quinta-feira, 1 de outubro de 2020

CAMPANHA MISSIONÁRIA 2020 FAZ APELO À IGREJA: “ESTAR EM SAÍDA, APROFUNDAR E VIVER A MISSÃO”


Com o tema: A vida é missão” e o lema “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8), a Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) inicia nesta quinta-feira, 1° de outubro, dia de Santa Teresinha, a Campanha Missionária 2020.

Durante todo esse mês de outubro, a Comissão realiza junto com as Pontifícias Obras Missionárias (POM), a Comissão para a Amazônia e outros organismos que compõem o Conselho Missionário Nacional (COMINA) as atividades do mês missionário.

A campanha convida a todos serem discípulos missionários e serem sinal de esperança para tantas vidas doadas de forma solidária, principalmente, neste momento em que o mundo passa pela pandemia da Covid-19 que mudou completamente as relações humanas.

Para o bispo de Chapecó (SC) e presidente da Comissão para a Ação Missionária, dom Odelir José Magri, ser missionário é viver como cristão, discípulo de Jesus como batizado e a partir de uma vocação especifica. É responder ao chamado de Deus, sair e fazer-se próximo.

Dom Odelir destaca que o missionário é convidado a ir às periferias da sociedade para testemunhar a perseverança do amor paciente e fiel de Deus pelas pessoas de nosso tempo, que se expressa com amor gratuito no compromisso da solidariedade, especialmente para com os pobres, os últimos, os excluídos.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Hoje começa a novena a Nossa Senhora do Rosário


No dia 7 de outubro é a festa de Nossa Senhora do Rosário. Segundo a tradição, foi a própria Mãe de Deus que apareceu um dia a São Domingos de Gusmão (1170-1221), ensinou-lhe a rezar o Santo Rosário e lhe pediu que se propagasse esta prática, prometendo que muitos pecadores se converteriam e obteriam abundantes graças.

A poucos dias da grande celebração em honra a Nossa Senhora do Rosário, segue uma novena para pedir a sua intercessão:

Oração Inicial

Oh, Mãe e clementíssima Virgem do Rosário! Vós que plantastes na Igreja, por meio de vosso privilegiado filho Domingos, o místico remédio do Santo Rosário, fazei que abracemos todos tua santa devoção e obtenhamos seu verdadeiro espírito; De sorte que aquelas místicas rosas sejam em nossos lábios e coração, pelos pecadores, medicina, e pelos justos, aumento de graça. Amém.

Pedir aqui com confiança a graça que se deseja obter com esta novena.

Orações Finais

Rezar quatro Ave-Marias e Glórias em reverência às quatro ordens de mistérios do Santo Rosário.

Terminar com a seguinte oração:

Oh, Santíssima Virgem, Mãe de Deus, doce refúgio e esperança piedosa de todos os aflitos! Por aquela confiança e autoridade de Mãe com que podeis apresentar nossos rogos ao que é árbitro soberano de nosso bem, empenhai uma e outra em favor nosso. Consegui-nos o reformar com o Santo Rosário nossas vidas, estudando em tão doce livro a fiel imitação de vosso Filho Jesus, até que possamos adorá-Lo e amá-Lo por todos os séculos dos séculos. Amém.

Primeiro Dia

“Deus vos salve”

Quanto minha alma se alegra, amabilíssima Virgem, com as doces recordações que em mim desperta esta saudação! Enche-se de alegria meu coração ao dizer o “Ave-Maria”, para acompanhar a alegria que teve vosso Espírito ao escutar da boca do anjo, alegrando-me da eleição que de Vós fez o Onipotente para dar-nos o Senhor. Amém.

Segundo Dia

“Maria” nome Santo!

Dignai-vos, amabilíssima Mãe, selar com vosso nome a memória das súplicas nossas, dai-nos a esperança de que nos atenda benignamente vosso Filho Jesus, para que alcancemos o aborrecimento a todas as vaidades do mundo, firme amor a virtude, e ânsias contínuas de nossa eterna salvação. Amém.

Terceiro Dia

“Cheia sois de graça”

Doce Mãe! Deus Vos salve, Maria, sacrário riquíssimo em que descansou corporalmente a plenitude da Divindade: A vossos pés se apresenta desnuda minha pobre alma, pedindo a graça e o amor de Deus, com o que fostes enriquecida, fazendo-te cheia de virtude, cheia de santidade e cheia de graça. Amém.

