quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Papa Francisco: a rivalidade e a vanglória causam guerras


“A rivalidade e a vanglória” destroem os fundamentos das comunidades, semeando divisões e conflitos. Foi o que destacou o Papa Francisco na homilia da missa celebrada na segunda – feira (05/11) na capela da Casa Santa Marta. Partindo do Evangelho segundo Lucas (Lc 14,12-14), o Pontífice condenou “o egoísmo do interesse”, reiterando que a “gratuidade” pregada por Jesus “não é seletiva”.
A gratuidade é universal
O ensinamento de Jesus é claro: “não fazer as coisas por interesse”, não escolher as próprias amizades com base na conveniência. Raciocinar somente com base na própria “vantagem”, de fato, é “uma forma de egoísmo, de segregação e de interesse”, enquanto a “mensagem de Jesus” é exatamente o contrário: a “gratuidade”, que “alarga a vida”, “amplia o horizonte, porque é universal”. Os seletivos “são motivos de divisão” e não favorecem “a unanimidade” de que fala São Paulo aos Filipenses, na primeira Leitura. “Existem duas coisas que vão contra a unidade – insistiu o Papa – a rivalidade e a vanglória”:
E também a fofoca nasce da rivalidade, porque muitas pessoas se sentem que não podem crescer, mas para se tornar mais altas diminuem o outro com a fofoca. Um modo de destruir as pessoas. A rivalidade. E Paulo disse: “Não. Na comunidade não existem rivalidades”. A rivalidade é uma luta para destruir o outro. A rivalidade é ruim: pode-se fazer de maneira aberta, direta ou se pode fazer com luvas brancas; mas sempre para destruir o outro e elevar a si mesmo. E já que eu não posso ser assim virtuoso, assim bom, diminuo o outro, de modo que eu permaneço alto. A rivalidade é um caminho a este agir por interesse.
A vanglória destrói a comunidade
Tão prejudicial quanto, é quem se vangloria de ser superior aos outros:
Isso destrói uma comunidade, destrói uma família também… Pensem na rivalidade entre os irmãos pela herança do pai, por exemplo: isso acontece todos os dias. Pensem na vanglória, naqueles que se vangloriam de ser melhores que os outros.
A vida cristã nasce da gratuidade de Jesus
O cristão, prosseguiu Francisco, deve seguir o exemplo do Filho de Deus, cultivando “a gratuidade”: fazer o bem sem se preocupar se os outros fazem o mesmo; semear “unanimidade”, abandonando “rivalidades ou vanglória”. Construir a paz com pequenos gestos significa traçar um caminho de concórdia em todo o mundo:
Quando nós lemos as notícias das guerras, pensemos nas notícias da fome das crianças no Iêmen, fruto da guerra: está distante, crianças pobres… mas por que não têm o que comer? Mas a mesma guerra se faz em nossas casas, nas nossas instituições com esta rivalidade: a guerra começa ali! E a paz deve ser feita ali: na família, nas instituições, no local de trabalho, buscando sempre a unanimidade e a concórdia e não o próprio interesse.
Via Vatican News


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Arquidiocese vai realizar Assembleia Pastoral

A 58ª Assembleia Pastoral da Arquidiocese de Natal será realizada dia 6 de novembro, das 8 horas às 17 horas, no Hotel Vila do Mar, na via costeira. De acordo com a carta convocatória, a assembleia será reflexiva, propositiva e celebrativa, tendo como base o Marco Referencial Pastoral.
São convocados para participar da reunião, padres, diáconos, membros do Conselho Pastoral Arquidiocesano, articuladores de zonais e de paróquias, representantes dos religiosos, das comunidades de vida e dos setores e comissões arquidiocesanas. As inscrições devem ser feitas, antecipadamente, na tesouraria da Arquidiocese.

