quinta-feira, 2 de julho de 2020

Missa, benção do Papa e projeção no Cristo marcam tributo às vítimas da Covid-19

A ventania que atingiu o Rio de Janeiro (RJ) nesta quarta-feira, 1° de julho, não impediu a realização do tributo às vítimas da Covid-19 que foram lembradas na Santa Missa celebrada pelo arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta.
A celebração que seria realizada no Santuário do Cristo Redentor – uma das sete maravilhas do mundo, considerado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO – por questões climáticas e de segurança foi transferida para a Paróquia São José da Lagoa.

A abertura do evento “Para Cada Vida”, organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pela Cáritas Brasileira, com apoio do Verificado, iniciativa da Organização das Nações Unidas para combate à desinformação, foi feita pela atriz Cris Viana, que explicou o motivo da celebração não acontecer nos pés do Cristo Redentor e leu uma mensagem de apoio e força a todos os brasileiros.

Em seguida, foi exibida uma mensagem do arcebispo de Belo Horizonte e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, em que destaca que vivemos em um mundo de muitas chagas, de feridas expostas em razão das muitas pandemias, última delas a da Covid-19.
“Somos chamados a lançar nosso olhar sobre esse mundo ferido, somos chamados a lançar nosso olhar em razão do nosso compromisso cidadão e por sermos interpelados a uma solidariedade profunda. Voltamos nosso olhar para todas as famílias enlutadas compartilhando essa dor e, juntos pela força da solidariedade, transformando essa dor numa experiência bonita de fortaleza, de caminho que continua e precisamos percorrer na força desse amor”.

CNBB

O Precioso Sangue de Cristo

O mês de julho a Igreja dedica ao preciosíssimo Sangue de Cristo, derramado pelo perdão dos nossos pecados.
O Sangue de Cristo representa a Sua Vida humana e divina, de valor infinito, oferecida à Justiça divina para o perdão dos pecados de todos os homens de todos os tempos e lugares. Quem for batizado e crer, como disse Jesus, será salvo (Mc 16,16) pelo Sangue de Cristo.
Em cada Santa Missa a Igreja renova, presentifica, atualiza e eterniza este Sacrifício de Cristo pela Redenção da humanidade. Em média, a cada quatro segundos essa oferta divina sobe ao Céu em todo o mundo.
O Catecismo da Igreja ensina que mesmo que o mais santo dos homens tivesse morrido na cruz, seria o seu sacrifício insuficiente para resgatar a humanidade das garras do demônio; era preciso um sacrifício humano, mas de valor infinito. Só Deus poderia oferecer este sacrifício; então, o Verbo divino, dignou-se assumir a nossa natureza humana, para oferecer a Deus um sacrifício de valor infinito. A majestade de Deus é infinita; e foi ofendida pelos pecados dos homens. Logo, só um sacrifício de valor infinito poderia restabelecer a paz entre a humanidade e Deus.
“Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5,8-9).
São Pedro ensina que fomos resgatados pelo Sangue do Cordeiro de Deus, mediante “a aspersão do seu sangue” (1Pd 1, 2).
“Porque vós sabeis que não é por bens perecíveis, como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais, mas pelo precioso sangue de Cristo, o Cordeiro imaculado e sem defeito algum, aquele que foi predestinado antes da criação do mundo” (1Pe1,19).
Ao despedir dos bispos de Éfeso, em lágrimas, S.Paulo pede que cuidem do rebanho de Deus contra os hereges que já surgiam naquele tempo, porque este rebanho foi “adquirido com o seu Sangue” (At 20,28).
Para os judeus a vida estava no sangue (cf. Lv 11,17), e por isso eles não comiam o sangue dos animais; na verdade, a vida está na alma e não no sangue; mas para eles o sangue tinha este significado. É muito interessante notar que no dia da Páscoa, a saída do povo judeu do Egito, naquela noite da morte dos primogênitos, Deus, segundo o entendimento do povo, mandou que este passasse o sangue do cordeiro imolado nos umbrais das portas para que o Anjo exterminador não causasse a morte do primogênito naquela casa.
Este sangue do cordeiro simbolizava e prefigurava o Sangue de Cristo, da Nova e Eterna Aliança que um dia seria celebrada no Calvário. É por isso que S.João Batista, o Precursor de Jesus, ao anunciá-lo aos judeus vai dizer: “Este é o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo” (Jo 1, 19). É a missão de Cristo, ser o Cordeiro de Deus imolado por amor dos homens.
É este Sangue de Cristo que nos purifica de todo pecado:
“Se, porém, andamos na luz como ele mesmo está na luz, temos comunhão recíproca uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1Jo 1,7).
“Jesus Cristo, testemunha fiel, primogênito dentre os mortos e soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, que nos lavou de nossos pecados no seu Sangue e que fez de nós um reino de sacerdotes para Deus e seu Pai, glória e poder pelos séculos dos séculos! Amém” (Ap 1, 5).
“Cantavam um cântico novo, dizendo: Tu és digno de receber o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste imolado e resgataste para Deus, ao preço de teu Sangue, homens de toda tribo, língua, povo e raça; e deles fizeste para nosso Deus um reino de sacerdotes, que reinam sobre a terra” (Ap 5, 9-10).
Os mártires derramaram o seu sangue por Cristo, na força do seu Sangue:
“Mas estes venceram-no por causa do Sangue do Cordeiro e de seu eloquente testemunho. Desprezaram a vida até aceitar a morte” (Ap 12, 11).
O Apocalipse ainda nos mostra que os santos lavaram as suas vestes (as almas) no Sangue de Cristo:
“Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no Sangue do Cordeiro” (Ap 7, 14).
Hoje esse Sangue redentor de Cristo está à nossa disposição de muitas maneiras. Em primeiro lugar pela fé; somos justificados por esse Sangue ensina S. Paulo:
“Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu Sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5, 8-9).
Ele está à nossa disposição também no Sacramento da Confissão; pelo ministério da Igreja e dos sacerdotes o Cristo nos perdoa dos pecados e lava a nossa alma com o seu precioso Sangue. Infelizmente muitos católicos ainda não entenderam a profundidade deste Sacramento e fogem dele por falta de fé ou de humildade. O Sangue de Cristo perdoa os nossos pecados na Confissão e cura as nossas enfermidades espirituais e psicológicas.
Este Sangue está presente na Eucaristia: Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus. Na Comunhão podemos ser lavados e inebriados pelo Sangue redentor do Cordeiro sem mancha que veio tirar o pecado de nossa alma. Mas é preciso parar para adorá-lo no Seu Corpo dado a nós. Infelizmente muitos ainda comungam mal, com pressa, sem Ação de Graças, sem permitir que o Sangue Real e divino lave a alma pecadora e doente.
Prof. Felipe Aquino

