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia” está sendo trabalhado nas dioceses, em vista das contribuições a serem encaminhadas à Conferência.
Na ocasisão, foi aprovada a pauta da próxima Assembleia Regional de Pastoral, que se realizará em Lagoa Seca (PB), no de 16 a 19 de outubro. O evento contará com a assessoria do presidente da Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro, que abordará o tema “A evangelização da Juventude”, à luz dos Documentos 85 e 103 da CNBB e os frutos da Jornada Mundial da Juventude.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Comissão Vida e Família promove encontro com especialistas

A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família (CEPVF) realiza, nos dias 27 e 28 de agosto, o Encontro dos Especialistas em Ações Evangelizadores com Família, em São José dos Campos (SP).
O encontro tem como objetivo  traçar linhas de orientações para assuntos relacionados à realidade da família. O grupo reflete sobre as atividades pastorais dos casais em segunda união, a união homossexual e a necessidade de criar recursos para fortalecer conjuntamente os trabalhos entre as pastorais, grupos, associações e serviços na Igreja com família. 
A Hora da Família 2014, com o tema  "A Espiritualidade cristã na Família", também foi objeto de discussão. 
A CEPVF proporciona aos membros um momento especial de partilha de experiências, ações, publicações e pesquisas no que se refere à família.
Segundo o bispo de Camaçari (BA), dom João Carlos Petrini, e presidente da CEPVF, o grupo faz com que as iniciativas da Comissão tenham a assistência de pessoas que promovam a família e que colocam à disposição da Igreja seus conhecimentos e experiências, favorecendo, assim,  com que a família, de acordo com o desígnio de Deus, seja mais promovida em nosso meio.
"Agradeço a participação dos membros do Grupo de Especialista que manifestam a expectativa de um seminário para 2014, no qual abordar-se-á a realidade da homossexualidade na família, na cultura e sua implicações na ação pastoral", disse o assessor da CEPVF, padre Wladimir Porreca.

Comissão para a Doutrina da Fé define próximas atividades

A Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da (CNBB) se reuniu no dia 19 de agosto, em Brasília (DF), para avaliação e planejamento de suas atividades. Um das propostas da Comissão é o relançamento do projeto “Publicações Teológicas em Destaque”, que tem o objetivo de apreciar as obras lançadas nas várias áreas da Teologia, contando com a colaboração de teólogos do Brasil. Durante a reunião ficou decidido à organização de um possível encontro com as Associações Teológicas, visando à partilha dos desafios e perspectivas.
De acordo com o assessor da Comissão, monsenhor Antônio Luiz Catelan, foram dados encaminhamento aos pedidos de traduções de documentos como do Concílio Vaticano II para as Edições CNBB, da Comissão Teológica Internacional e a tradução de um comentário teológico do Catecismo da Igreja Católica. “Os trabalhos da comissão estão caminhando muito bem dentro do que é planejado e, até um pouco além. Temos recebido uma muito boa aceitação do material produzido e publicado pela Comissão”, destacou monsenhor Catelan.
Participaram da reunião o presidente da Comissão e arcebispo de Brasília, dom Sérgio da Rocha; o arcebispo de Salvador (BA), dom Murilo Krieger; o bispo de Amparo (SP), dom Pedro Carlos Cipolini, o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Wilson Angotti, o bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ), dom Paulo Cezar Costa e o assessor da Comissão, monsenhor Luiz Catelan.

Fonte:http://www.cnbb.org.br/site/comissoes-episcopais/doutrina-da-fe/12685-comissao-para-a-doutrina-da-fe-define-proximas-atividades

Como não render graças a Deus por tamanha graça!














No Educandário Jesus Menino - Currais Novos/RN aconteceu um incêndio na manhã da terça-feira (30/07/13), nas instalações de uma das salas, na qual tinha todo material artístico para ornamentação e apresentações. Esta sala foi totalmente danificada pelas chamas, inclusive atingindo, também um funcionário, o qual foi atendido urgentemente e se encontra bem. O ato de solidariedade foi tão grande que o fogo foi totalmente controlado. Graças a Deus e aos alunos, pais, funcionários, professores, policiais, e outras pessoas da comunidade, os quais não mediram esforços conduzindo baldes com água, carro-pipa, mangueira para sanar a situação.
Mas, um fato curioso foi que ao visitar a sala depois do ocorrido, algumas freiras Filhas do Amor Divino, encontraram totalmente intactos os seguintes materiais: uma cruz de madeira, imagens de Nossa Senhora, São Cosme e Damião, São Benedito e fotografias do papa João Paulo II  e Madre Francisca Lechner (que não foram atingidos pelo fogo, nem pela água) – como pode-se perceber através das fotos (em anexo) e dos objetos que estão guardados em nosso educandário.
Serva de Deus Madre Francisca!
Jesus Menino!
Abençoai-nos


                                                                                Irmã Inácia Lúcia, FDC. 
                                                                              Superiora da Comunidade Jesus Menino
                                                                                                              

Campanha "Mães da África" realizada pelo Colégio Nossa Senhora das Neves.



A semana começou com solidariedade no nosso colégio! No início da manhã, representantes do 5º ano do Ensino Fundamental fizeram a entrega de uma doação destinada ao projeto Mães da África, à diretora Irmã Marli. Durante alguns meses, as crianças arrecadaram moedas em um pequeno cofre e poderão ajudar agora o parto de muitas gestantes africanas. Parabéns a todas as crianças que idealizaram e contribuíram com esta ação!

