sexta-feira, 6 de julho de 2012


REFLEXÃO PATRÍSTICA DIA 06/07/12

Do livro sobre a predestinação dos santos, de Santo Agostinho, bispo

(Cap.15,30-31:PL44,981-983)
(Séc.V)

Jesus Cristo, da linhagem de Davi segundo a carne

Esplêndida luz da predestinação e da graça é o próprio Salvador, o mediador entre Deus
e os homens, o homem Cristo Jesus. Para que isto acontecesse, como o adquiriu a
natureza humana que nele existe? Com que precedentes méritos de obras ou de fé?
Respondam-me, por favor: aquele homem, para ser assumido na unidade de pessoa pelo
Verbo coeterno com o Pai e ser o Filho unigênito de Deus, o que fez para merecê-lo?
Qual o bem que precedeu? Que fez antes, que acreditou, que pediu, para chegar a esta
indizível excelência? Na verdade, não foi pela ação do Verbo, ao assumi-lo, que este
mesmo homem, desde que começou a existir, começou a ser o Filho único de Deus?
Manifeste-se assim a nós, em nossa Cabeça, a fonte de graça, donde ela se vai difundir
por todos os membros segundo a medida de cada um.

Com efeito, a graça pela qual, no início de sua fé, um homem se torna cristão, é a
mesma pela qual esse homem, desde sua origem, foi feito Cristo. Assim pelo mesmo
Espírito renasceu aquele cristão e nasceu este o Cristo. Pelo Espírito, faz-se em nós a
remissão dos pecados, por esse mesmo Espírito que fez com que o Cristo não tivesse
pecado algum. Deus teve a presciência de que faria tais coisas. Esta é, portanto, a
predestinação dos santos, aquela que refulge ao máximo no Santo dos santos. Quem
poderá negá-la se compreende com justeza as palavras da verdade? Pois foi-nos
ensinado que o próprio Senhor da glória, enquanto homem feito Filho de Deus, foi
predestinado.

Jesus foi predestinado: ele, que haveria de ser filho de Davi segundo a carne, haveria de
ser também, segundo a virtude, Filho de Deus segundo o Espírito de santidade, porque
nasceu do Espírito Santo e da Virgem Maria. É esta a singular assunção do homem pelo
Deus Verbo que se realizou de modo inefável, a fim de que o Filho de Deus e, ao
mesmo tempo, filho do homem, a saber, filho do homem por causa da humanidade
assumida e filho de Deus por causa daquele que assumia – fosse verdadeira e
propriamente dito o Deus unigênito. Que não acontecesse termos de crer numa
quaternidade e não na Trindade!

A natureza humana foi predestinada a tão imensa, sublime e máxima elevação que não
tem por onde mais se elevar, assim como a própria divindade não encontrou meios de se
rebaixar mais por nós do que aceitando a natureza do homem, com a fraqueza da carne,
até à morte da cruz. Assim como foi predestinado o Único para ser nossa Cabeça, assim
também, embora muitos, nós somos predestinados para sermos seus membros. Calem-se
aqui os méritos humanos, mortos por Adão, e reine aquela que reina, a graça de Deus
por Jesus Cristo, nosso Senhor, único Filho de Deus, um só Senhor. Quem quer que
encontre em nossa Cabeça méritos anteriores àquela singular geração, busque em nós,
seus membros, os méritos precedentes à múltipla regeneração.

quinta-feira, 5 de julho de 2012


REFLEXÃO PATRÍSTICA 05/07/12

Homilia aos neófitos sobre o Salmo 41, de São Jerônimo, presbítero

(CCL 78,542-544)

(Séc.V)

Entrarei no lugar do admirável tabernáculo

Como o cervo deseja as fontes das águas, assim minha alma te deseja, ó Deus. Como
aqueles cervos desejam as fontes das águas, assim os nossos cervos que, afastando-se do
Egito e do século, afogaram o faraó em suas águas e mataram todo o seu exército no
batismo, depois da morte do diabo, desejam as fontes da Igreja, isto é, o Pai, o Filho e o
Espírito Santo.

Que o Pai seja dito fonte, encontramos em Jeremias: Afastaram-me a Mim, fonte de
água viva, e cavaram para si cisternas rachadas que não podem reter as águas. Sobre o
Filho, lemos em certo lugar: Abandonaram a fonte da sabedoria. E sobre o Espírito
Santo: Quem beber da água que eu lhe der, dele brotará uma fonte de água que jorra
para a vida eterna, que logo o Evangelista explica tratar-se do Espírito Santo nesta
palavra do Salvador. Prova-se assim claramente que as três fontes da Igreja são o
mistério da Trindade.