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Cristo Redentor é cenário do primeiro grande tributo às vítimas da Covid-19 na próxima quarta-feira, às 19h

Na próxima quarta-feira, dia 1◦ de julho, uma missa em tributo às vítimas da Covid-19 será realizada no Cristo Redentor e transmitida para todo o Brasil. 

A celebração, que tem como tema “Para Cada Vida”, trará mensagens de solidariedade às famílias fortemente afetadas pelas perdas nesta pandemia, de gratidão aos trabalhadores e voluntários anônimos, assim como aos profissionais da saúde, e de esperança a todos os brasileiros.

A celebração terá como cenário uma das sete maravilhas do mundo, considerado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO – o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro – e será transmitida ao vivo pelo Facebook e pelo YouTube da CNBB.

Participam da organização do evento a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Cáritas Brasileira, com apoio do Verificado – iniciativa das Nações Unidas para combate à desinformação.


Quatro arcebispos brasileiros receberão o Pálio Arquiepiscopal abençoado pelo Papa

O Papa Francisco abençoou os pálios que serão entregues aos arcebispos metropolitanos nomeados no decorrer do último ano. Quatro arcebispos brasileiros receberão a insígnia abençoada durante a celebração da Solenidade de São Pedro e São Paulo, neste domingo, 28 de junho.
Cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Salvador (BA); dom Josafá Menezes da Silva, arcebispo de Vitória da Conquista (BA); dom Irineu Roman, arcebispo de Santarém (PA); e dom Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus (AM), são os bispos que vão receber o pálio, uma espécie de colarinho feito de lã branca com seis cruzes, que representa o ministério do arcebispo à frente da Igreja metropolitana.