                                                                                                                       Ir. Marli, FDC.

Rezemos pela paz

Religiosos são espancados na Índia


Agredidos, insultados e surrados por cerca 150 pessoas: foi o que ocorreu a dois sacerdotes jesuítas e a duas religiosas que trabalham com membros da tribo Santal em uma missão católica em Karon, na Índia. O ataque ocorreu três dias atrás. A desencadear a cólera do grupo parece ter sido a morte de um menino de 7 anos, que se hospedava na estrutura administrada pelos religiosos católicos. Todavia, os jesuítas da Província de Dumka-Raiganj – que administram a missão – suspeitam do envolvimento dos grupos radicais hindús Rashtriya Sawayamsevak Sangh (Rss) e Bajrang Dal.
No último dia 2 de agosto um menino começou a sentir fortes dores no estômago. Preocupados, os membros da missão levaram imediatamente o menino para o hospital local, onde infelizmente faleceu. Os médicos informaram que se tratou de uma parada cardíaca. Sacerdotes e religiosas levaram o corpo do menino até seu vilarejo, que se encontra no Distrito de Chittaranjan.
Enraivecidos pelo que ocorreu, os habitantes primeiro detiveram os religiosos, e depois os deixaram ir. “Tínhamos pedido a eles um novo encontro – disse à agência AsiaNews o Padre jesuíta Michael Panimegam, Diretor da missão – e no dia 18 de agosto se apresentaram cerca 150 pessoas, entre as quais os pais da criança. Pouco depois do início do encontro o pai do menino se aproximou e me deu um tapa, contou o sacerdote. Então outros começaram a quebrar os vidros das janelas, destruir os objetos da casa, e a mãe do menino começou a me bater”. As mulheres do grupo – cerca 60 – atacaram a Irmã Sahaya, que dirige a escola da missão. “Puxaram-na pelos cabelos e pelo vestido – recordou o sacerdote – e depois começaram a bater nela”. Também bateram em outra religiosa. A intervenção da polícia dispersou os agressores. Um dos sacerdotes presentes no momento da agressão, Padre Salomon, teve ferimentos na cabeça. Antes de ir embora, o grupo pediu um ressarcimento de 1 milhão de rupias, mas os missionários não aceitaram.
O incidente deixou os sacerdotes e as religiosas transtornados. Todavia, eles estão convencidos de que foram os fundamentalistas hindus a fomentar a comunidade, usando a dor dos pais pela perda dos filhos. “Perdôo os meus agressores – disse à agência AsiaNews Padre Panimegam – e com a graça de Deus e do seu Espírito continuarei a servir esta comunidade de Santal através da missão educativa dos jesuítas”. Fundado em 2004, o Centro Missionário tem como nome Deepshikha, “Tocha” e compreende também um dormitório e uma escola. Em 2005 chegaram algumas religiosas da Congregação da Imaculada Conceição, que assumiram a administração da escola.
Fonte: http://www.crbnacional.org.br/site/index.php/noticias/destaque/677-religiosas-e-religiosos-sao-espancados-na-india

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Diretório de Comunicação da CNBB deverá ser aprovado em março de 2014 Reunião do Conselho Permanente em outubro definirá últimos retoques.



BRASíLIA, 26 de Agosto de 2013 (Zenit.org) - Do 23 ao 25 de Agosto, em Brasília, aconteceu  o 1º Encontro dos bispos referenciais e coordenadores regionais de comunicação.
De acordo com a notícia publicada hoje no site da CNBB, Dom Dimas, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, disse que “Os participantes deste primeiro encontro de bispos e coordenadores regionais de comunicação deram uma importante contribuição para o nono capítulo do Diretório, que trata precisamente da Pastoral da Comunicação”, avaliou dom Dimas.
Em outubro, como noticia a página oficial da Conferência episcopal, durante a reunião do Conselho Permanente, será o momento em que deverão estudar o Diretório e se dará os encaminhamentos finais para a aprovação. O Conselho Permanente da Cnbb é o órgão de orientação e acompanhamento da atuação da CNBB e dos organismos a ela vinculados, bem como órgão eletivo e deliberativo.
O Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, depois da aprovação, será base para os projetos regionais, diocesanos e paroquiais da Pastoral da Comunicação.
A notícia da CNBB ressaltou ainda a importância da reunião tida em Brasília nesse fim de semana. “Foi um momento histórico. Se esse encontro não tivesse acontecido nós teríamos uma falha muito grande no Diretório de Comunicação. A contribuição que os bispos, padres, religiosas e leigos trouxeram a partir de suas experiências é indescritível”, revela Ir. Élide, assessora da Comissão para a Comunicação da CNBB. 
Fonte: Zenit.org 

Nosso papa está cada vez mais presente!