O Sínodo continua: unidos contra os ataques do Mal


Papa Francisco convidou a rezar o Terço no mês de outubro, invocando Nossa Senhora e São Miguel Arcanjo, para pedir a Deus que proteja a Igreja dos ataques do diabo. E no discurso de encerramento dos trabalhos sinodais, recomendou: “Continuemos a fazê-lo”, porque “é um momento difícil”, o Grande Acusador – referindo-se ao diabo – se aproveita dos pecados dos filhos da Igreja para atacar a “Santa Mãe Igreja”. Os filhos estão sujos, mas a Mãe é Santa, “não deve ser sujada”. “Este é o momento de defender a Mãe; e se defende a Mãe do Grande Acusador com a oração e a penitência”.
As acusações contra a Igreja se tornam “perseguição”, como acontece com os cristãos do Oriente, mas “há outro tipo de perseguição, com acusações contínuas para sujar a Igreja. A Igreja não deve ser sujada, nós filhos somos todos sujos”, os filhos são pecadores, “mas a Mãe não, devemos defendê-la, todos, e por isso eu pedi para todos rezarem o Terço neste mês de outubro, todos os dias, pela unidade da Igreja” . “A Mãe deve ser defendida com oração e penitência”.
Os ataques ao Papa e os “insensatos Gálatas”
Portanto o sínodo concluiu-se, mas continua. Cada vez mais somos chamados a “caminhar juntos” – este é o significado da palavra “sínodo” – unidos a Cristo e ao seu Vigário, principalmente neste momento tão difícil para a Igreja. Unidos na alegria e nos sofrimento, na esperança e no testemunho. Unidos na escuta recíproca e na oração. Reparados do Mal sob o manto da Mãe de Deus. O Diabo é aquele que nos divide e nos separa de Deus. Este é o grande testemunho dos que pensam em salvar a Igreja atacando o Papa.
Ainda hoje ressoa a antiga advertência de São Paulo sobre os “Os insensatos Gálatas”: convertidos ao cristianismo tinham sido convencidos de que a salvação viria através da lei. É a tentação de sempre, a idolatria da lei que dá segurança.
“ Mas os que seguem cegamente a lei, na realidade não a obedecem, porque seguem fielmente as normas recebidas – e no fundo a si mesmo, às próprias capacidades de se salvar graças à observância de tais normas – e se afastam dos que a entregaram”
Perde o espírito da lei, perde a humanidade da lei, perde o rosto amoroso do autor da lei, Deus: pensando em obedecê-lo.
A ilusão de se considerar fiéis a Deus
Todo o drama dos opositores do Papa encontra-se aqui: sem sabê-lo, estão se opondo a Jesus, que continua a escandalizar os fariseus de todos os tempos, salvando e curando, gratuitamente, por pura misericórdia. Jesus caminha entre nós e passa com a sua graça: para acolhê-la não se pode parar (Lc 13, 1-35). O amor precisa de movimento, caminha, como Abraão que pela fé deixou sua terra sem saber onde ir. A fé cristã não é uma religião do Livro, de uma lei escrita, muda, imóvel (Catecismo da Igreja Católica, 108), mas é a religião da Palavra de Deus, uma Palavra viva que continua a falar, diz coisas novas, que antes não entendíamos, está sempre em movimento. É Jesus. Que deve ser seguido. Para que não ficássemos limitados à lei e afastados d’Ele, Jesus nos deu um homem, frágil como nós, frágil como Pedro, como seu Vigário. Seguir o Papa é um ponto de referência, estável mas dinâmico, para continuar a seguir Jesus. O Demônio quer romper esta ligação para nos separar do Redentor, Aquele que doa a verdadeira liberdade de amar. Eis o engano diabólico: trabalhar para o diabo acreditando estar ao serviço de Deus.
A beleza de caminhar juntos
O sínodo acabou, mas continua. Nos chama a testemunhar todos os dias a alegria do encontro com Jesus. A beleza da unidade, no caminhar juntos, unidos ao Papa, na escuta do Espírito Santo, repelindo as tentações daquele que quer dividir e acolhendo com fé a oração de Jesus ao Pai “para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti” (Jo 17, 21).
Via Vatican News


segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Jair Bolsonaro é eleito presidente do Brasil