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Retorno às celebrações com presença dos fiéis exige atitudes contra a infecção do novo coronavírus

O retorno às celebrações com presença dos fiéis exige atitudes e posturas contra a infeção pelo novo coronavírus. É o que diz o documento enviado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aos bispos com “orientações Litúrgico-Pastorais para o retorno às atividades presenciais”. O assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB, padre Leonardo Pinheiro, gravou um vídeo explicando essas orientações e ressaltando os cuidados que devem ser tomados antes, durante e depois das celebrações diante nesse contexto de pandemia.
Após quase três meses de atividades suspensas, algumas arquidioceses e dioceses no Brasil retomam, aos poucos, as celebrações com a presença dos fiéis. A rotina de abertura das igrejas foi possível depois que governos municipais e estaduais publicaram decretos autorizando a realização das missas com o povo.
Mas esse retorno “requer um bom planejamento, muita coragem e esperança, pois a Igreja também tem a grave responsabilidade de prevenir o contágio da COVID-19, em sintonia com as autoridades sanitárias”, diz o documento da CNBB. A Comissão para a Liturgia ressalta que, na medida em que for retomada a participação comunitária nas celebrações, segundo as orientações dos Bispos diocesanos, “será necessário garantir atitudes e posturas contra a infeção”.

Escolhido o cartaz da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2021: “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor”

A Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) de 2021 já tem cartaz escolhido. A equipe que prepara a CFE do ano que vem, composta por representantes da CNBB e de outras igrejas-membro do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), realizou concurso para a escolha da arte.

No próximo ano, a Campanha da Fraternidade será ecumênica e terá como tema “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor”. E como lema o trecho da carta de Paulo aos Efésios: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido fez uma unidade” (Ef 2, 14ª). Essa será a quinta CFE e tem como objetivo geral “convidar as comunidades de fé e pessoas de boa vontade para pensar, avaliar e identificar caminhos para superar as polarizações e as violências através do diálogo amoroso testemunhando a unidade na diversidade”.
A arte escolhida para ilustrar o caminho fraterno de diálogo e comunhão foi elaborada pela agência Ateliê 15. O cartaz remete ao apelo de Cristo pela unidade. O secretário executivo para Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista, destaca que “Cristo é a nossa paz e suas ações nos inspiram a concretiza-la por meio do nosso testemunho de vida”.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Papa aos heróis da pandemia: o início de um milagre

Um sinal de esperança é a marca deixada pelo Papa Francisco em cada uma das pessoas que participaram da audiência no Vaticano no último sábado (20). Uma grande delegação formada por profissionais da saúde e sacerdotes que vieram da área mais afetada pelo coronavírus na Itália, a região norte do país.
O milagre em meio à pandemia
Médicos e enfermeiros, em particular, descritos pelo Pontífice como “artesãos silenciosos da cultura da proximidade e da ternura”, se sentiram abraçados pelas palavras tanto de reconhecimento pelo “serviço árduo e até heroico” feito durante a pandemia como de encorajamento para seguir adiante. Ao final da audiência, o Papa motivou esses “anjos” a canalizar a energia positiva para produzir frutos no futuro:
“E não se esqueçam que, com o trabalho de vocês, de todos vocês, médicos, paramédicos, voluntários, sacerdotes, religiosos, leigos, que fizeram isso, começaram um milagre. Tenham fé e, como dizia aquele alfaiate, um teólogo já falecido: “eu nunca vi Deus começar um milagre sem terminá-lo bem”. [Manzoni, Promessi sposi, cap. 24°]. Que termine bem esse milagre que vocês começaram!”
A enfermeira do Hospital Papa João XXIII, da cidade de Bergamo, Barbara Valle, presente na audiência, comentou as palavras de Francisco: “palavras muito bonitas, inclusive usar a palavra milagre é realmente uma coisa muito forte. Esperamos que, olhando para o futuro, mantenhamos essa experiência como algo que nos fortaleceu mesmo se devemos continuar mantendo os comportamentos que temos que manter. Mas, deixando para trás a provação, com todo o sofrimento que mesmo assim permanece no coração que, depois, com o tempo, vamos reelaborando em sentido positivo, nos deu uma grande força”.
As enfermeiras são mães
A enfermeira foi cumprimentada pelo Papa ao final da audiência, com palavras de “ternura e esperança”, depois da bênção e da foto em grupo: “devemos ser obedientes às disposições”, disse Francisco, em referência às medidas de segurança por causa da pandemia. De fato, além do distanciamento social durante todo o encontro, o Papa é quem foi ao encontro dos presentes para saudá-los, um a um, “com gentileza, como se deve fazer, como as autoridades disseram para fazer”, ressaltou o Pontífice.
“Quando ele se aproximou, disse palavras muito bonitas. Eu disse que era uma enfermeira, junto com as outras colegas, e ele nos disse que as enfermeiras são como mães que expressam ternura. Depois, me contou uma anedota pessoal: disse que devia a sua vida à uma enfermeira que lhe tinha dado uma dose a mais daquela recomendada pelo médico.”
Gestos de proximidade
O médico do Pronto-Socorro do Hospital Papa João XXIII, de Bergamo, Massimiliano De Vecchi, também presente na audiência, falou da situação atual sob controle em relação aos meses anteriores, apesar de ter vivido uma tragédia pessoal. De Vecchi chegou a contar ao Pontífice que perdeu o pai, vítima da Covid-19: “percebi que o Papa, naquele momento, rezou por ele. Foi um gesto de proximidade que me marcou muito”, disse o médico.
“Das suas palavras me impactaram mais quando enfatizou as boas coisas vividas e emersas durante essa tragédia. O Papa nos recordou que, em meio a tanta dor, a tanto sofrimento, existiram muitos gestos de proximidade, de solidariedade e que não devemos nos esquecer disso, mas guardar tudo para o futuro.”
Via Vatican News