ROMA, 26 Ago. 13 / 03:06 pm (ACI/EWTN Noticias).- Stefano Cabizza tem 19 anos de idade e ainda está maravilhado. Faz uns dias recebeu uma ligação do Papa Francisco, que telefonou para ele como resposta a uma carta que recebeu do jovem.
O Papa Francisco telefonou no dia 22 de agosto por volta das 17h e conseguiu falar depois da segunda tentativa. Ambos conversaram por oito minutos nos que "riram e brincaram", conforme assegura o jovem.
"Também me pediu que eu reze muito a São Estevão (de quem leva o nome Stefano) e também por ele. Abençoou-me e senti crescer em mim uma grande força", acrescentou.
Faz poucos dias Stefano se encontrava de peregrinação junto com a suafamília em Roma e foi até o povoado de Castel Gandolfo -a 25 quilômetros da cidade-, para assistir à Missa que o Pontífice celebrou em 15 de agosto pela festa da Assunção da Virgem.
Stefano escreveu uma carta para o Papa e conseguiu que através de um Cardeal –que desconhece o nome-, chegasse até o Pontífice. A resposta veio por telefone.
"Eu quis compartilhar esta experiência maravilhosa simplesmente para mostrar este grande gesto de humildade e proximidade que o Papa Francisco tem conosco os fiéis", concluiu Stefano.
O jovem estudante de Engenharia Informática, apaixonado por futebol, recordará como um dos melhores momentos de sua vida sua conversa com o Papa.
Esta não é a primeira vez que o Pontífice surpreende os fiéis que demonstram o seu carinho. Recentemente, uma mulher que cumpre prisão no Serviço Penitenciário Portenho (Argentina), conhecida agora apenas como Gaby C., recebeu uma emotiva carta do Santo Padre, agradecendo-lhe por umas hóstias que ela mesma fabricou e mandou da prisão para o vaticano
.

Associados Amor Divino, um chamado de Deus

Num  mundo onde os valores cada vez são deixados de lado, surge no horizonte os ASSOCIADOS AMOR DIVINO, um movimento leigo que vive em sua casa o carisma de Madre Francisca Lechner. Cada Associado responde o convite de Deus com sua disponibilidade e firmeza.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Em setembro o Papa anunciará a data de canonização de João Paulo II e João XXIII


O Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, assinalou que o Papa Francisco anunciará no próximo dia 30 de setembro, durante um consistório no Vaticano, a data da canonização dos Papas João Paulo II e João XXIII.
O Cardeal recordou que quando regressou do Brasil, o Papa Francisco já havia mencionado que a canonização dos beatos poderia dar-se em 2014. "O Santo Padre dará uma data precisa em 30 de setembro, durante o Consistório que ele irá presidir. Consistório sobre os Santos, propriamente sobre estas duas canonizações. Nesse momento o Santo Padre dirá a data oficial que só ele sabe".
"Queria dizer uma coisa sobre estas duas figuras: João XIII foi o grande profeta e criador do Concílio; João Paulo II foi aquele que o colocou em prática e o desenvolveu em todos os seus componentes e em todas as suas virtualidades. São verdadeiramente dois pilares não somente de cultura cristã, mas também de santidade cristã".
O milagre que elevará aos altares dos santos a João Paulo II é o de uma mulher costa-riquenha que se recuperou de um aneurisma quando já estava desenganada.
No caso de João XXIII, o Papa Francisco decidiu proceder com a canonização sem necessidade de um segundo milagre, algo que o porta-voz do Vaticano, o Padre Federico Lombardi, esclareceu dizendo que o milagre "não é uma necessidade absoluta".

por 
ACI Digital

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Agosto mês vocacional

JOVEM : QUAL É A SUA VOCAÇÃO? 

O presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis, publicou um artigo em que apresenta uma reflexão sobre o mês vocacional, celebrado pela Igreja no Brasil em agosto. No texto, ele parte da vocação fundamental de cada cristão à santidade, “que recebemos no dia em que fomos batizados”.
A seguir, a íntegra do texto:
Agosto: mês vocacional
No Brasil o mês de agosto é sempre uma oportunidade para que possamos refletir sobre o chamado que Deus nos faz para vivermos de um modo mais concreto a nossa vocação à santidade, que recebemos no dia em que fomos batizados.
Na primeira semana, lembramos a vocação sacerdotal, refletimos sobre a sua importância para a Igreja e rezamos ao Senhor da messe para que envie operários, de modo que não faltem padres para cuidar das mais diversas comunidades espalhadas pelo Brasil.
Em seguida, recordamos a vocação religiosa. Nossa mente se volta para os homens e mulheres que se consagraram a Deus através dos conselhos evangélicos da pobreza, castidade e obediência para viverem em comunidade segundo o carisma de seus fundadores e servirem à Igreja e ao povo de Deus nos mais diferentes serviços, sejam de natureza religiosa ou social. Lembramo-nos também dos missionários e missionárias que deixaram suas terras e foram para os locais mais distantes no serviço do Reino de Deus, anunciando Jesus Cristo aos que ainda não O conhecem.
Há também outra vocação que não pode ser esquecida: a dos fiéis leigos e leigas que, através do exercício de ministérios não ordenados, se fazem presentes nas comunidades eclesiais e no mundo e se dedicam à evangelização na família, no trabalho profissional e no seu ambiente social, para santificar o mundo e fazer com que ele deixe de ser a cidade dos homens para tornar-se a cidade de Deus. Dentre os diferentes ministérios leigos, o último domingo de agosto destaca a catequese, comemorando o dia dos catequistas.
Grandes santos são lembrados neste mês, como: São João Maria Vianney, o Cura D’Ars, padroeiro dos párocos; São Lourenço, padroeiro dos diáconos; Santo Afonso Maria de Ligório, fundador da Congregação dos Missionários Redentoristas; São Tarcísio, padroeiro dos coroinhas; Santa Rosa de Lima, padroeira da América Latina e, de modo especial, nossa Santa Mãe do Céu, Maria Santíssima, que é recordada na solenidade da sua Assunção, nos apontando o feliz destino de todos os que dizem “Sim” a Deus.
O tema vocacional é, de modo especial, voltado para os jovens. É um apelo para que todos procurem ouvir a voz de Deus e dizer sim ao seu chamado para servirem concretamente ao seu Reino.
Rezemos para que a Mãe Aparecida abençoe a Igreja, e, especialmente, os jovens, a fim de que sejam fiéis no seguimento de Jesus Cristo e obedientes ao mandato de seu Fundador e Mestre: “Ide e fazei discípulos meus todos os povos”. O Papa Francisco, em sua homilia da Santa Missa para a 28ª JMJ, afirma: “Não tenham medo! Quando vamos anunciar Cristo, Ele mesmo vai a nossa frente e nos guia. Ao enviar seus discípulos em missão, Jesus prometeu: “Eu estou com vocês todos os dias” (Mt 28,20). E isto é verdade também para nós! Jesus nunca deixa ninguém sozinho! Sempre nos acompanha.”
Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida (SP)
Presidente da CNBB
                                                                                                                          Fonte: www.cnbb.org.br

