quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Festa da padroeira da Arquidiocese encerra nesta quarta-feira


A programação da festa de Nossa Senhora da Apresentação, padroeira da Arquidiocese e da cidade do Natal, se encerra nesta quarta-feira, 21, feriado na capital. A programação iniciará à meia noite, na Pedra do Rosário, com vigília. A partir das 3h30, acontecerá a procissão fluvial, com a imagem da padroeira, saindo do Iate Clube com destino à Pedra do Rosário, onde será celebrada a primeira missa do dia. Às 7h30, haverá missa, na antiga Catedral.
A missa solene da festa será celebrada às 10h, na Catedral Metropolitana, presidida pelo arcebispo, Dom Jaime Vieira Rocha. Às 16h, acontecerá a tradicional procissão, saindo da antiga Catedral, com o seguinte percurso: rua Ulisses Caldas, rua Mossoró, Av. Hermes da Fonseca, rua Apodi, Av. Deodoro da Fonseca, encerrando em frente à catedral metropolitana, onde será celebrada a última missa do dia.
Os festejos tiveram início dia 11 de novembro e seguem até amanhã, com vasta programação na antiga catedral e na catedral metropolitana.


Papa: ao encontro definitivo com o Senhor levaremos o que doamos


O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus, do domingo (18/11), II Dia Mundial dos Pobres, com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.
Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice frisou que no Evangelho deste domingo, Jesus “quer instruir os seus discípulos sobre os eventos futuros. Não está em primeiro lugar um discurso sobre o fim do mundo, mas o convite a viver bem o presente, a vigiar e estar sempre prontos para quando seremos chamados a prestar contas de nossa vida. Jesus diz: «Nesses dias, depois da tribulação, o sol vai ficar escuro, a lua não brilhará mais, as estrelas começarão a cair do céu».”
Rosto radiante de amor
Essas palavras nos fazem pensar no início do Livro do Gênesis que fala da criação: o sol, a lua e as estrelas que desde o início dos tempos brilham em sua ordem e iluminam, sinal de vida, aqui são descritos em sua decadência, enquanto mergulham na escuridão e no caos, sinal do fim.
“Ao invés, a luz que naquele último dia resplandecerá será única e nova: será a luz do Senhor Jesus que virá na glória com todos os santos. Naquele encontro veremos, finalmente, o seu Rosto na luz plena da Trindade; um rosto radiante de amor, diante do qual todo ser humano aparecerá em total verdade”, disse o Papa.
Francisco sublinhou que “a história da humanidade, assim como a história pessoal de cada um de nós, não pode ser entendida como uma simples sucessão de palavras e fatos que não fazem sentido”.
Encontro definitivo com o Senhor
“Não pode ser também interpretada à luz de uma visão fatalista, como se tudo já estivesse pré-estabelecido segundo um destino que subtrai todo espaço de liberdade, impedindo fazer escolhas que sejam o fruto de uma decisão verdadeira.”
No Evangelho de hoje, Jesus diz que a história dos povos e a de cada um têm um fim e uma meta a ser alcançada: o encontro definitivo com o Senhor.
“Não sabemos a hora e nem como acontecerá. O Senhor reiterou que «ninguém sabe nada, nem os anjos no céu, nem o Filho». Tudo é mantido no segredo do mistério do Pai. Sabemos, todavia, um princípio fundamental com o qual devemos nos confrontar: «Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão».”
Segundo o Papa, “o verdadeiro ponto crucial é esse. Naquele dia, cada um de nós entenderá se a Palavra do Filho de Deus iluminou a própria existência pessoal, ou se virou as costas para ela, preferindo confiar nas próprias palavras. Será mais do que nunca o momento de nos abandonarmos definitivamente ao amor do Pai e confiar-nos à sua misericórdia”.
O Papa destacou que “ninguém escapa desse momento, nenhum de nós escapa desse momento”.
Levaremos somente o que doamos
“A esperteza, que muitas vezes colocamos em nossos comportamentos para dar crédito à imagem que queremos oferecer, não será mais necessária. Da mesma forma, o poder do dinheiro e dos meios econômicos com os quais pretendemos com presunção comprar tudo e todos, não poderá ser mais ser usado. Não teremos conosco nada além do que realizamos nessa vida, acreditando em sua Palavra: tudo e nada do que vivemos ou deixamos de realizar. Levaremos conosco somente o que doamos, o que oferecemos.”
Francisco convidou a invocar a intercessão da Virgem Maria a fim de que a constatação do nosso tempo provisório na terra e de nossa limitação não nos afunde na angústia, mas nos chame à responsabilidade para comigo, o próximo e o mundo inteiro.
Via Vatican News