91 FM Natal e Padre Nunes promovem live dia primeiro de julho

O Clube do Ouvinte da Rádio 91.9 FM e o Padre Nunes promovem uma live, dia primeiro de julho, a partir das 19h30, através do canal youtube.com/91fmnatal. 

Segundo a coordenação, será um momento de louvor e oração, conduzido pelo Padre Antônio Nunes, que é diretor da 91 FM e também pároco da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, em Neópolis.

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Presidente da CNBB se solidariza com dom Marcony após ameaça de grupo extremista

O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, manifestou-se sobre a lamentável tentativa de ocupação, por parte de remanescentes do grupo extremista Acampamento dos 300 do Brasil, do território da Catedral Metropolitana Nossa Senhora de Aparecida, mais conhecida como Catedral de Brasília, no último dia 16 de junho, e sobre as ameaças que fizeram ao bispo auxiliar da arquidiocese, dom Marcony Vinícius Ferreira.
Conforme Nota de Esclarecimento emitida pelo setor de comunicação da Arquidiocese de Brasília (veja abaixo), o religioso não permitiu o acampamento alegando o respeito às exigências legais, do Governo do Distrito Federal (GDF), de evitar aglomerações para conter a contaminação pelo novo Coronavírus, além de garantir a preservação do prédio tombado e também para assegurar o respeito ao local de culto, previsto na Constituição.
Para o presidente da CNBB, as igrejas são lugares especiais para o silêncio, a oração e o serviço aos mais pobres e não servem a propósitos político-partidários. “Nosso incondicional apoio e solidariedade a dom Marcony Vinícius Ferreira, bispo auxiliar da Arquidiocese de Brasília, que no exercício de seu ministério, na missão de zelar pelo bem de todos – a Catedral Nossa Senhora Aparecida – foi vítima de ameaças”, escreveu dom Walmor.
Dom Walmor chama a atenção para a crescente violência que aponta para o avanço de extremistas no Brasil. O presidente da CNBB cobra ação, com urgência e veemência, das autoridades para garantir a paz. “Esses grupos não podem continuar a desfigurar a democracia brasileira, com ataques às instituições, à religião e a quem mais não compartilha com as suas visões de mundo. Conviver com as diferenças é condição básica para a civilidade”, disse.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil espera celeridade na apuração deste grave crime. A ameaça a dom Marcony Ferreira, para dom Walmor, é uma agressão que fere toda a Igreja Católica no Brasil.
Entenda o caso
Na manhã do dia 16 de junho, remanescentes do Acampamento dos 300 do Brasil, um grupo extremista que estava acampado na Esplanada dos Ministérios, ameaçaram acampar na área da Catedral Metropolitana Nossa Senhora de Aparecida, mais conhecida como Catedral de Brasília (DF). O grupo ameaçou o bispo auxiliar que encaminhou denúncia ao governo do Distrito Federal.
Como medida de segurança, o GDF mandou fechar a Esplanada dos Ministérios por dois dias, 16 e 17 de junho. A medida foi oficializada por meio de decreto, com base na investigação da inteligência do governo. O acampamento dos 300 do Brasil foi desmontado em operação da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e do DF Legal nesse sábado (13/06).