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Reflexões de minha caminhada



 Demos graças a Deus!
“Bendize a Jahweh, ó minha alma, e tudo o que há em mim ao seu santo nome” (Sl 103,5).
Na aurora do meu Ano Jubilar, na celebração dos 50 anos de serviço a Deus, como religiosa, Filha do Amor Divino, tenho muito a agradecer a Deus! Ao longo de minha vida Sua inefável proteção, a suave e terna presença do Seu Amor me envolveram em cada momento, em cada etapa da minha caminhada.
Estas reflexões são como que um hino de louvor, de ação de graças por todas as maravilhas que em mim realizou!

FAMILIA

Nasci na véspera da Festa de Nossa Senhora das Neves, numa chuvosa madrugada de 04 de agosto, em meio a grande temporal que desabava sobre a cidade de Patos, Paraíba. As águas do rio Espinharas haviam crescido, encobrindo a ponte que ligava o bairro de São Sebastião ao centro da cidade. Meu pai não conseguiu chegar à casa da minha avó para que viesse assistir à minha mãe. Assim, fui trazida ao mundo pelas mãos de uma parteira cega, contou-me ele!
O temor de Deus, a absoluta confiança na Providência Divina e o cumprimento de Sua vontade encimavam as muitas virtudes que ornavam o coração da minha mãe. “Na minha casa e no meu coração há sempre lugar para mais um! Deus me deu, Deus me ajudará a criar!...” Era o que sempre dizia, em meio a nossa pobreza, cada vez que o lar era abençoado com um novo rebento. “Como oliveira frondosa na casa do Senhor”, ela deu a luz à 17 filhos; viu crescer e vencer na vida 13 e adotou ainda uma menina. Meu pai possui uma fé simples e ingênua como o seu próprio ser. Cada filho era também acolhido e recebido com uma alegria incontida. Quando um nascia no meio da noite, ele logo acordava todos os demais para ver e beijar o recém nascido, o novo irmão!... Isto nos ensinava a amar-nos uns aos outros. Como suas virtudes, posso destacar a fidelidade, a alegria no servir, a caridade e o grande coração que se sente sempre feliz quando a casa está cheia, abrigando filhos, netos, bisnetos e tataranetos. Na minha casa jamais faltou uma criança... e isto é uma bênção divina.
A grande e bela família com que Deus me envolveu foi a primeira escola de vida fraterna, de vida comunitária. Nela aprendi a amar, servir, perdoar, renunciar.... cada dia, uma nova lição. Minha mãe era a grande mestra, a grande pedagoga. Quando deixei meu lar para seguir o chamado de Deus, éramos somente nove: cinco meninas e quatro meninos, depois nasceram mais quatro meninas, completando o belo número de treze! Formamos uma família unida, alegre, “festeira”, com grande senso de solidariedade onde cada um sempre pensa nos demais, cada um que se formava devia ajudar na educação do que vinha depois... O amor e a alegria sempre circularam na nossa humilde casa. Costumamos dizer: “tocou em um, tocou em todos”.