Quarto Dia

“O Senhor é contigo”

Oh, Santíssima Virgem! Aquele imenso Senhor, que por sua essência fez todas as coisas, está em Vós e convosco por modo muito superior. Mãe minha, venha a nós o Senhor através de Vós. Mas, como tende vir a um coração de tão pouca limpeza como o meu Aquele Senhor que, para fazer de Vós sua habitação, quis com tal prodígio, que não se perdesse vossa virgindade sendo Mãe? Oh! Mora em nós tanta impureza, para que habite em nossa alma o Senhor. Amém.

Quinto Dia

“Bendita sois entre todas as mulheres”

Vós sois a glória de Jerusalém! Vós, a alegria de Israel! Vós, a honra do povo Santo de Deus! Obtende por vossa intercessão a nosso espírito a mais viva fé, para considerar e adorar com vosso Santo Rosário as misericórdias que em Vós e por Vós fez o Filho de Deus. Amém.

Sexto Dia

“Bendito é o fruto do teu ventre Jesus”

Choro, oh Mãe minha, que tenho eu feito tantos pecados, sabendo que eles fizeram morrer na cruz a vosso Filho. Seja o fruto de minha oração, que não termine nunca de chorá-los, até poder bendizer eternamente aquele puríssimo fruto de vosso ventre. Amém.

Sétimo Dia

“Santa Maria, Mãe de Deus”

Não permitais que se perca minha alma comprada com o inestimável preço do sangue de Jesus. Dai-me um coração digno de Vós, para que amando-vos, sejam minhas delícias obsequiar-vos com o Santo Rosário, adorando com ele ao vosso Filho, pelo muito que fez para nossa redenção e pelo que desejou, fazendo-te sua Mãe. Amém.

Oitavo Dia

“Rogai por nós pecadores”

Mãe de piedade! A Vós peço, Mãe do Rei soberano da glória: Vós sois minha Mãe. Alcançai-me humildade e plena confiança, pois deste modo, com o auxílio de Deus, a receber os favores da Divina misericórdia, pelos méritos de vosso Filho e Redentor nosso. Amém.

Nono Dia

“Agora, e na hora de nossa morte”

Estamos sempre prestes a perder a graça de Deus. Fazei com que não se aparte de minha memória ao último momento da vida, que haverá de ser decisivo de minha eterna sorte. Oh, Mãe de piedade! Concedei-me a esperança de morrer sob vossa proteção e no amor de meu Jesus. Amém.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/hoje-comeca-a-novena-a-nossa-senhora-do-rosario-69167

Ensine as crianças a serem felizes, não a serem ricas


Faça-as saber que o valor de uma pessoa não está no que ela tem ou deixa de ter do lado de fora, mas no que ela tem por dentro. Ensine-as a desenvolver boas estratégias e habilidades que as ajudem a compreender quem elas são no mundo.

Essa educação em valores e em emoções apoiará seus sucessos como pessoas e como sociedade. Assim, se uma criança sabe estabelecer limites e respeitar a si mesma, saberá fazer o mesmo com os demais.

Por isso, se quisermos colher, teremos que semear o campo e tentar evitar dar valor ou protagonismo a alguma coisa sem fazer valer princípios moralmente adequados.

Para isso poderemos aproveitar seu desconhecimento e não danificar sua inocência; por exemplo, para uma criança que ainda não compreende a administração do dinheiro, tem mais valor uma pequena moeda do que uma nota. Por quê? Porque as moedas a divertem, podem rodar, elas podem simular uma compra, etc.

Ou seja, as crianças ficam felizes com tudo aquilo que lhes proporcione carinho, diversão e apoio. Somos nós que ensinamos a elas que o valor está no preço e não nas intenções, nas possibilidades ou no carinho.

Como é evidente, geralmente fazemos isso sem querer, com o simples gesto de dar mais importância ou relevância a aquilo que julgamos mais importante, bonito ou divertido.

Em definitiva, o objetivo é que a criança compreenda que as pessoas são as que têm o protagonismo de sua vida, não seus pertences. Do mesmo modo, elas deverão entender que o importante por trás de tudo que tentam fazer é a intenção e o esforço.

Portanto, para alcançar tudo isso, temos que conseguir que entendam o que é o esforço, o que são as boas intenções.