A esta Trindade aspira o fiel, aspira o batizado que diz: Minha alma tem sede de Deus,
fonte viva. Não quer ver a Deus apenas de leve, mas com todo o ardor, todo abrasado
em sede. Com efeito, antes do Batismo, os futuros cristãos falavam entre si e diziam:
Quando irei e me apresentarei diante da face de Deus? Agora obtiveram o que pediam:
vieram e ficaram diante da face de Deus, apresentaram-se ante o altar, perante o
mistério do Salvador.

Admitidos no Corpo de Cristo e renascidos na fonte da vida, proclamam com confiança:
Entrarei no lugar do admirável tabernáculo, até a casa de Deus. A casa de Deus é a
Igreja, é ela o admirável tabernáculo, nele mora a voz da exultação e do louvor, o ruído
dos convivas.

Dizei, portanto, vós que agora, guiados por nós, vos revestistes de Cristo, fostes
retirados pela palavra de Deus do mar deste mundo como um peixinho preso pelo anzol.
Em nós, porém, a natureza se transformou, pois enquanto os peixes morrem, quando
retirados das águas, a nós os apóstolos nos tiraram e pescaram do mar deste mundo para
que de mortos passemos a vivos. Enquanto estávamos no século, com os olhos nas
profundezas, nossa vida se passava no lodo. Depois de erguidos das ondas, começamos
a ver o sol, começamos a olhar a verdadeira luz; e deslumbrados pela imensa alegria
 dizemos a nossa alma: Espera em Deus porque o louvarei, a ele, salvação de minha
face e meu Deus.

quarta-feira, 4 de julho de 2012


Noticias do JAD de Araçai 



O JAD de Araçai foi responsável pela animação das novenas e terços no mês de maio todos os dias e nos encontros  fortes da Paróquia está sempre animando.
Estamos realizando apresentações na missa com  dança e peça teatral. O grupo está maravilhoso.






Rezem por nós.

















Irmã Rosilene FDC

Províncias: “São José“ – “Santa Maria” – “Santíssima Trindade” = Província “Sagrada Família”

Pela primeira vez, nos 144 anos de história da nossa Congregação, devido o decrescente número das Irmãs nos USA, as nossas três Províncias tornaram-se uma só Província. Depois de quatro anos de preparação, as três Províncias americanas: “São José” (fundada em 07.12.1920), “Santa Maria” (fundada em 25.09.1950) e “Santíssima Trindade” (fundada em 19.06.1972), no dia 03 de janeiro/2012, pela Superiora Geral Irmã Lucyna Mroczek, foi canonicamente ereta a Província “Sagrada Família”.
A Superiora Geral presidiu o primeiro Capítulo Provincial, que se desenvolveu de 03 a 06 de janeiro/2012, no qual se reuniram os Governos Provinciais das três Províncias em função até aqui e as delegadas das três Províncias. Participou deste evento, a Irmã M. Josefa Rapatz, como Conselheira Geral da Região 1. O ato canônico da ereção da nova Província desenvolveu-se após a Santa Missa celebrada pelo Pe. Patrick McSherry, OFMCap. Ele acompanhou o Capítulo Provincial como capelão e tradutor para o italiano-inglês, oferecendo ótima assistência espiritual.  A moderadora do Capítulo, a Irmã Patricia Flynn, já havia orientado alguns encontros de preparação para este Capítulo, assim ela já tinha conhecimento das capitulares.
A Superiora Geral nomeou como Superiora Provincial, a Irmã M. William McGovern. Como Conselheiras Provinciais foram eleitas pelo Capítulo Provincial:
Irmã M. Josita DiVita -  1ª Conselheira. Provincial
Irmã M. Hyacinthe Vamos – 2ª Conselheira Irmã M. Antoinette Luin, 3ª Conselheira Provincial
Irmã Mary Coffelt, 4ª Conselheira Provincial.
A Superiora Provincial nomeou:
Irmã M. Regina Gegić como Secretária Provincial
Irmã M. Charlotte Gulban como Ecônoma Provincial.
Irmã Mary Coffelt foi nomeada também a mestra das noviças.