VOCAÇÃO

Nos joelhos da minha mãe aprendi a rezar. Ela foi a minha primeira catequista. Posso afirmar também que ali nasceu minha vocação.
Na entrada da nossa casa havia um belo quadro do Coração de Jesus, que fora solenemente “entronizado” e que me lembrava constantemente a presença de Deus entre nós. Da porta de casa a gente podia divisar a grande cruz, a custódia que encimava a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia, como uma flecha apontando para o céu.
As festas e as novenas em honra da nossa padroeira, os cantos e as procissões, as ladainhas e as bênçãos, a igreja envolvida pelo incenso que subia do altar para o Alto, enchiam também a minha alma que se sentia atraída e fascinada pelo Invisível!
Nas madrugadas costumávamos acordar para a Missa das Cinco. Sonolenta, eu acompanhava minha mãe e minha avó, muitas e muitas vezes. Meu coração se extasiava ao contemplar o céu ainda cheio de estrelas. Sempre fui atraída pelo Infinito. Muitas vezes eu me deitava à noite na calçada para admirar o céu, as estrelas. Até hoje fico a pensar se existe um céu mais belo que o céu enluarado e estrelado do sertão.
Exemplos de piedade, devoção, doação e serviço aos pobres ficaram impressos no meu coração pelo testemunho de minha mãe... Após incansáveis horas de aula, como professora que era, após longa caminhada sob um sol escaldante, voltando da escola lá no bairro de São Sebastião, chegando em casa, ainda encontrava tempo e força para costurar roupinhas para as crianças mais pobres que as suas... Membro da Liga Feminina da Ação Católica, minha mãe era também secretária daquela associação. Nas solenidades, festas e procissões era também a porta-bandeira da mesma. Cada segundo domingo participava das Manhãs de Formação no Colégio Cristo Rei, sempre sob a orientação de Pe. Fernando Gomes. Eu a acompanhava, mas ficava sentadinha na secretaria com uma das Irmãs, até o fim do encontro.
O ano de 1948 marcou o início de uma ausência de casa, a fim de continuar meus estudos na cidade de Fortaleza, em casa de meu tio que se dispusera a custear a minha educação, podendo assim ajudar à irmã carregada de filhos. Era o desabrochar da minha adolescência e os primeiros sinais da mão de Deus a me acenar. Embora fosse aluna de uma escola pública, o Instituto Educacional do Ceará, antiga Escola Normal, oferecia aulas de ensino religioso e retiro anual para suas alunas. Em frente a este colégio, do outro lado da rua, situava-se o grande colégio católico “Imaculada Conceição”. Era algo que me parecia misterioso e distante. Nas imediações, um orfanato me fazia entrever, muitas vezes a presença das Irmãs conduzindo as crianças em seus uniformes xadrez, passeando pelas calçadas, rumo à Praça do Ferreira. Sentia-me inquieta.
Num dos retiros, entre os muitos livros com que sempre alimentei meu espírito, caiu-me nas mãos a vida de Santa Louise de Marillac. Fiquei impressionada, poderia também eu dedicar a minha vida a Deus como Louise? A idéia aninhou-se no meu coração.
Concluído o 1° grau, minha mãe me trouxe de volta a Patos e fui estudar no Colégio Cristo Rei, cursando o 1° ano pedagógico. Como sempre, jamais me faltou um livro em minhas mãos. Uma das Irmãs me emprestou a “Imitação de Cristo”. A linguagem era difícil para mim, porém, muitas perguntas, muitas questões se levantaram do meu coração: o que fazer da minha vida? ”De que vale ao homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder a sua alma?” Era a questão da santidade, e eu disse: “quero ser santa”! Nos meus cadernos, desde as primeiras séries do ginásio, eu costumava escrever: “meu coração está inquieto, ó Deus, até que descanse em Ti!”. Realmente, a partir daí, tomei a decisão de seguir o chamado de Deus. “Deixa tudo e segue-Me”. Não por mérito meu, mas desde o berço Ele foi preparando a minha alma, foi-me seduzindo, deixando-me inquieta.


A decisão não foi bem acolhida em casa. Minha mãe me achava jovem demais, 16 anos, queria que eu esperasse até os 18! Meu pai se opunha terminantemente, não queria que eu saísse de casa, recusava-se a dar o consentimento para tal. Que fazer? Não sei como veio a idéia, decidi entrar em “greve de fome” até que obtivesse o SIM de ambos. Creio que a greve não foi além de 24 horas, minha mãe me chamou e disse que obteria a assinatura de meu pai para que eu pudesse partir... e, assim foi. Dura foi a despedida. Meu pai nem olhou para mim quando lhe pedi a bênção. Minha mãe me pressionava, perguntando se eu não tinha coração, se ele era de pedra e se era aquele o presente que eu lhe dava no dia do seu aniversário, 13 de maio de 1953, quando deixei meu lar, após o jantar! Meus avós maternos me levaram até o colégio de onde eu partiria para Natal-RN. Chorei amargamente ao abraçar cada um em casa, meus irmãos pequenos, mas a força de Deus me arrancou... A noite foi dura, escura. No dia seguinte, ao passar pela cidade, meus olhos ainda contemplaram a figura de meu pai que, cedinho, estava indo para o açougue... Ele me viu também e nossos olhares se fixaram até quando o carro me fez perdê-lo de vista... Meu coração dava voltas dentro de mim e chorei mais uma vez.

NOS CAMINHOS DE DEUS

Abraçando a Vida Religiosa, ao longo dos anos, pensava que todo esforço para progredir no caminho da perfeição, provinha de mim mesma. Percebi, um dia, que tudo provém de Deus e que “se o Senhor não construir a Sua casa, em vão trabalharão os construtores...” Aprendi a deixar-me conduzir por Ele, a escutar Sua voz nos acontecimentos da vida e a pedir-lhe a graça de responder SIM às suas pro + vocações que não têm sido poucas!... Descobri que os dons que Ele me concedeu tinham que ser postos a serviço do Reino! Nas minhas veias corria, pulsava, o ardor missionário, a grande paixão pela evangelização. Ele foi preparando e abrindo espaços para que eu me dedicasse à proclamação do Evangelho: no serviço às paróquias, na pregação de retiros, encontros, na formação de líderes, na Missão, no serviço à Congregação onde atuei como professora, Mestra de Postulante, Noviças, Junioristas, Superiora, Conselheira Provincial e Geral... Nestes últimos anos, as palavras do profeta Isaias têm norteado minha entrega nas mãos de Deus: “Eis-me aqui Senhor, eu vim para fazer a tua vontade”. È muito difícil a obediência, mas quero ser fiel ao que prometi. “Felizes aqueles que confiam no Senhor” (Sl 128, 1).
Olhando o caminho percorrido, vejo falhas, tropeços, infidelidades, mas Deus sempre foi fiel e jamais abandonou a obra em mim iniciada. Ele me teceu no seio materno e conhece fibra por fibra do meu ser (cf. Sl 138). Pondo a minha mão na Sua mão pude levantar-me e olhar nos Seus olhos, sentindo a confiança e a esperança em mim depositada e que perdura para sempre.