Ser feliz tem pouco a ver com o material

É difícil não cometer erros pelo caminho quando vivemos em um mundo que se move muito bem quando se trata de dinheiro. Entretanto, partimos do princípio de que todos nós queremos que as nossas crianças sejam felizes.

Assim, como a felicidade real se consegue com carinho, com experiências compartilhadas, com amor e com compreensão, o essencial é que ajudemos as nossas crianças a dar tudo de si para que compreendam que as recompensas estão no seu interior.

Oferecemos a vocês algumas ideias simples para estimular que aprendam desde pequenos o valor das coisas:

1. Elaborar uma caixa de tesouros das ruas

É muito importante que a criança tenha uma caixa com coisas que lhe chamam a atenção nos seus passeios pela rua, pelo parque ou pelo bosque. Ou seja, a ideia é que elas possam ter um lugar para guardar aqueles pauzinhos, pedras, pinhas, folhas, flores que tenham chamado sua atenção e que lhes parecem atraentes.

Neste sentido, isto os ajuda não só no nível sensorial, mas também no cognitivo. Elas podem fazer artesanatos, construir contos ou histórias, inventar jogos… São luxos ao alcance de suas mãos.

2. Quando tiver que dar um presente, que seja manual

Estamos tão acostumados a ir à loja para comprar o que for, que já nem sequer fazemos postais ou cartões de aniversário. Os trabalhos manuais nos ajudarão a acabar com esse vício tão materialista, premiando sempre o esforço através da gratidão e da felicidade de outros.

3. Personalizar nossas coisas com um selo pessoal

Elaborando um selo pessoal conseguiremos que cada coisa seja única e insubstituível. Ou seja, quando um brinquedo se quebra, o que irá substituí-lo não poderá significar o mesmo.

Chaves para ensinar o valor do esforço

– A criança deve “merecer” os prêmios. Não é adequado comprar por comprar (ou dar por dar) simplesmente porque gostamos deles, porque eles nos pedem isso ou porque gostam daquilo. Cada coisa deve adquirir um significado positivo, além do material.

– Dê o exemplo. Se as crianças virem que você se esforça e que valoriza aquilo que tem, compreenderão que isso é algo positivo e o assumirão mais facilmente.

– Recompense seu esforço; ou seja, incentive o empenho e dê importância para cada pequeno ganho. Nesse sentido, devemos enfatizar cada pequena decisão através da qual elas assumam o esforço como a via para conseguir aquilo que querem.

– Assinale aquelas situações que forem mais claras nesse sentido e faça-o diariamente. Ou seja, simplifique os valores e coloque-os como protagonistas sempre que puder. Assim, a criança poderá se identificar com eles e isso as ajuda a transportar os aprendizados para elas mesmas.

– Sempre é positivo incorporar contos e histórias, pois são ferramentas muito úteis na hora de implementar valores. Eles as fazem refletir e adequar seus sentimentos a elas mesmas e ao mundo real.

Lembre-se de que, se não somos felizes com o que temos, também não seremos com o que nos falta, pois o verdadeiro valor e a melhor recompensa estão naquilo que pertence à nossa essência e que se guarda no armário do nosso coração.

Fonte: http://pt.aleteia.org/2016/01/20/ensine-as-criancas-o-valor-das-coisas-nao-o-preco/

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

No Dia Internacional da Paz, Francisco indica o caminho da fraternidade

 


O Papa Francisco assinala o Dia Internacional da Paz celebrado pelas Nações Unidas neste 21 de setembro com uma mensagem no Twitter.

“Devemos procurar uma fraternidade real, baseada na origem comum de Deus. O desejo de paz está profundamente inscrito no coração do homem e não devemos resignar-nos com nada que seja menos que isso.”

A fraternidade será o tema da encíclica que o Pontífice assinará no próximo dia 3 de outubro junto ao túmulo de São Francisco de Assis, cujo título é “Fratelli Tutti”.

Trata-se de um dos assuntos que o Santo Padre tem mais a peito, dedicando inclusive uma viagem apostólica para a assinatura, em Abu Dhabi, do Documento sobre a “Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da convivência comum”. Este texto foi assinado também pelo Grão Imame de Al-Azhar, Ahamad al-Tayyib.

 

Moldar a Paz Juntos
Neste dia 21 de setembro, as Nações Unidas escolheram como tema “Moldar a Paz Juntos”.

Em mensagem de vídeo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que a data é dedicada “a apelar às partes beligerantes em todos os lugares a depor armas e a trabalhar em prol da harmonia.”