O candidato Jair Bolsonaro, do PSL, foi eleito novo presidente do Brasil neste domingo, 28, segundo turno das eleições presidenciais. Ele governará o país nos próximos quatro anos. 
Com 98,38% das urnas apuradas, Bolsonaro, que tem 55,34% dos votos, ganhou em 15 estados e no Distrito Federal. O oponente, Haddad, liderou em 11 estados.
Por ordem alfabética, Bolsonaro venceu no Acre, no Amapá, no Amazonas, no Distrito Federal, no Espírito Santo, em Goiás, no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais, no Paraná, no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro, em Rondônia, em Roraima, em Santa Catarina e em São Paulo.
As unidades da Federação onde Bolsonaro obteve os melhores resultados foram Santa Catarina (75,92%), no Acre (73,74%), em Rondônia (72,04%), em Roraima (71,29%) e no Distrito Federal (69,99%). Por causa do fuso horário, o Acre está com a apuração atrasada em relação ao resto do país.
Haddad venceu em Alagoas, na Bahia, no Ceará, no Maranhão, na Paraíba, em Pernambuco, no Piauí, no Rio Grande do Norte, no Sergipe, no Pará e no Tocantins. As maiores vantagens foram registradas no Piauí (76,93%), no Maranhão (72,66%), na Bahia (72,56%) e no Sergipe (67,55%).
Bolsonaro venceu em quatro das cinco regiões: Norte (51,14%), Centro-Oeste (66,6%), Sul (68,27%) e Sudeste (65,48%). Haddad venceu somente no Nordeste, com 69,47% dos votos válidos. No exterior, onde 87,88% das urnas estão totalizadas, Bolsonaro obteve 70,62%, contra 29,38% de Haddad.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Não há desenvolvimento sem justiça e paz social: CNBB e entidades repudiam violência

Brasília

Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB, assina Nota Conjunta com outras entidades repudiando as ações de violência dos últimos dias, reiterando compromisso com a preservação de um ambiente sociopolítico genuinamente ético, democrático, de diálogo, com liberdade de imprensa, exortando a renovação de respeito pela Constituição Federal,  manifestando a defesa irrestrita e incondicional dos direitos fundamentais sociais e declarando, por fim, a sua compreensão de que não há desenvolvimento sem justiça e paz social.
Nota conjunta
As entidades signatárias abaixo nominadas, representativas da sociedade civil organizada, no campo do Direito e das instituições sociais, por seus respectivos Representantes, ao largo de quaisquer cores partidárias ou correntes ideológicas, considerando os inquietantes episódios descortinados nos últimos dias, nas ruas e nas redes sociais, ao ensejo do processo eleitoral, de agressões verbais e físicas – algumas fatais – em detrimento de indivíduos, minorias e grupos sociais, a revelar crescente desprestígio dos valores humanistas e democráticos que inspiram nossa Constituição cidadã, fiadores da convivência civilizada e do exercício da cidadania, vêm a público:
AFIRMAR o peremptório repúdio a toda manifestação de ódio, violência, intolerância, preconceito e desprezo aos direitos humanos, assacadas sob qualquer pretexto que seja, contra indivíduos ou grupos sociais, bem como a toda e qualquer incitação política, proposta legislativa ou de governo que venha a tolerá-las ou incentivá-las;

REITERAR a imperiosa necessidade de preservação de um ambiente sociopolítico genuinamente ético, democrático, de diálogo, com liberdade de imprensa, livre de constrangimentos e de autoritarismos, da corrupção endêmica, do fisiologismo político, do aparelhamento das instituições e da divulgação de falsas notícias como veículo de manipulação eleitoral, para que se garanta o livre debate de ideias e de concepções políticas divergentes, sempre lastreado em premissas fáticas verdadeiras;

EXORTAR todas as pessoas e instituições a que reafirmem, de modo explícito, contundente e inequívoco, o seu compromisso inflexível com a Constituição Federal de 1988, no seu texto vigente, recusando alternativas de ruptura e discursos de superação do atual espírito constitucional, ancorado nos signos da República, da democracia política e social e da efetividade dos direitos civis, políticos, sociais, econômicos e ambientais, com suas indissociáveis garantias institucionais;

MANIFESTAR a defesa irrestrita e incondicional dos direitos fundamentais sociais, inclusive os trabalhistas, e da imprescindibilidade das instituições que os preservam, nomeadamente a Magistratura do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho, a Auditoria Fiscal do Trabalho e a advocacia trabalhista, todos cumpridores de históricos papéis na afirmação da democracia brasileira;

DECLARAR, por fim, a sua compreensão de que não há desenvolvimento sem justiça e paz social, como não há boa governança sem coerência constitucional, e tampouco pode haver Estado Democrático de Direito sem Estado Social com liberdades públicas.