NOS CAMINHOS DA MISSÃO


Na minha alma, dois sentimentos sempre se misturam, se entrelaçam, de maneira muito forte: a sede de Deus, o amor ao silêncio e à contemplação e o apelo da Evangelização – testemunhar e proclamar o AMOR DIVINO.
O Concílio Vaticano II desencadeou uma avalanche de sentimentos que vieram sacudir a minha paz interior. As inquietações fervilhavam em meu coração como se fosse um ‘vespeiro’ atingido por um pé incauto no meio de um lajedo. Todas as minhas potencialidades missionárias latentes despertaram no meu íntimo, como uma torrente violenta que eu já não podia conter. Tive apenas que me deixar levar e procurar romper com tudo o que me prendia à uma Vida Religiosa que clamava por RENOVAÇÃO. Nas minhas mãos havia caído o livro “Promoção Apostólica da Religiosa”, do Cardeal Suenens que viera jogar mais lenha no fogo desencadeado. Outro acontecimento que abalava a todas que lutavam por mudanças, por renovações foram as participações nos Cursos por um Mundo Melhor” que se realizaram ao longo da década de sessenta!
Constatei o quanto eu poderia dar do ponto de vista religioso e apostólico se pudesse me abrir às perspectivas apostólicas que se descortinavam pouco a pouco como um novo horizonte para a Vida Religiosa. A experiência iniciada por Dom Eugenio de Araújo Sales, então Arcebispo de Natal, a de entregar paróquias às religiosas, iniciada em outubro de 1963, em Nisia Floresta-RN, batizada pelo povo de “IRMÃS VIGÁRIAS”  veio ao encontro dessas minhas inquietações. Compreendi que a Igreja começava a acionar essa força viva que eram as religiosas, colocando-as a serviço do povo de Deus. Após a conclusão de um curso de um mês sobre a importância desse campo que se abria para a vida religiosa, fui solicitada para integrar a Equipe Feminina do Mundo Melhor. Minhas superioras não me permitiram, não podiam liberar-me da Coordenação do Curso Cientifico no Colégio N. Sra das Neves, das aulas de Matemática, Física e Ensino Religioso do mesmo...
Um retiro anual pregado por Pe. Helio Campos para as alunas do Curso Científico naqueles anos, levantou enormes questionamentos tanto para elas, como para mim. Fruto dessa inquietude foi a mobilização de todas elas, como voluntárias, para um trabalho de final de semana em São Gonçalo do Amarante-RN, partindo para a evangelização nas ruas, quase sempre à noite, realização de Lucernários ou Oração da Noite, Estudos Bíblicos, enfermagem domiciliar, visitas aos doentes e atendimento ambulatorial num Postinho improvisado, ajudadas que fomos pelos acadêmicos de medicina, alguns deles namorados das minhas alunas. No campo educacional, dispuseram-se elas a se tornar Monitoras da Escola Noturna para empregradas domésticas no CNSN, à noite, a fim de que “no mesmo banco em que elas, as alunas, se sentavam, pudessem também sentar-se a sua empregada...”, para que fossem alfabetizadas, preparadas para os sacramentos... Era tudo o que pude conseguir para não ficar presa ao trabalho escolar, para dedicar-me ao apostolado direto, preparando assim a minha libertação total para a evangelização. Quando as Irmãs assumiram a Paróquia de São Gonçalo, esperei ser integrada à nova comunidade, tal não se deu. Continuei atuando ali somente nos fins de semana, concluindo as aulas no final do sábado e correndo para pegar o ônibus para São Gonçalo, voltando de lá no início da segunda feira para me jogar de novo nas salas de aula. “A minha hora não havia chegado...” A ocasião se apresentaria depois com um convite de Dom Eugenio Sales, agora Administrador Apostólico de Salvador, para que a Congregação assumisse uma Paróquia na periferia de Salvador. Abriu-se a comunidade, em Pirajá, a 3ª de uma série de paróquias entregues à religiosas, dentro de um grande projeto, o de abraçar toda a periferia de Salvador, como um cinturão, desde a Suburbana até Simões Filho, para uma evangelização e animação pastoral. Integrei então esta nova comunidade.
O trabalho consistia no desenvolvimento do sentido comunitário, preparando o nascimento das CEBs, treinamento e formação de líderes, estímulo à promoção humana, abertura de Clubes de Mães, de Jovens, catequese, cursos de artesanatos, alfabetização, profissionalizantes, projetos sociais, entre outros. Acrescia-se ainda a promoção da Evangelização, a organização do culto, a animação da liturgia... A Paróquia cresceu e fortificou-se, tornou-se “modelo” para muitas outras; abriu-se como campo de estágio para os alunos do ISPAC (Instituto Superior de Pastoral Catequética), recebeu visitantes e observadores de vários regionais da CNBB e ainda a visita ilustre do Cardeal Suenens, da Bélgica e do Cardeal Hermenegildo Florit, de Florença, Itália, entre os honrosos visitantes. Bispos e políticos visitaram nossa pequena, humilde e histórica Paróquia de São Bartolomeu, em Pirajá/Salvador-BA. Ao lado do trabalho pastoral, fui requisitada para trabalhar como secretária do Cardeal Dom  Eugênio de Araújo Sales e depois do Cardeal Dom Lucas Moreira Neves, dando expediente na parte da tarde no Palácio da Sé. Era um trabalho cansativo, mas me sentia feliz por trabalhar diretamente com a Hierarquia da Igreja e, além de prestar tão importante serviço à Igreja era também um meio de assegurar o sustento para a comunidade. Entre idas e vindas, foram mais de 15 anos a serviço da Igreja da Bahia, dedicados à formação, evangelização e desenvolvimento do povo simples, do povo humilde de Pirajá.
Em 1989, após ter sido eleita Vigária Geral da Congregação, deixei a Bahia para servir diretamente no Governo da Congregação, como Conselheira Geral, cargo que exerci de 1989 a 2001. Responsável, nesse período, pela área missionária, pude contribuir para a abertura e implantação da nossa Missão em terras africanas, Uganda, em 1998, realizando o grande sonho de nossa Madre Francisca Lechner, o de abrir uma missão na África. Parti com o primeiro grupo de Irmãs a abertura desta frente missionária e por lá permaneci durante três meses.