Para o chefe da ONU, “à medida que a pandemia da Covid-19 continua a assolar o mundo, este apelo é mais importante do que nunca.”

Foi por isso que Guterres pediu um cessar-fogo global em março, um apelo que irá repetir na abertura da semana de alto nível da Assembleia Geral na terça-feira, 22.

Para ele, “o mundo enfrenta um inimigo comum, um vírus mortal que está causando imenso sofrimento, destruindo meios de subsistência, contribuindo para as tensões internacionais e agravando os já grandes desafios para a paz e a segurança.”

O secretário-geral também destaca dificuldades causadas pelas medidas de combate à pandemia. Segundo ele, nestes dias de distanciamento físico não é possível ficar próximos uns dos outros. Ainda assim, as pessoas devem permanecer juntas pela paz.

Juntos, conclui António Guterres, os cidadãos do mundo podem “construir um mundo mais justo, mais sustentável e equitativo.”

Via Vatican News Com informações da ONU News

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

CNBB LANÇA TEXTO-BASE DA CAMPANHA PARA A EVANGELIZAÇÃO 2020

 


As diversas coletas e campanhas promovidas pela Igreja no Brasil são momentos de forte sensibilização e mobilização dos fiéis. Ocasião em que a Igreja chama atenção para a vivência da caridade no horizonte da fé cristã. São sinais de co-responsabilidade que manifestam o senso de pertença à comunidade ao mesmo tempo em que oferece os meios necessários para o alívio do sofrimento dos mais pobres.

“Em 2020 o modo de realização das coletas foram impactados pela pandemia da covid-19. O mundo mudou mas nossa missão continua, agora, mais necessária do que nunca. As perspectivas para os próximos meses e anos não são animadoras: aumento da fome, da miséria, do desemprego e de tantas outras situações diante das quais não podemos agir com indiferença e omissão” (Texto-base da Campanha).

Por esta razão a Coleta da Solidariedade e também a Coleta para a Evangelização serão realizadas de modo diferente esse ano. Não somente estas coletas mas também as coletas para os lugares santos e Óbulo de São Pedro sofreram alterações em seu modo de realização.

Neste sentido, o Texto-base da Campanha da Evangelização 2020 ajudará a refletir e a preparar para a realização destas coletas que ocorrerão no segundo semestre de 2020 e que são de fundamental importância para toda a Igreja. “Conscientes do momento difícil que vivemos em nossas comunidades, paróquias e dioceses, somos chamados a colaborar motivados pela generosidade de Cristo” (Texto-base da Campanha).

“É tempo de cuidar da Evangelização!” é o tema da Campanha para a Evangelização deste ano que será realizada em conjunto com a Coleta da Solidariedade. Motivados pelo lema: “Conheceis a generosidade de Cristo.” (2 Cor 8,9), a Igreja no Brasil quer renovar a co-responsabilidade na ação evangelizadora que também necessita de recursos. “Como Igreja somos comunidade que cuida dos pobres; uma comunidade que cuida do anúncio da Palavra; uma comunidade que cuida da vida!” (Texto-base da Campanha).

Uma Comunidade que Cuida dos Pobres, do Anúncio da Palavra e da Vida

A Igreja sempre procurou revelar o amor de Cristo por meio da caridade, essência da identidade cristã. Desse amor, nasceram ao longo da história inúmeras ações de cuidado tais como: hospitais, orfanatos, casas de acolhida, auxílio aos necessitados. “Assim, a Igreja se torna presença concreta junto aos pobres, sendo uma voz profética, de denúncia dos sinais de morte, característico de uma sociedade marcada pela indiferença e egoísmo” (Texto-base da Campanha). E para melhor organizar a caridade e servir a vida, em momentos de crise e calamidade, a Igreja sempre convoca todos os fiéis, e com eles homens e mulheres de boa vontade, a fim de unirem-se em torno da solidariedade fraterna em vista daqueles que mais sofrem.

O texto-base não deseja outro fim senão relembrar e redespertar o caminho da caridade vivido pela Igreja e ao mesmo tempo estimular e dá continuidade a inúmeras iniciativas de amor ao próximo, promovidas por meio de duas importantes campanhas realizadas na Igreja do Brasil: Campanha da Fraternidade e a Campanha para a Evangelização. Dessas campanhas, nasceram dois gestos concretos: a coleta da solidariedade, realizada no domingo de Ramos e a coleta para a Evangelização, realizada no 3º domingo do advento.