Irmã Lucyna Mroczek - Superiora Geral,
Irmã Mary Coffelt,
Irmã M. Hyacinthe Vamos,
Irmã M. Josita DiVita,
Irmã M. William McGovern - Superiora Provincial, Irmã M. Josefa Rapatz - Conselheira Geral.
Acompanhemos, com a nossa oração, o novo Governo Provincial e todas as Irmãs. A Sagrada Família queira guiar o Governo Provincial no seu serviço e nas decisões, bendizer todas as comunidades e cada Irmã da nova Província e enviar-lhes muitas e novas vocações.
Irmã M. Josefa Rapatz, FDC,
Conselheira Geral

Responsável pela versão italiana:
Irmã Bernarda Horvat, FDC


Tradução do italiano: Ir. Mª Dulce Adams, FDC
Revisão: Irmã M. Salete Wagner, FDC 

Peregrinação de agradecimento
ao túmulo  
da Madre Fundadora

A consciência da própria pequenez e da grandeza dos inumeráveis dons de Deus, unidas à gratidão e à responsabilidade de ter recebido tudo, foram as importantes características da nossa Fundadora, a Serva de Deus Madre Francisca Lechner. Com grande zelo ela sempre convidava as Irmãs a serem reconhecidas pela graças recebidas. Obedientes a este seu desejo, também nós, 40 Irmãs, duas noviças e três candidatas da Província “Divina Providência”, com a nossa Superiora Provincial Irmã M. Elvira Tadić e as Conselheiras, no dia 24 de março/2012, fizemos a peregrinação de agradecimento a Viena e a Breitenfurt.
Iniciamos a nossa viagem com a oração das Laudes, incluindo as seguintes intenções: gratidão pela beatificação das Mártires do Drina, gratidão pela chegada da Madre Fundadora em nossos países, há 130 anos, súplicas para que o nosso Capítulo Provincial seja abençoado e por novas vocações.
Durante a viagem foi lido, para todas, textos da biografia da Madre Fundadora, referentes à fundação da nossa Congregação e dos últimos dias da sua vida e morte. Escutando e meditando a sua vida sentimos a sua presença e ouvimos, outra vez, a sua exortação: seguir Cristo como ela o fez - em modo total, plenas de confiança na Providência Divina, sensíveis às necessidades dos pobres.
Nossa primeira meta foi a Casa Mãe onde nos acolheram afetuosamente a Irmã M. Emanuela Cermak, Superiora Provincial da Província Austríaca e outras Irmãs. Visitamos a casa e a igreja, com a ótima e incansável guia, a Irmã Nicolina Hendges. Passando no meio destes lugares caros podíamos quase “ouvir” as inumeráveis orações, preocupações, esperanças e alegrias da Madre e das suas primeiras filhas.
Visitamos também o “Marienanstalt”, na Fasangasse, onde as Irmãs nos acolheram com alegria. Na sua capela a Irmã Magna Andre e Irmã M. Praxedis Reisenbauer, nos apresentaram a história da casa, da escola e do internato. Hoje a escola tem como sua particular protetora, a beata Irmã M. Berchmana Leidenix. Mesmo que ali (nesta casa) não tem mais um numeroso grupo de Irmãs, como foi no passado, a sua presença faz com que ali esteja vivo o espírito da Madre Francisca, que unida a Irmã M. Berchmana vela sobre as Irmãs, professores e alunos.
Prosseguimos para o ponto culminante da nossa peregrinação: Breitenfurt e o túmulo da Serva de Deus Madre Francisca. Perto do convento iniciamos a procissão em direção ao cemitério das Irmãs recitando o rosário e portando uma grande vela com a imagem da  Madre Francisca de um lado e a imagem das Beatas Mártires do Drina do outro. Reunidas em torno da tumba da nossa Madre escutamos a Palavra de Deus e depois fizemos orações pela Congregação e a Província, pelas novas vocações, pelas nossas famílias, amigos, benfeitores,… Em silêncio confiamos à Madre as nossas preocupações, os nossos desejos, as nossas esperanças. Ainda se da sua morte nos separam 118 anos, nos sentíamos na presença de uma grande e forte mulher, louvada pela Sagrada Escritura, que escutou atentamente a voz de Deus e corajosamente seguiu as Suas inspirações. Fundando a nossa Congregação ela nos deu uma grande família espiritual, a identidade e o sentido de pertença.
Reforçadas por esta experiência spiritual com a Fundadora e coma s Irmãs da comunidade “São José”, em Breitenfurt, fomos à casa onde morreu a Madre Francisca. É difícil descrever as emoções que invadiram a nossa alma ao olharmos o quarto no qual a Madre viu o cumprimento da sua aspiração: o encontro com Aquele que a amou mais do que tudo e ao Qual doou toda a sua vida. Creio que a última manhã da sua vida, no terraço desta casa, recordou-se com gratidão de todas as graças de Deus e que rezou por todas as suas filhas espirituais - também por nós que hoje a recordamos nestes santos lugares.
Retornamos a Zagábria plenas de belíssimas experiências e recordações, com renovado zelo para viver fielmente o carisma e a sequela de Cristo. Peçamos a intercessão da Madre Francisca em todas as nossas necessidades e agradecemos ao Senhor pela sua vida e pelo seu espírito missionário que conduziu a ela e as suas filhas espirituais ao nosso país. Depois desta peregrinação rezaremos com mais consciência e alegremente: Para mim a sorte caiu em lugares deliciosos, maravilhosa é minha herança” (Sal 16,6), não esquecendo a responsabilidade de cuidar a herança e de transmiti-la às gerações futuras.
Irmã Ivana Margarin, FDC