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Papa: com Jesus, podemos nos imunizar contra a tristeza

“A Eucaristia não é simples lembrança; é um fato: é a Páscoa do Senhor, que ressuscita para nós.” No dia em que a Itália celebra a Solenidade de Corpus Christi, o Papa Francisco presidiu à missa na Basílica de São Pedro, com a participação de cerca de 50 fiéis.
A homilia do Pontífice foi inspirada no seguinte versículo extraído do Deuteronômio: «Recorda-te de todo esse caminho que o Senhor, teu Deus, te fez percorrer» (Dt 8, 2). As palavras do Papa, portanto, falam de memória: memória de quem somos e do que devemos fazer.
Fazei isto em memória de Mim
Para Francisco, é essencial recordar o bem recebido: se o não conservamos na memória, tornamo-nos estranhos a nós mesmos, meros «passantes» pela existência. Pelo contrário, fazer memória é amarrar-se aos laços mais fortes, sentir-se parte duma história transmitida de geração em geração.
Nossa memória é frágil, recordou o Papa, por isso Deus nos deixou um memorial. Não nos deixou apenas palavras, mas nos deu um Alimento: a Eucaristia não é simples lembrança; é um fato: é a Páscoa do Senhor, que ressuscita para nós. “Fazei isto em memória de Mim.”
A Eucaristia cura a nossa memória ferida e órfã. Introduz em nossa memória um amor maior: o Dele. Cura também aquilo que o Pontífice chamou de “nossa memória negativa”, isto é, pensar de que não servimos para nada, que só cometemos erros.
“O Senhor sabe que o mal e os pecados não são a nossa identidade; são doenças, infeções. E Ele vem curá-las com a Eucaristia, que contém os anticorpos para a nossa memória doente de negativismo. Com Jesus, podemos imunizar-nos contra a tristeza.”
Somos portadores de Deus
Os problemas cotidianos não desaparecem, mas o seu peso deixará de nos esmagar, porque, na profundidade de nós mesmos, temos Jesus que nos encoraja com o seu amor.
“Aqui está a força da Eucaristia, que nos transforma em portadores de Deus.” Justamente por isso, ao sair da missa, não podemos continuar a reclamar, a criticar e a nos lamentar, pois a alegria do Senhor muda a vida.
Enfim a Eucaristia cura a nossa memória fechada. Se no início somos medrosos e desconfiados, aos poucos nos tornamos cínicos e indiferentes, agindo com insensibilidade e arrogância.
“Só o amor cura o medo pela raiz, e liberta dos fechamentos que aprisionam. É assim que faz Jesus, vindo ter conosco com mansidão, na fragilidade desarmante da Hóstia; assim faz Jesus, Pão partido para romper a carapaça dos nossos egoísmos.”
Eis o convite a não desperdiçar a vida, correndo atrás de mil coisas inúteis que criam dependências e deixam o vazio dentro. “A Eucaristia apaga em nós a fome de coisas e acende o desejo de servir.” Somos as mãos de Deus para saciar o próximo e juntos devemos formar correntes de solidariedade:
“Agora é urgente cuidar de quem tem fome de alimento e dignidade, de quem não trabalha e tem dificuldade em seguir adiante. E fazê-lo de modo concreto, como concreto é o Pão que Jesus nos dá.”
Por fim, uma recomendação: “Queridos irmãos e irmãs, continuemos a celebrar o Memorial que cura a nossa memória: a Missa. É o tesouro que deve ocupar o primeiro lugar na Igreja e na vida. E, ao mesmo tempo, redescubramos a adoração, que continua em nós a ação da Missa”.
A cerimônia se concluiu com a exposição do Santíssimo, com o qual o Pontífice concedeu a sua bênção.
Via Vatican News