Coleta do Bem a ser realizada durante a solenidade de Cristo Rei (21 e 22 de novembro) será o grande gesto concreto da Campanha “É tempo de cuidar da Evangelização” que tem como objetivo mobilizar a comunidade, os homens e mulheres de boa vontade, a redescobrir a generosidade do amor de Cristo e revelá-la ao mundo por meio desse gesto concreto.

Com esses recursos, a Igreja continuará apoiando diversas iniciativas em favor da vida e da evangelização. Iniciativas que dão origem a belos processos de solidariedade, aliviam sofrimentos e cuidam da vida em plenitude. “É solidário o coração que ama. É solidário o coração que traz em si os mesmos sentimentos de Cristo. Generoso e solidário é o coração de quem não se cansa de fazer o bem” (Texto-base da Campanha).

Como será feito os repasses às (Arq)dioceses, prelazias e regionais?

Além do tradicional modo de contribuição durante as celebrações foi criada uma página para doações que será disponibilizada pelas redes sociais: doe.campanhas.cnbb.org.br.  É a digitalização das campanhas. O doador fará um pequeno cadastro e escolherá a melhor forma de fazer a doação: via boleto ou cartão de crédito. O desejo é favorecer ao doador concedendo a ela uma possibilidade a mais de participar.

O doador identificará qual o município de onde estará efetuando a doação. Estas informações são processadas e vinculadas ao SERVICO, sistema da CNBB que fará a identificação município-diocese. Feita a identificação será enviado um relatório a cada bispo apresentando os valores arrecadados e de quais municípios vieram. Em seguida o setor financeiro da CNBB fará o depósito devido a cada diocese e regional num prazo de até 21 dias após a doação.

Neste site será possível encontrar alguns testemunhos de onde os recursos estão sendo aplicados, bem como a prestação de contas de toda campanha. É um esforço em conjunto para a divulgação das ações da Igreja no Brasil de forma transparente a fim de que todos possam participar mas também acompanhar as ações de cuidado evangelizador da Igreja Católica no Brasil.

Este ano não haverá um envelope específico, porém, os envelopes enviados para a coleta da solidariedade que não foram utilizados, poderão ser distribuídos agora. Com isso, além de reforçarmos o cuidado ecológico reutilizando os envelopes da coleta da solidariedade, haverá uma economia significativa e, com estes recursos, continuam-se as obras de cuidado da Igreja no Brasil.

Participe conosco! É tempo de cuidar da Evangelização.



quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Francisco: o contemplativo tornar-se guardião do meio ambiente


“Para sair de uma pandemia, é preciso cuidar-se e cuidar uns dos outros. Temos de apoiar aqueles que cuidam dos mais frágeis, dos doentes e idosos. Existe o hábito de deixar os idosos de lado. De abandoná-los. É feio isso.” Estas foram as palavras iniciais proferidas pelo Papa Francisco na catequese da terceira Audiência Geral pública, desde o início da pandemia de coronavírus, realizada no Pátio São Dâmaso, nesta quarta-feira (16/09).

“Curar o mundo. Cuidar da Casa comum e atitude contemplativa” foi o tema deste encontro semanal em que o Pontífice ressaltou que os “cuidadores desempenham um papel essencial na sociedade de hoje, embora com frequência não recebam o reconhecimento nem a remuneração que merecem. O cuidado é uma regra de ouro da nossa condição humana e traz consigo saúde e esperança. Cuidar de quem está doente, de quem precisa, de quem é deixado de lado. Esta é uma riqueza humana e cristã”.


A contemplação cura a alma
Devemos dirigir este cuidado também à nossa Casa comum: à terra e a cada criatura. Todas as formas de vida estão interligadas, e a nossa saúde depende daquela dos ecossistemas que Deus criou e dos quais nos encarregou de cuidar. Por outro lado, abusar deles é um pecado grave que nos prejudica e nos faz adoecer. O melhor antídoto contra este uso impróprio da nossa Casa comum é a contemplação. Mas como! Não existe uma vacina para isso? Para a cura da Casa comum? Para não deixá-la de lado? Qual é o antídoto contra a doença de não cuidar da Casa comum?