os passos
da Madre Fundadora
e das Beatas  Irmãs Mártires
Beatas Mártires do Drina apresentadas durante as “Jornadas dos Santos e Beatos croatos”
Dia 26.01.2012, na igreja Santa Ana, em Križevci (Croácia), com um programa espiritual, literário e musical dedicado às Beatas Mártires do Drina, com a Santa Missa e a inauguração da Mostra das obras dos pintores croatos - de “Santos e Beatos do povo Croato” - tiveram início, pela quarta vez, as “Jornadas dos Santos e Beatos croatos”. As nossas Irmãs de Križevci, de Granešina e da Zagábria, por meio de imagens, palavras e cantos apresentaram a vida e o martírio das nossas coirmãs Beatas.  A celebração eucarística foi presidida pelo Rev. Pe. Pavo Jurišić, postulador da causa da beatificação do arcebispo Josip Stadler e concelebraram quatro sacerdotes, entre os quais o pároco de Veliki Grđevac - lugar de proveniência da beata mártir Irmã M. Bernadeta Banja.
No início da Santa Missa o Rev. Pe. Jurišić manifestou a alegria em poder falar sobre as Beatas Mártires do Drina porque sabe do quanto o arcebispo Stadler era ligado à Congregação das Filhas do Amor Divino. Na homilia ele colocou o acento sobre o incansável testemunho das Mártires quanto à sua pertença a Cristo até o derramamento de sangue, o que para todos nós é exemplo e encorajamento.
Irmã Ružica Golik, FDC

agradecemos a deus pela presença
e o serviço das FDC no  mundo
Enviada à missão no Haiti
(América Central)

Eu, Irmã Rita Lori Finkler, Filha do Amor Divino, sinto-me tocada e chamada por Deus para a desafiadora missão de ser presença solidária, acolhedora e evangélica na devastada terra do Haiti. Desejo aproximar-me dos pobres e conviver com quem o terremoto de 2010 deixou sem-casa, sem-lar, sem-família, sem-terra e com uma vida de muito sofrimento. Os haitianos são um povo com uma história, cultura, valores, religiosidade,... e possuem muita determinação para lutar pela vida.
Busco encarnar em minha vida e missão a palavra bíblica: Eu vi e ouvi o grito de sofrimento do meu povo... e conheço suas dores (cf. Ex. 3,7), por isso, com liberdade no coração, respondo: Eis-me aqui! Envia-me, Senhor (cf. Is. 6,8b). Vislumbro o rosto de Jesus no rosto dos irmãos e irmãs necessitados do Haiti. Vou morar, por três anos, com a Comunidade Intercongregacional de Irmãs Brasileiras já em missão. Integrar-me-ei em projetos da missão já existentes, tais como: cultivo de horta comunitária – produção de alimentos; grupo de mulheres, crianças, jovens e gestantes; formação de lideranças e seminaristas; em diversas pastorais,... em tudo, buscarei amar, testemunhar e tornar visível o Amor Divino neste chão da missão.
A Igreja do Brasil, a Congregação das Irmãs Filhas do Amor Divino, a Província Nossa Senhora da Anunciação, de quem sou membro, mostram-se missionárias e me enviam em missão ao Haiti, no dia 25 de março de 2012.
Irmã, irmão, amiga, amigo,... acompanhe a gaúcha de Cerro Largo, RS, com sua oração, apoio, amizade, ajuda fraterna e econômica,... Convido Maria, Mãe e Protetora, a passar na frente para abrir portas e caminhos, cuidar e proteger a vida de teus filhos e filhas. Com a luz, o amor e a ternura de teu Filho Jesus, abençoa-nos, Pai.
Irmã Rita Lori Finkler, FDC(09.03.2012)

Especial festa no Generalato

Bendiga a Javé, ó minha alma e todo o meu ser ao Seu Nome Santo! Bendiga-O, ó minha alma e não esqueça nenhum de Seus benefícios! (Sl 103/102, 1).