terça-feira, 20 de novembro de 2018

Arcebispo recebe visita de governadora eleita


O arcebispo metropolitano, Dom Jaime Vieira Rocha, recebeu recentemente, a visita da governadora eleita, Fátima Bezerra. Durante a visita, a governadora falou sobre projetos para o Rio Grande do Norte, bem como sobre o processo de transição do governo. Ela também pediu que a Igreja Católica contribua com sugestões para o governo estadual. 

Na ocasião, o arcebispo falou da importância das relações instituições e disse que a Igreja está aberta para encaminhar sugestões. “Desde já, peço que não esqueçam de dar a atenção merecida às áreas da saúde, educação e segurança”, disse o arcebispo.

Pontifícias Obras Missionárias completam 40 anos de fundação no Brasil

Quatro décadas de muitas histórias e dedicação ao trabalho missionário. No próximo dia 20 de novembro, as Pontifícias Obras Missionárias (POM), que são organismos oficiais da Igreja Católica, celebra seu aniversário de fundação no Brasil.
“Uma história construída com a vida doada de muitos missionários e missionárias, sendo sinal de esperança nos locais mais necessitados. O caminho percorrido pelas POM é sinodal e de profunda comunhão, interligando todas as forças vivas das Igrejas particulares e dos conselhos missionários em diferentes âmbitos”, destaca o diretor Nacional das POM, padre Maurício Maurício, em editorial da Revista SIM.
Nesta segunda, 19 de novembro, na sede das POM em Brasília haverá um momento de celebração com ex-diretores, bispos, padres, religiosos e religiosas e lideranças das Obras para comemorar o aniversário dessa missão.
Durante a semana, o site oficial das POM vai publicar vídeos e materiais que relembram a história e o com a missão em todo o mundo. Além do lançamento da edição comemorativa da revista SIM, com testemunhos de pessoas que fizeram parte dessa trajetória.
A preparação para a celebração dos 40 anos teve início durante a 56ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com o lançamento do vídeo institucional. Na ocasião, padre Maurício destacou que o vídeo foi produzido para tornar a identidade, os objetivos e a missão das POM mais conhecidos nas Igrejas Particulares.
“O vídeo destaca que as POM é um organismo oficial do Vaticano, ligado à Congregação para Evangelização do Povos e no Brasil está em comunhão com organismos e comissões da CNBB”, destacou o diretor.
Ao longo de 2018, as POM realizou diversas atividades em comemoração à data, como o mês missionário em outubro, que fi um momento de mostrar para a Igreja no Brasil o trabalho missionário que vem se desenvolvendo no país.
Padre Maurício Jardim, explica que as POM são organismos oficiais da Igreja Católica que trabalham para intensificar a animação, a formação e a cooperação missionária em todo o mundo.
“Os elementos comuns às quatro obras são a mística missionária e seu caráter pontifício. A mística que as identifica tem um tripé: oração, sacrifício e ofertas. Ou seja, a primeira obra é rezar pelas missões, pois o protagonista é o Espírito Santo, a segunda é a oferta existencial da própria vida e a terceira é a partilha econômica para a missão universal. O caráter pontifício significa que são obras do papa para toda a Igreja. Elas se desenvolvem com o apoio da Santa Sé que, ao fazê-las próprias, concede-lhes caráter universal”, ressalta.
As quatro Obras Missionárias da Congregação para a Evangelização dos Povos
? Pontifícia Obra Missionária para a Propagação da Fé, fundada por Pauline Marie Jaricot em 1822, visa suscitar o compromisso pela evangelização universal em todo o povo de Deus e promover nas Igrejas locais, a ajuda tanto espiritual como material;
? Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária, fundada pelo Bispo de Nancy (França), Dom Carlos de Forbin-Janson em 1843, auxilia os educadores a despertar gradualmente a consciência missionária nas crianças e adolescentes, animando-as a partilhar a fé e os seus bens materiais com as crianças das regiões mais necessitadas; ajuda também promover as vocações missionárias desde a infância;
? Pontifícia Obra Missionária de São Pedro Apóstolo, fundada por Joana Bigard e sua mãe, Stephanie em 1889, visa sensibilizar o povo cristão acerca da importância do clero local nos territórios de missão, convidando-o a colaborar espiritual e materialmente na formação dos candidatos ao sacerdócio e à vida consagrada;
? Pontifícia União Missionária, fundada pelo Beato Padre Paolo Manna em 1916, visa a sensibilização missionária dos sacerdotes, dos seminaristas e da vida consagrada masculina e feminina. Esta Obra é como que a alma das outras Obras, porque ocupa-se especificamente com a formação missionária.
Um Mês Extraordinário para a Missão
O ano de 2019 também será especial para as POM. Em outubro a Igreja vai celebrar o Mês Missionário Extraordinário, proclamado pelo papa Francisco, em honra ao centenário da carta Apostólica Maximum Illud do Papa Bento XV.
O tema: “Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo”, foi escolhido por Francisco para reavivar a consciência batismal do Povo de Deus em relação à missão da Igreja. O papa indica quatro dimensões para viver, mais intensamente, o caminho de preparação e realização do Mês Missionário Extraordinário.
* O encontro pessoal com Jesus Cristo vivo em sua Igreja: Eucaristia, Palavra de Deus, oração pessoal e comunitária.
* O testemunho dos santos, dos mártires da missão e os confessores da fé, expressão das Igrejas dispersas em todo mundo.
* Formação missionária: escritura, catequese, espiritualidade e teologia.
* Caridade missionária.
Via CNBB