Concluída minha missão junto ao Governo Geral, voltando ao Brasil, fui convidada para integrar o grupo de Irmãs que abria um novo trabalho missionário em Basrreira-CE. Foi curta a minha permanência ali. De lá fui chamada pela Superiora Geral, para servir nos Estados Unidos, como Mestra de Noviças na Província “Holy Trinity”, ali atuando de 2003 até 2005. Antes de haver concluído a minha “Missão” nos Estados Unidos, a Superiora Geral, Irmã Lucyna Mroczek consultou-me sobre a possibilidade de abraçar uma nova missão, desta vez em Uganda, África, para exercer a função de Mestra de Noviças e, como me disse ela, “além da formação das primeiras Filhas do Amor Divino africanas, dar continuidade ao carisma da Congregação”. Fui tomada de surpresa ao receber tal empenho a esta altura da vida e perguntei-lhe: “É este o presente que você me oferece pelo meu Jubileu de Ouro?”  Ela me respondeu: “Não, este é o presente que você vai dar a Deus!... Não tive mais palavras. “Quando o mistério é grande demais, a gente não ousa desobedecer,  interrogar...”, somente silenciar e adorar! Obedeci, como Abraão, apoiando-me tão somente na Cruz abraçada há 50 anos pela minha Profissão Religiosa e, na fé e na confiança que o Senhor caminhava à minha frente, parti....


Assumir a Missão em Uganda foi como que chegar ao fim do meu caminho vocacional que foi-se fazendo cada dia mais exigente. Foi para mim, o poder alcançar o ÁPICE de tudo quanto divisei no despertar de minha juventude. Deus foi me conduzindo por caminhos, por veredas cada vez mais estreitas. Foi como que “beber do Cálice”, abraçando mais uma das provocações de Deus... Sentia-me pequena, fraca e temerosa, sem saber o que me aguardava. Só uma coisa me dava paz: saber que a OBEDIÊNCIA me conduzia para onde Deus me aguardava, onde me chamava... Há um versículo bíblico com o qual me identifico plenamente por associá-lo ao NOME que me foi dado na entrada do meu Noviciado: ÁQUILA. Gosto de rezar e repetir sempre com o salmista “É Ele quem sacia teus anos de bens e, como a da águia, tua juventude se renova” (Sl 103,5). E, no livro do Deuteronômio posso ler ainda “Como a águia que vela por seu ninho e revoa por cima dos filhotes, ele o tomou, estendendo as suas asas, e o carregou em cima de suas penas” (Dt 32,11).


Concluo, com um poema de Dom Helder Câmara que dá a sua visão do que seja MISSÃO: 

“Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso EU.
É parar de dar volta ao redor de nós mesmos como se fôssemos o centro do mudo e da vida.
É não se deixar bloquear nos problemas do pequeno mundo a que pertencemos: a humanidade é maior.
Missão é sempre partir, mas não devorar quilômetros. É sobretudo abrir-se aos outros como irmãos, descobri-los e encontrá-los.
E, se para encontrá-los e amá-los é preciso atravessar os mares e voar lá nos céus, então missão é partir até os confins do mundo.”

Patos, Festa de Nossa Senhora da Guia, 24.09.2011


Irmã M. Áquila Vieira de Lucena, FDC


Felicidades Ir. Navegantes que Deus a abençoe sempre!

Sou Irmã Maria dos Navegantes de Melo, tenho 33 anos e nasci no dia 15 de agosto 1980 na cidade de Assú- RN. Sou filha do casal Maria do Carmo de Melo e Damião Inácio de Melo, os quais me educaram e me ensinaram os valores essenciais para a vida. A minha infância foi marcada por muita alegria e amor de toda a minha família. Fui crescendo neste lar onde havia desencontros, mas uma busca constante para vivermos juntos e em harmonia. Ao longo da caminhada começou despertar em mim o desejo de seguir Jesus Cristo mais de perto por meio da vida religiosa, aí conheci a congregação das Filhas do Amor Divino, a qual me encantou pelo carisma. Fiz o discernimento vocacional e decidi fazer a experiência na congregação, onde Deus me chamou a consagrar-me totalmente. Hoje me sinto feliz, pois isso não é um sonho, mas uma decisão em busca da felicidade, procurando viver de acordo com a máxima de Madre Francisca: Fazer o bem, alegrar, tornar feliz e conduzir ao céu.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Sou como você me vê e algo mais!