No dia 15 de janeiro, na capela do Generalato, com grande júbilo, cânticos de louvor e de ação de graças, foi celebrado o Jubileu dos 50 anos de fidelidade e de doação generosa das nossas caríssimas: Irmã Sofia Kaiser desta Comunidade e a Irmã Laura Kunh da Comunidade Sagrado Coração de Jesus. A Celebração Eucarística, às 11h30min, presidida pelo Padre Paulo Lisboa, SJ orientador espiritual do Colégio Pio Brasileiro de Roma foi concelebrada pelo Capelão da Casa Geral, o Pe. Eugenio Borrotti. Dezessete (17) Filhas do Amor Divino participaram da solenidade. Além da Superiora Geral Irmã Lucyna Mroczek e todas as Irmãs do Generalato, reuniram-se em torno as jubilares também as Irmãs da Comunidade Sagrado Coração de Jesus do “Pio Brasileiro”: Irene Dalla Rosa, Erna Ida Reckziegel e Nelci Baumgratz (e o Irmão Jesuíta Lauro Eidt); Irmã Gordana Igrec, estudante em Roma e membro da Província Divina Providência, que acompanhou os cantos ao som maravilhoso do órgão; Irmã Jolanta Stefanów e Irmã Magdalena Bartkowiak da comunidade da “Villa Fidelis”. Após a comunhão, a Superiora Geral agradeceu ao Senhor pelo dom da vocação e da fidelidade das duas jubilares e convidou cada uma de nós a renovar o seu amor ao Divino Esposo que nos ama com amor eterno. Todas juntas recitamos a oração: Senhor tudo é Vosso no céu e na terra,… Depois da solene e bela Santa Missa e após os cumprimentos e saudações, foi servido um gostoso almoço, compartilhado num clima alegre e solene.
Dia 21 de janeiro, a grande Comunidade do “Pio Brasileiro” preparou uma solene Celebração Eucarística e um almoço festivo para celebrar o jubileu de Irmã M. Laura que em 2011 pela segunda vez, trabalha neste colégio. Irmã M. Sofia Kaiser - também jubilar - a Comunidade das Irmãs (Irene Dalla Rosa, Erna Ida Reckziegel e Nelci Baumgratz), cerca de cinquenta sacerdotes, Irmã Maria Dulce Adams, Vigária Geral, agradeceram mais uma vez a Deus a graça da fidelidade e os imensos benefícios recebidos durante estes 50 anos.
Irmã. Maria Dulce Adams, FDC

Jubileu de diamante na Casa Mãe

Na Província Austríaca existe uma “colônia brasileira” pela qual nós somos muito gratas a Deus e à Província “Nossa Senhora da Anunciação”. As missionárias do Sul do Brasil, na Europa, (Viena e Breitenfurt) reuniram-se no sábado, 14 de janeiro, com muitas Irmãs da Província em torno a uma jubilar especial - a Irmã M. Helene Huppes que celebrava o seu jubileu de 60 anos de profissão religiosa. Quem faz os votos, ainda jovem, tornar-se-á uma jubilar jovem.
Irmã Helene é uma destas. Ela fez os primeiros votos quando ainda não havia completado 19 anos.
Grande parte dos seus 60 anos de vida religiosa ela transcorreu na Europa, na Alemanha, a maior parte em “Francoforte” (Frankfurt am Main), onde foi o grande sustento de Irmã Bonaventura, sendo cozinheira para a comunidade e a escola materna e ponto de referência em resolver muitos problemas no convento e na paróquia. De lá se dirigiu a Essen onde - embora as suas pernas não a permitissem de mover-se tão bem - assumiu o compromisso de assistir os residentes solitários e depressivos do asilo, conduzindo-os na sua cadeira de rodas pelas sendas do jardim até que voltassem a sorrir. Não somente nós Irmãs, mas muitas pessoas lhe são gratas.
Agora ela vive na comunidade da Casa Mãe onde se empenha em tudo o que lhe é possível e, por ocasião das festas, alegra as Irmãs com doces muito gostosos. Antes deste grande dia devia superar problemas de saúde e alguma vez o seu estado de saúde nos causou grande preocupação. Todavia, para a festa já estava recuperada. A Celebração Eucarística foi presidida pelo pároco o Revdo. Pe. Pawol Dubovsky. Muitas Irmãs vieram das casas vizinhas.
A Superiora Provincial Irmã M. Emanuela Cermak pronunciou um belo discurso de congratulações e agradeceu a Irmã M. Helene e a Província do Sul do Brasil.
No mesmo dia a Irmã M. Digna Blochberger, Conselheira e Ecônoma Provincial celebrou o  seu aniversário. Agradecemos também a Irmã Adélia Maria Ruedell pelo seu empenho na Província Austríaca. Ela se despediu retornando definitivamente ao Brasil. Irmã Frida Neis celebrou o seu 78° aniversário e foi de férias para o Brasil - sua Pátria. No seu retorno retomou o cuidado das Irmãs doentes em Breitenfurt.
Após troca de cumprimentos seguiu o almoço festivo e a grande comunidade permaneceu demoradamente num alegre convívio.
E, viva a Jubilar!
E viva a Província “Nossa Senhora da Anunciação!
E viva a vida consagrada!
Não existe nada de melhor!
Irmã M. Magna Andre, FDC