terça-feira, 9 de junho de 2020

Teologia da infância: a proteção dos menores faz parte do nosso ser cristão

A Igreja e seu compromisso na luta contra o abuso infantil não pára nem mesmo em tempo de coronavírus. Para fazer um balanço e também para aprofundar a “teologia da infância”, começa hoje (08/06) o primeiro de uma série de webinar promovidos pela Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores, pela União Internacional de Superiores Maiores, pelo Centro de Proteção do Menor da Pontifícia Universidade Gregoriana e a Onlus “Telefono Azzurro”. O confronto será moderado pela Irmã Nuala Kenny, das Irmãs da Caridade de Halifax. O webinar será realizado em italiano, francês, inglês e espanhol com traduções simultâneas. No final, o debate será colocado online no site www.internationalunionsuperiorsgeneral.org.
O evento já conta com 770 participantes, e será seguido por outros três encontros: dia 18 de junho com o tema “Salvaguarda online em tempo de lockdown”, no qual o moderador será o padre Hans Zoellner, presidente do “Centro de Proteção dos Menores” da Pontifícia Universidade Gregoriana. No dia 30 de junho será moderado pelo doutor Gabriel Dy-Liacco, psicoterapeuta e membro da Comissão Pontifícia para a Tutela dos Menores. O último encontro está previsto para o dia 6 de julho e o moderador será o professor Ernesto Caffo, fundador da Onlus SOS “Telefone Azzurro”. A sessão será dedicada ao “Cuidado das crianças depois do lockdown. Como a pandemia modificou os nossos relacionamentos?”.
A tutela dos menores no centro do magistério da Igreja

Em 2017 o Papa Francisco ao receber em audiência a Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores disse: “Confio plenamente que a Comissão continuará a ser um lugar onde as vozes das vítimas e dos sobreviventes possam ser ouvidas com interesse. Porque temos muito a aprender com eles e suas histórias pessoais de coragem e perseverança”. Um compromisso que foi levado adiante em muitos países do mundo. “As leis não são suficientes, é preciso a conversão das pessoas para entender que a tutela dos menores faz parte do nosso ser cristãos”. São palavras de Emer McCharty, responsável pelos projetos da Comissão Pontifícia que nos explica o webinar de hoje:
Emer McCharty: Estamos muito felizes em trabalhar com outras realidades eclesiais porque os membros da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores logo se deu conta, que temos que ir ali, onde estão as crianças, os adolescentes os adultos vulneráveis na Igreja, neste sentido vemos que as congregações religiosas tanto masculinas quanto femininas estão na linha de frente trabalhando neste campo. Quando o mundo foi abalado pela pandemia do coronavírus, nosso trabalho parou. Atuamos em várias realidades nacionais do Brasil à Oceania com cursos de formação sobre a proteção dos menores, tanto para bispos como para formadores e educadores. Obviamente nossos membros não podiam mais viajar, então não podíamos mais oferecer esses recursos para as igrejas locais. Graças ao desenvolvimento do mundo digital, percebemos que isso não significava parar todos os nossos esforços para, com e para as igrejas locais.

Qual é o significado do tema do primeiro encontro?

Emer McCharty: Ao longo destes 5 anos os membros da nossa Comissão sempre reafirmaram o esforço comum em aprofundar nosso conhecimento e compreensão da teologia da infância, assim como é apresentada nas Sagradas Escrituras e no Magistério da Igreja. Por quê? Porque todos os nossos esforços, as nossas políticas, as nossas normas, os nossos eventos educacionais e de formação, as intervenções são inúteis se não entendermos que a proteção de crianças e pessoas vulneráveis fazem parte integrante do nosso ser católico e cristão. Para isso precisamos de um pensamento e de uma linguagem teológica, não somos os únicos a reconhecer essa necessidade, existem outras realidades, outros teólogos, especialistas em eclesiologia de outras partes do mundo que estão realizando pesquisas e elaborações nesse sentido. Sabemos que o Centro de Proteção ao Menor da Gregoriana, dirigido por um de nossos membros, Padre Zoellner, estava promovendo um estudo deste tipo, aprofundando o fato teológico. Infelizmente, isto também foi adiado por causa da pandemia. Por isso decidimos começar este webinar desde o princípio. O que Jesus nos ensinou? O que Jesus nos fala sobre nosso mandato, colocando as crianças em primeiro plano.

Via Vatican News

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Camiseta assinada pelo Papa será sorteada em leilão solidário pelos enfermos de Covid-19