Ir. Myriam Serrano Lyra

Neste conjunto de fotografia e autorretrato contemplamos um especial elaborado. Trata-se de Ir. Myriam Serrano Lyra (1917-2007) dialogando com  a sua autorepresentação. Um confronto com a realidade de si mesmo, com a sua verdade, talvez um diálogo com  Eu profundo, descobrindo e afirmando sua própria identidade. Expressa um possível encontro, bem parecido com ela: Sou como você me vê e algo mais.
 Conhecendo Ir. Miriam e, a partir da nossa convivência, no tempo em que foi Vice–Mestra da Candidatura e do Noviciado, mais tarde como coirmã na Comunidade do Colégio Nossa Senhora das Neves podemos pensar como Friedrich Nietzsche:  Há (neste especial elaborado) uma inocência na admiração: é a daquela a quem ainda não passou pela cabeça que também ela poderia um dia ser admirada. Admiramos e lhe agradecemos  por tudo quanto “pintou em  nossa alma”. Portanto, trilhando o caminho existencial de sua vocação, o autorretrato, alvo do seu próprio olhar, ganha apenas o sentido de um mapa de sua alma. Não se trata de narcisismo
É um olhar atento aos momentos de máxima inspiração, que brota de uma visão desinteressada do mundo. No estado estético, é indiferente se a contemplação do pôr do sol ocorre a partir de uma prisão ou de um palácio, se os olhos de quem vê pertencem a um mendigo ou a um rei, pois nesse instante a contemplação é impessoal; quem frui o belo é o claro olho cósmico. Assim, Ir. Miriam erigiu monumentos duradouros de paz de espírito. Tem-se aí um tipo especial de alegria estética  vinculada ao puro conhecer de seus caminhos.  É uma intuição puramente objetiva de um espírito direcionado pelo olhar oriundo de uma visão desinteressada do mundo. ( cfr SCHOPENHAUER, A. O mundo como vontade e como representação, pp. 265-72.).
Desta forma compreendemos também que o autorretrato não é um mero exercício estético, mas  proposta de um diálogo consigo mesmo, solitária em seu processo de individuação calmo e sereno. Assim,  comunica um conhecimento puro de sua trajetória, a artista numa alma de mulher consagrada. Os pensadores cristãos e muitos misticos afirmam  que o autoconheimento e o conhecimento de Deus, caminham lado a lado.
Quantas vêzes a ouvi dizer:Estar aqui no meu atelier, é estar em mim, conversando e brincando comigo e até rindo de mim mesma, das minhas macaquices, agradecendo e louvando a Deus, que é tão generoso comigo.  E assim ia captando o discurso do retrato humano.
No autorretrato ela mostra plasticamente o indivíduo como acentuação  da ideia de humanidade enquanto obra do Criador, imagem e semelhança de Deus.  Observando o seu rosto, seus olhos, os óculos, o pincel quase escondido, capta-se a expressão, o reflexo de um conhecimento que não é direcionado às coisas isoladas, parece que ela aprendeu a essência inteira do mundo e da vida. Na sua simplicidade, sem os requintes acadêmicos, mas intuitivamente, manifesta em sua obra a suprema sabedoria cultivada na fé.
 Percebemos na obra o Ápice de toda a sua arte. Aqui o tempo da  autora se mistura com o tempo da sua criação. Seu imaginário se move de um suporte a outro, ou seja, de si próprio para a fotografia e desta para a tela onde a linha delineia o que ela produz na autoimagem. Simultaneamente, consegue apresentar, em  rabiscos ou pinceladas , a lógica do visível a serviço do invisível. É a transfiguração e a interprenetação dos dois planos, humano e divino. A pintora e a mística, numa obra que demarca o mais fielmente possível  o papel desta Mestra da Fisionomia,  marca  de seu pensar estético.
            Outras tantas fisionomias de sua autoria  também  possuem  uma objetividade essencialmente expressiva em sua humanidade, que em nada deve aos rostos sagrados de Rafael. Todas parecem que fitam e querem dizer algo ao espectador. Assim, registrando perfeitamente a figura humana, Ir Myriam  conseguia capturar as características primordiais do personagem. No que reproduzia, estabelecia  por meio do contraste cromático, um jogo de textura a ponto de o espectador sentir como reais  o olhar, o sorriso, alguns traços da fisionomia e até o tecido das vestes.
 Então, de sua forma histórica, restaram para a posteridade outros significativos traços que, podem ser sintetizados aqui, na fotografia que sugerimos.  Através do rosto que é a moldura do seu ser, sua  presença humana  permanece viva  na imagem e na função que esta exerce. Muita coisa não é possível ver.  Mas visualizando  o autorretrato saltam  aos olhos grande naturalidade e realismo. Este é o legado plástico capaz de transcender do que ficou registrado na memória e nos corações de quem teve o privilégio de com ela partilhar a vida, os ideais e a missão, como “Filha do Amor Divino”. Ela tinha razão em dizer: Sou como você me vê e algo mais.

 Ir. Vilma Lúcia de Oliveira, FDC.