Uganda – nova esperança
para o futuro na África

De 19 de janeiro a 06 de fevereiro/2012 a Superiora Geral Irmã Lucyna Mroczek, acompanhada pela Irmã M. Josefa Rapatz, Conselheira Geral, esteve na Uganda para a visita canônica. Graças a Deus a missão cresce e prospera não obstante os problemas que existem.
No dia 02 de fevereiro, na Jornada da Vida Consagrada, antes da Santa Missa, a Superiora Geral admitiu ao postulantado as candidatas Annah Ainembabazi e Olivia Tumushabe
As noviças do 1º ano e as postulantes

As postulantes: Justine Tumwebaze, Esther Asiimwe, Joycemary Nahabwe, Gertrude Among e Teddy Rose Odele que para nome religioso permanecem com o nome do batismo, receberam o hábito religioso e o véu branco. Em Kagando estão atualmente sob a direção da mestra Irmã M. Alaíde Miôr: as duas noviças do II ano e as cinco do I ano.
Irmã Paskazia Bushemere e Irmã Fedrick Komugisha renovaram os seus votos, por um ano, durante a celebração eucarística presidida pelo Padre Henry Vallet.
Nesta celebração estiveram presentes as Irmãs da comunidade de Kagando e de Rushooka, alguns sacerdotes e Irmãs de outras congregações, jovens interessadas na vida religiosa e ao ingresso em nossa Congregação, mas que deverão ainda concluir a sua formação escolar. Irmã M. Vedrana Ljubić, superiora em Kagando, é responsável pelas aspirantes, as candidatas e as junioristas e Irmã M. Angelika Chyla pelas postulantes que transcorrem o tempo do seu postulantado em Rushooka.
Graças a Deus, a nossa missão na Uganda cresce numericamente. Este foi o motivo pelo qual a Superiora Geral com Irmã M. Angelika e Irmã M. Josefa buscaram informações, em Kampala, sobre a possibilidade de fundar uma comunidade nesta capital. Neste tempo compramos a casa em Kampala, para a qual a Superiora Geral pediu ajuda financeira.
Queira Deus acompanhar esta missão com a sua bênção e enriquecê-la com novas vocações, a fim de que o carisma da nossa Congregação possa crescer fortemente radicado na terra africana e trazer bons frutos para a edificação do Reino de Deus e para a evangelização do povo.
Irmã M. Josefa Rapatz, FDC
Conselheira Geral 

REFLEXÃO PATRÍSTICA DIA 04/07/12

Do livro O Caminho da Perfeição, de Santa Teresa, virgem

(Cap. 30,1-5: Oeuvres complètes. Desclée de Brouwer, Paris, 1964, 467-468)
(Séc.XVI)

Venha a nós o vosso reino

Quem haverá, por mais irrefletido que seja, que, desejando fazer um pedido a uma
pessoa importante, não discuta consigo mesmo como lhe falará, de forma a lhe agradar e
não o aborrecer? Pensará também no que lhe irá pedir e para que fim, sobretudo quando
se trata de coisa tão importante, como a que nosso bom Jesus nos ensina a pedir. Na
minha opinião, é isso o mais fundamental.

Não poderíeis, Senhor meu, englobar tudo numa palavra e dizer: “Dai-nos, ó Pai, o que
for conveniente e adequado?” Assim nada mais seria preciso dizer a quem tudo conhece
com perfeição.

Isto na verdade, ó eterna Sabedoria, seria suficiente entre vós e vosso Pai, e foi assim
que orastes no Horto de Getsêmani. Vós lhe manifestastes vossa vontade e temor, mas
vos conformastes totalmente à sua vontade. Quanto a nós, Senhor meu, sabeis não
sermos tão conformados assim, como o fostes à vontade do Pai. Por esta razão, cumpre
pedir coisa por coisa. Deste modo, refletiremos antes se nos convém o que pedimos. Em
caso contrário, deixemos de pedi-lo. De fato, somos assim: se não nos for concedido o
que pedimos, este nosso livre-arbítrio não aceitará o que o Senhor nos der. Porque,
embora seja o melhor quanto o Senhor nos der, se não vemos logo o dinheiro na mão,
nunca pensamos ser ricos.
Por isso Jesus nos ensina a dizer as palavras com que pedimos a vinda de seu reino:
Santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino. Admirai, minhas filhas, a
profunda sabedoria de nosso Mestre! Considero eu aqui – e para nós é bom entender – o
que pedimos com este reino. A majestade de Deus via que não podíamos santificar ou
glorificar como seria bom este santo nome do Pai eterno, de acordo como pouquinho
que podemos, a menos que sua Majestade não providenciasse, dando-nos aqui o seu
reino. Por isso o bom Jesus pôs um pedido ao lado do outro. Para entendermos o que
pedimos e quanto interessa pedirmos, importuna e ardentemente, e, além disso, fazer
tudo que estiver a nosso alcance para satisfazer àquele que no-lo dará, quero expor-vos
aqui o que sobre isso compreendo.