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Papa Francisco: a rivalidade e a vanglória causam guerras


“A rivalidade e a vanglória” destroem os fundamentos das comunidades, semeando divisões e conflitos. Foi o que destacou o Papa Francisco na homilia da missa celebrada na segunda – feira (05/11) na capela da Casa Santa Marta. Partindo do Evangelho segundo Lucas (Lc 14,12-14), o Pontífice condenou “o egoísmo do interesse”, reiterando que a “gratuidade” pregada por Jesus “não é seletiva”.
A gratuidade é universal
O ensinamento de Jesus é claro: “não fazer as coisas por interesse”, não escolher as próprias amizades com base na conveniência. Raciocinar somente com base na própria “vantagem”, de fato, é “uma forma de egoísmo, de segregação e de interesse”, enquanto a “mensagem de Jesus” é exatamente o contrário: a “gratuidade”, que “alarga a vida”, “amplia o horizonte, porque é universal”. Os seletivos “são motivos de divisão” e não favorecem “a unanimidade” de que fala São Paulo aos Filipenses, na primeira Leitura. “Existem duas coisas que vão contra a unidade – insistiu o Papa – a rivalidade e a vanglória”:
E também a fofoca nasce da rivalidade, porque muitas pessoas se sentem que não podem crescer, mas para se tornar mais altas diminuem o outro com a fofoca. Um modo de destruir as pessoas. A rivalidade. E Paulo disse: “Não. Na comunidade não existem rivalidades”. A rivalidade é uma luta para destruir o outro. A rivalidade é ruim: pode-se fazer de maneira aberta, direta ou se pode fazer com luvas brancas; mas sempre para destruir o outro e elevar a si mesmo. E já que eu não posso ser assim virtuoso, assim bom, diminuo o outro, de modo que eu permaneço alto. A rivalidade é um caminho a este agir por interesse.
A vanglória destrói a comunidade
Tão prejudicial quanto, é quem se vangloria de ser superior aos outros:
Isso destrói uma comunidade, destrói uma família também… Pensem na rivalidade entre os irmãos pela herança do pai, por exemplo: isso acontece todos os dias. Pensem na vanglória, naqueles que se vangloriam de ser melhores que os outros.
A vida cristã nasce da gratuidade de Jesus
O cristão, prosseguiu Francisco, deve seguir o exemplo do Filho de Deus, cultivando “a gratuidade”: fazer o bem sem se preocupar se os outros fazem o mesmo; semear “unanimidade”, abandonando “rivalidades ou vanglória”. Construir a paz com pequenos gestos significa traçar um caminho de concórdia em todo o mundo:
Quando nós lemos as notícias das guerras, pensemos nas notícias da fome das crianças no Iêmen, fruto da guerra: está distante, crianças pobres… mas por que não têm o que comer? Mas a mesma guerra se faz em nossas casas, nas nossas instituições com esta rivalidade: a guerra começa ali! E a paz deve ser feita ali: na família, nas instituições, no local de trabalho, buscando sempre a unanimidade e a concórdia e não o próprio interesse.
Via Vatican News