Segundo o Pontífice, “quando não se aprende a parar a fim de admirar e apreciar o que é belo, não surpreende que tudo se transforme em objeto de uso e abuso sem escrúpulos. Um objeto que se usa e joga fora. No entanto, a nossa Casa comum, a criação, não é um mero ‘recurso’. As criaturas têm um valor em si e ‘refletem, cada uma à sua maneira, um raio da infinita sabedoria e bondade de Deus’. Este valor e este raio de luz divina devem ser descobertos e, para os descobrirmos, precisamos de silêncio, escuta e contemplação. A contemplação cura a alma”.


Trabalho não é sinônimo de exploração
Francisco disse que “sem contemplação, é fácil cair num antropocentrismo desequilibrado e soberbo, eu no centro de tudo, o que sobredimensiona o nosso papel de seres humanos, posicionando-nos como dominadores absolutos de todas as outras criaturas. Uma interpretação deturpada dos textos bíblicos sobre a criação contribuiu para esta interpretação errada, o que leva a explorar a terra a ponto de a sufocar. Explorar a criação. Este é o pecado. Acreditamos que estamos no centro, pretendendo ocupar o lugar de Deus, e assim arruinamos a harmonia da criação, a harmonia do desígnio de Deus”. E acrescentou:


Tornamo-nos predadores, esquecendo a nossa vocação de guardiães da vida. Sem dúvida, podemos e devemos trabalhar a terra para viver e para nos desenvolvermos. Mas trabalho não é sinônimo de exploração, e é sempre acompanhado pelo cuidado: lavrar e proteger, trabalhar e cuidar. Esta é a nossa missão. Não podemos pretender continuar crescendo a um nível material, sem cuidarmos da Casa comum que nos acolhe. Os nossos irmãos mais pobres e a nossa mãe terra gemem pelos danos e injustiças que causamos, e reclamam outro rumo. Pedem uma conversão, mudança de estrada. Cuidar também da terra, da criação.


“É importante recuperar a dimensão contemplativa. Olhar para a terra, a Criação como um dom, não como algo a ser explorado para o meu proveito. Quando contemplamos, descobrimos nos outros e na natureza algo muito maior do que a sua utilidade. Aqui está o centro do problema. Contemplar é ir além da utilidade de uma coisa. Contemplar o belo não significa explorar. É contemplar. É gratuito. Descobrimos o valor intrínseco das coisas que lhes foram conferidas por Deus. Como muitos mestres espirituais ensinaram, o céu, a terra, o mar, cada criatura possui esta capacidade icônica ou mística de nos reconduzir ao Criador e à comunhão com a criação”, disse o Papa.

Cada um de nós deve ser guardião do ambiente
Segundo o Pontífice, “a contemplação, que nos leva a uma atitude de cuidado, não significa olhar para a natureza de fora, como se não estivéssemos imersos nela. Estamos dentro da natureza! Fazemos parte da natureza! Pelo contrário, faz-se a partir de dentro, reconhecendo-nos como parte da criação, tornando-nos protagonistas e não meros espectadores de uma realidade amorfa que só se trataria de explorar”.

“Tem uma coisa que não devemos nos esquecer”, frisou o papa. “Quem não sabe contemplar a natureza e a criação, não sabe contemplar as pessoas em suas riquezas e quem vive para explorar a natureza, acaba explorando as pessoas e as trata como escravas. Esta é uma lei universal. Se você não sabe contemplar a natureza, é difícil que saberá contemplar as pessoas. A beleza das pessoas, o irmão , a irmã, todos nós.” A seguir, acrescentou:


Quem sabe contemplar, começará mais facilmente a trabalhar para mudar aquilo que produz degradação e danos para a saúde. Compromete-se a educar e a promover novos hábitos de produção e de consumo, a contribuir para um novo modelo de crescimento econômico que garanta o respeito pela Casa comum e o respeito pelas pessoas. O contemplativo em ação tornar-se guardião do meio ambiente. É bonito isso! Cada um de nós deve ser guardião do ambiente, da pureza do ambiente, procurando conjugar saberes ancestrais de culturas milenares com novos conhecimentos técnicos, a fim de que o nosso estilo de vida seja sustentável.