O supremo bem que me parece existir no reino dos céus é que já não se dá valor às
coisas da terra. Sendo assim, há um alegrar-se da alegria de todos, uma paz perpétua,
uma satisfação imensa em si mesmos por ver que todos engrandecem ao Senhor e
bendizem seu nome, sem ninguém mais o ofender com seus pecados. Todos o amam e
em seu coração não anseiam nada mais do que amá-lo, nem podem deixar de amá-lo,
porque o conhecem. É assim que o deveríamos amar também aqui, embora não o
possamos com toda esta perfeição e em sua essência. Pelo menos, nós o amaríamos
muito mais do que o amamos, se melhor o conhecêssemos.

terça-feira, 3 de julho de 2012

IV Congresso das Filhas Do Amor Divino da Província Nossa Senhora da Anunciação 21 e 22/07/12


Correspondência de Ir. Maria Clara, osc e Ir. Judith Farias, fdc


 



Muito querida Irmã Judith,

Imperdoável o meu silêncio! Peço-lhe desculpa.


Depois de um mês de ausência as coisas amontoam-se, a ressaca pesa e tudo vai lentamente. Vivi um mês muito intenso. Procurei observar quanto pude os sinais de Deus e isso desgasta pela responsabilidade de querermos acertar, num tempo como o que vivemos. Agora já me sinto dentro da normalidade. Aquele mês, com tantas emoções, o pobre computador cerebral ressentiu-se um pouco.

Já me recompus.

Querida Irmã, obrigada pela sua companhia e oração. Senti muito a presença de Deus que nos acolheu requintadamente dentro dos parâmetros da Missão. Um povo que vive a sua religiosidade e anseia pela nossa presença orante. O Senhor Bispo desdobrou-se em atenções e disponibilidade. Os Sacerdotes não sabiam o que fazer por nós. Enfim, um mundo feito coração e acolhimento, mas um mundo totalmente diferente do que estamos habituadas.

As crianças, como bandos de passarinhos, a correrem para nós tão frágeis e entregues a si próprias, de sorriso rasgado e canto sempre vibrante. Como são diferentes das nossas crianças portuguesas. Enfim, um mundo novo que os nossos olhos contemplaram e nos arrebatou o coração, mas um mundo extremamente carente. Uma Diocese que começa a organizar-se. Tem dois anos de vida, muito rica em fé e dignidade. Um mundo que nos cativou pelo facto de nos sentirmos chamadas, tal como a Igreja, a virarmo-nos para os mais pobres.

Ainda não sei o que vai acontecer. Deus, estou certa, continuará a sua obra no discernimento que temos de fazer. Ele agirá e decidirá por nós. Eu já não tenho dúvida alguma de que é para avançar, tão evidentes os sinais que captei da vontade de Deus. No entanto é bom fazer um discernimento calmo, sereno e responsável. É um tremendo desafio e por isso deve ser a Comunidade a assumir conscientemente essa tão grande responsabilidade.

Acho que o que mais importa é rezar e entregar as nossas vidas para que sejam um contínuo hino de louvor, desagravo e acção de graças por Deus estar presente e não desistir do homem que redimiu e continua a redimir.

Junto três fotos em anexo.

Beijinhos e a minha imensa gratidão

Irmã Maria Clara, osc




REFLEXÃO PATRÍSTICA 03/07/12

Das Homilias sobre os Evangelhos, de São Gregório Magno, papa.

(Hom. 25,7-9:PL76,1201-1202)
(Séc.VI)

Meu Senhor e meu Deus !

Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio
(Jo 20,24). Era o único discípulo que estava ausente. Ao voltar, ouviu o que acontecera,
mas negou-se a acreditar. Veio de novo o Senhor, e mostrou seu lado ao discípulo
incrédulo para que o pudesse apalpar; mostrou-lhe as mãos e, mostrando-lhe também a
cicatriz de suas chagas, curou a chaga daquela falta de fé. Que pensais, irmãos
caríssimos, de tudo isto? Pensais ter acontecido por acaso que aquele discípulo estivesse
ausente naquela ocasião, que, ao voltar, ouvisse contar, que, ao ouvir, duvidasse, que, ao
duvidar, apalpasse, e que, ao apalpar, acreditasse?