A equipe de atletismo do Vaticano, Athletica Vaticana, conseguiu uma mobilização sem precedentes do esporte profissional italiano por sua iniciativa solidária “We run together”, destinada a arrecadar fundos para os hospitais de Brescia e Bergamo, duas das cidades mais atingidas na Itália devido à pandemia de coronavírus.
O evento seria originalmente realizado em 21 de maio, mas devido à pandemia, precisou mudar sua data e formato. Se inicialmente foi pensado como uma corrida solidária, agora será um leilão solidário no qual serão leiloados diversos itens, incluindo a bicicleta do campeão mundial de ciclismo, Peter Sagan, e uma camiseta da Roma assinala pelo jogador de futebol Francesco Totti.
Entre outros objetos, será possível adquirir uma camiseta da Athletica Vaticana assinada pelo próprio Papa Francisco.
Outros prêmios serão a camiseta assinada pelo atleta italiano Filippo Tortu, além de uma sessão de treinamento e um jantar com ele em Milão; o traje de competição assinado pela nadadora olímpica Federica Pellegrini; ou os esquis da esquiadora alpina Sofia Goggia.
Também será leiloada a visita de duas pessoas à base logística da equipe de vela da Copa América Luna Rossa e a camiseta oficial assinada por todos os membros da equipe; um jantar para dois na casa dos campeões de esgrima Valerio Aspromonte e Carlonica Erba; um jantar com os canoístas olímpicos Beppe e Carmine Abbagnale e a camisa do piloto de Fórmula 1 e campeão paraolímpico dos Jogos Olímpicos Rio 2016, Alex Zanardi.
O leilão, organizado com a colaboração da equipe esportiva Fiamme Gialle, da Guarda de Finanças, do Pátio dos Gentis e da Federação de Atletismo de Lácio, começará no próximo dia 8 de junho através da plataforma digital CharityStars.com e conta com o respaldo do Papa Francisco.
De fato, também se poderá contar com alguns objetos esportivos de alto prestígio disponibilizados ao Papa Francisco.
Os benefícios serão destinados ao Hospital Papa João XXIII, em Bergamo, e à Fundação Poliambulatoria de Brescia, duas das estruturas hospitalares mais envolvidas na luta contra a pandemia de coronavírus.
Por outro lado, ao participar da iniciativa ou realizar uma doação gratuita, você participará do sorteio de vários prêmios especiais, incluindo uma camiseta da Athletica Vaticana assinada pelo Papa Francisco.
Os interessados podem participar da iniciativa através do site www.charitystars.com

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.
Via ACI Digital

Bispos do Maranhão se unem para celebrar missas ao vivo em tempos de pandemia

A Igreja no Maranhão estará unida pela mesma prece em favor do país e do estado quando em tempos de pandemia. Até o dia 13 de junho, os bispos do regional Nordeste 5 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) irão celebrar de suas dioceses a santa missa, com transmissão para todo o Maranhão.
O arcebispo de São Luís (MA), dom José Belisário, explicou que a ideia surgiu após uma reunião com os bispos do regional, feita via online, cujo objetivo era discutir a vivência em período de pandemia e também trocar opiniões sobre a abertura gradual das atividades que reúnem pessoas.
Na ocasião, ele contou que o bispo de Caxias (MA), dom Sebastião Lima Duarte, teve a ideia de propor o gesto. “Por ser o mês de junho, um mês marcado por festividades no Maranhão e encontros de grupos tradicionais, a maneira que encontramos de substituir a presença física foi por meio desse gesto, o de realizar as celebrações da eucaristia, a serem transmitidas para todo o regional”, disse.
Consultado, dom Sebastião Bandeira, presidente do regional Nordeste 5 da CNBB, disse que a proposta além de criar comunhão entre os bispos na situação vivida pelo país, também visa aproximar a igreja de seu povo. “É para que o povo possa sentir a igreja do regional ao seu lado e, ao mesmo tempo, ver, assumir esse novo desafio de utilizar os meios de comunicação a serviço do anúncio do Evangelho”, disse.
“É uma experiência muito modesta, muito simples, mas pode ser também uma ocasião para descobrirmos as possibilidades que podemos ter usando os meios de comunicação, num estado tão extenso como o nosso e que precisa de uma ação da igreja muito próxima do povo”, comentou dom Sebastião Bandeira.
Já o autor da proposta, dom Sebastião Lima Duarte, disse que o objetivo é viver a unidade em tempos de isolamento. “Que a gente viva a unidade da igreja nesse tempo em que o virtual se faz importante. E que a gente possa permanecer unidos e animados, mesmo nesse tempo que nos traz muita tristeza, muito sofrimento”, disse.
Como vai funcionar?
Um bispo de cada diocese assumirá a presidência de sua missa que será transmitida em todo o estado do Maranhão. Hoje, dia 03 de junho, quem preside é dom Sebastião Bandeira, da Diocese de Coroatá, às 18h. Importante ressaltar que, cada diocese, irá divulgar sua programação e canais para a transmissão. O canal do Regional Nordeste 5 no Youtube irá fazer a retransmissão, de modo, que os fieis poderão assistir a todas as missas.