Relação fraterna com a criação
Contemplar e cuidar: eis duas atitudes que indicam o caminho para corrigir e reequilibrar a nossa relação de seres humanos com a criação. Muitas vezes a nossa relação com a criação parece ser uma relação entre inimigos. Destruir a criação para o meu benefício. Não podemos nos esquecer que isso se paga caro. Não nos esqueçamos o ditado espanhol: “Deus perdoa sempre, nós perdoamos às vezes, a natureza não perdoa nunca”. Hoje, li no jornal sobre as duas grandes geleiras da Antártica, perto do Mar de Amundsen. Estão prestes a cair. Será terrível, porque o nível do mar aumemntará e isso irá trazer muitas, muitas dificuldades e muito mal. E por que? Por causa do aquecimento, do não cuidar do meio ambiente, não cuidar da Casa comum. Por outro lado, quando temos esta relação – deixe-me dizer a palavra – “fraterna”: é uma figura; uma relação “fraterna” com a criação, nos tornamos guardiães da Casa comum, guardiães da vida e guardiães da esperança. Protegemos a herança que Deus nos confiou para que as gerações futuras possam desfrutá-la. E alguém pode dizer: “Mas eu vivo assim”. O problema não é como você administra hoje – isso foi dito por um teólogo alemão, protestante, bom: Bonhoeffer – o problema não é como você administra hoje; o problema é: qual será a herança, a vida da geração futura? Pensemos nas crianças, nos netos: o que deixaremos se exploramos a criação? Vamos proteger este caminho. Preservemos a herança que Deus nos confiou, para que as gerações futuras possam usufruir dela”, disse Francisco, acrescentando:


Penso de forma especial nos povos indígenas, com os quais todos nós temos uma dívida de gratidão, mas também de penitência, para consertar o mal que fizemos a eles. Mas penso também nos movimentos, associações e grupos populares que estão comprometidos em proteger o próprio território com os seus valores naturais e culturais. Estas realidades sociais nem sempre são apreciadas, às vezes são até impedidas, mas na realidade contribuem para uma revolução pacífica, a “revolução do cuidado”. Contemplar para curar. Contemplar para cuidar. Contemplar para proteger, proteger a Criação, os nossos filhos, netos e proteger o futuro. Contemplar para curar e proteger e deixar uma herança para a geração futura.


O Papa concluiu, dizendo que “não é necessário delegar a alguns a tarefa que compete a cada ser humano. Cada um de nós pode e deve se tornar um ‘guardião da Casa comum’, capaz de louvar a Deus por suas criaturas, contemplando-as e protegendo-as”.

Mariangela Jaguraba – via Vatican News

 

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

FESTA DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ: SOLENIDADE QUE EXPRESSA O AMOR SUPREMO DE DEUS PELO SEU POVO


Nesta celebração, se recorda a tradição da cruz encontrada por volta dos anos 300 em Jerusalém por Santa Helena, a dedicação das Basílicas do Gólgota e do local do sepultamento e ressurreição de Jesus

Nesta segunda-feira, 14 de setembro, a Igreja celebra a Festa da Exaltação da Santa Cruz. Solenidade em que se recorda a tradição da cruz encontrada por volta dos anos 300 em Jerusalém por Santa Helena, a dedicação das Basílicas do Gólgota e do local do sepultamento e ressurreição de Jesus. Neste dia, também se faz memória da vitória de Heraclio sobre os persas em 630, dos quais foram arrebatadas as relíquias da cruz, solenemente transportadas para Jerusalém.

Em artigo publicado no portal da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o arcebispo emérito de Juiz de Fora (MG), dom Eurico dos Santos Veloso destaca que a Festa da Exaltação da Santa Cruz é fonte da santidade e símbolo da libertação, onde através da morte de Jesus na cruz, revela a vitória da Vida sobre o pecado, a morte e o mal.

Segundo dom Eurico, a essência principal da festa é recordar e vivenciar a Paixão de Jesus. “É exaltar a Cruz que condenou e esmagou o pecado em cada um de nós; é recordar dos cravos encravados nas mãos d‘Aquele que apagou o castigo do mal em cada um de nós. Afinal, todo aquele que olha a Cruz encontra Jesus Cristo que, ‘existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz’ (Fl 2,6-8)”, destaca.

O bispo cita o trecho de Jo 3,14-16 que fala que tudo isso foi realizado por Amor, com Amor e pelo Amor, pois “do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna”.

Dom Eurico aponta ainda no artigo “que possamos reconhecer, verdadeiramente, a profundidade do amor de Jesus por nós e pela humanidade, inspirando através deste ato de Amor, replicar a entrega deste mesmo Amor pelos nossos irmãos através da redenção e felicidade”.