Nada disso aconteceu por acaso, mas por disposição da providência divina. A clemência
do alto agiu de modo admirável a fim de que, ao apalpar as chagas do corpo de seu
mestre, aquele discípulo que duvidara curasse as chagas da nossa falta de fé. A
incredulidade de Tomé foi mais proveitosa para a nossa fé do que a fé dos discípulos
que acreditaram logo. Pois, enquanto ele é reconduzido à fé porque pôde apalpar, o
nosso espírito, pondo de lado toda dúvida, confirma-se na fé. Deste modo, o discípulo
que duvidou e apalpou tornou-se testemunha da verdade da ressurreição.

Tomé apalpou e exclamou: Meu Senhor e meu Deus! Jesus lhe disse: Acreditaste,
porque me viste? (Jo 20,28-29). Ora, como diz o apóstolo Paulo: A fé é um modo de já
possuir o que ainda se espera, a convicção acerca de realidades que não se vêem (Hb
11,1). Logo, está claro que a fé é a prova daquelas realidades que não podem ser vistas.
De fato, as coisas que podemos ver não são objeto de fé, e sim de conhecimento direto.
Então, se Tomé viu e apalpou, por qual razão o Senhor lhe disse: Acreditaste, porque
me viste? É que ele viu uma coisa e acreditou noutra. A divindade não podia ser vista
por um mortal. Ele viu a humanidade de Jesus e proclamou a fé na sua divindade,
exclamando: Meu Senhor e meu Deus! Por conseguinte, tendo visto, acreditou. Vendo
um verdadeiro homem, proclamou que ele era Deus, a quem não podia ver.

Alegra-nos imensamente o que vem a seguir: Bem-aventurados os que creram sem ter
visto (Jo 20,29). Não resta dúvida de que esta frase se refere especialmente a nós. Pois
não vimos o Senhor em sua humanidade, mas o possuímos em nosso espírito. É a nós
que ela se refere, desde que as obras acompanhem nossa fé. Com efeito, quem crê
verdadeiramente, realiza por suas ações a fé que professa. Mas, pelo contrário, a
respeito daqueles que têm fé apenas de boca, eis o que diz São Paulo: Fazem profissão
de conhecer a Deus, mas negam-no com a sua prática (Tt 1,16). É o que leva também
São Tiago a afirmar:A fé, sem obras, é morta (Tg 2,26).

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Dedicação a educação


Dia 26 passado quem aniversariou foi a alagoana Irmã Mônica Muritiba, completando 86 anos. Desde 1974 que ela está no Educandário Jesus Menino de Currais Novos. Parabéns e que Deus lhe dê longuíssima existência.


Celebrações na Província
“Nossa Senhora das Neves”
Nordeste do Brasil

Ir. Betania, Ir. Aguida, a Superiora Provincial Irmã Nivalda e Ir.Auriane. 
A Província Nossa Senhora das Neves, no mês de fevereiro, com grande júbilo elevou ao Senhor sua prece de especial gratidão ao Senhor pelos inúmeros benefícios recebidos como expressão do seu amor fiel.

O primeiro destes benefícios foi a admissão ao Noviciado, no dia 1º de fevereiro, na Capela Santo Agostinho, em Emaús, das jovens: Irmã Ana Auriane Chaves Ramos, Irmã Betania Maria Ferreira de Freitas e Irmã Águida Trajânia de Brito Marques. A cerimônia de admissão ao Noviciado foi simples, mas bonita.

No dia 02 do mesmo mês, no auditório do Colégio Nossa Senhora das Neves, em Natal, teve lugar a Concelebração Eucarística, presidida por Dom Matias Patrício de Macedo, Arcebispo Emérito da Arquidiocese de Natal, e concelebrada por Dom Heitor de Araújo Sales e dezenove (19) sacerdotes. Na ocasião, cinco (05) Noviças do 2º ano, emitiram os Primeiros Votos: Irmã Francisca Katiany Leitão Pimentel, Irmã Diana Cristina Melo do Nascimento, Irmã Edna Luiz dos Santos, Irmã Lindinalva Rodrigues Pereira e Irmã Ana Paula de Souza Albuquerque;
dez (10) Junioristas renovaram os Votos por um ano;
Irmã Juliana Alves Pimentel e Irmã Maria Rosilene da Costa Silva emitiram os Votos Perpétuos; e algumas Irmãs celebraram os Jubileus de Prata, Ouro e Diamante.

É motivo de júbilo e gratidão, celebrar a Fidelidade como expressão do amor, na vida daquelas Irmãs que se doaram totalmente a Deus e aos irmãos. Por tudo isso e por sermos suas filhas agradeçamos ao Senhor hoje e sempre.

Após a Santa Missa, foi oferecido um lanche para os celebrantes e um almoço em Emaús para os familiares e amigos das Irmãs.
Irmã M. Nivalda V. Montenegro, FDC,