Assinam a nota:
LÁUDIO PACHECO PRATES LAMACHIA
Presidente do Conselho Federal da Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB)
GUILHERME GUIMARÃES FELICIANO
Presidente da Associação Nacional
dos Magistrados da Justiça do
Trabalho (Anamatra)
LEONARDO ULRICH STEINER
Secretário-Geral da Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil (CNBB)
ÂNGELO FABIANO FARIAS DA COSTA
Presidente da Associação Nacional dos
Procuradores do Trabalho (ANPT)
CARLOS FERNANDO DA SILVA FILHO
Presidente do Sindicato Nacional dos
Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait)
ALESSANDRA CAMARANO MARTINS
Presidente da Associação Brasileira dos
Advogados Trabalhistas (Abrat)
Fonte: CNBB


segunda-feira, 22 de outubro de 2018

São João Paulo II levou a uma vida inteiramente dedicada a Deus

SANTO DO DIA 



São João Paulo II nasceu no dia 18 de Maio de 1920, em Wadowice, na Polônia. Foi batizado com o nome de Karol Wojtyła.
Em Outubro de 1942, entrou no seminário de Cracóvia clandestinamente, por causa da invasão comunista em seu país, e a 1º de Novembro de 1946, foi ordenado sacerdote. Em 4 de Julho de 1958, o Papa Pio XII nomeou-o Bispo auxiliar de Cracóvia. Tendo em vista sua espiritualidade marcadamente mariana, Karol escolheu como lema episcopal a conhecida expressão “Totus tuus”, de São Luís Maria Grignion de Montfort, grande apóstolo da Virgem Maria. A ordenação episcopal de Wojtyla foi em 28 de Setembro do mesmo ano. No dia 13 de Janeiro de 1964, foi eleito Arcebispo de Cracóvia. Em 26 de Junho de 1967, foi criado Cardeal por Paulo VI. Na tarde de 16 de Outubro de 1978, depois de oito escrutínios, foi eleito Papa.
A espiritualidade mariana do grande São João Paulo II o levou a uma vida inteiramente dedicada a Deus, principalmente os seus mais de 25 anos de pontificado, um dos mais longos da história da Igreja. Olhando para a vida de João Paulo II, este santo dos nossos dias, podemos aprender a espiritualidade que o fez de um dos Papas mais extraordinários de todos os tempos e que o elevou rapidamente à glória dos altares.
Ainda seminarista, um livro clássico de espiritualidade mariana o ajudou a tirar as dúvidas que tinha em relação a devoção a Nossa Senhora e a centralidade de Jesus Cristo na vida e na espiritualidade católica.
A obra que marcou profundamente a vida e consequentemente a espiritualidade de Karol Wojtyla foi o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, de São Luís Maria Grignion de Montfort. Falando às Famílias Monfortinas, o Papa João Paulo II disse que o Tratado é um “texto clássico da espiritualidade mariana”, que teve singular importância em seu pensamento e em sua vida. Segundo o Santo Padre, o Tratado é uma “obra de eficiência extraordinária para a difusão da ‘verdadeira devoção’ à Virgem Santíssima”. São João Paulo II experimentou e testemunhou essa eficácia do Tratado em sua própria vida:
“Eu próprio, nos anos da minha juventude, tirei grandes benefícios da leitura deste livro, no qual “encontrei a resposta às minhas perplexidades” devidas ao receio que o culto a Maria, “dilatando-se excessivamente, acabasse por comprometer a supremacia do culto devido a Cristo”. Sob a orientação sábia de São Luís Maria compreendi que, quando se vive o mistério de Maria em Cristo, esse risco não subsiste. O pensamento mariológico do Santo, de fato, “está radicado no Mistério trinitário e na verdade da Encarnação do Verbo de Deus”.
No dia 22 de Outubro, a Igreja Católica celebra o dia de São João Paulo II. A data foi estabelecida pelo papa Francisco por simbolizar o dia em que Karol Wojtyla celebrou sua primeira missa como Pontífice, em 1978, iniciando seu pontificado.
São João Paulo II, rogai por nós!

Papa: Jesus não tolera a hipocrisia

Seguir em frente com o “fermento do Espírito Santo”, que conduz à herança que nos foi deixada pelo Senhor. Esta foi a exortação do Papa Francisco na homilia da missa celebrada, esta sexta-feira (19/10), na Casa Santa Marta.
Refletindo sobre o Evangelho de Lucas, da liturgia de hoje, o Pontífice enfatizou dois tipos de pessoas encontradas nesta passagem bíblica que “crescem de formas diferentes”, “opostas” uma da outra.
Jesus fala sobre o fermento “que faz levedar”, mas existe também o fermento “ruim” que “estraga”, que faz crescer “para dentro”, disse Francisco. É o fermento dos fariseus, dos doutores da Lei daquele tempo, dos saduceus, ou seja, a hipocrisia. Trata-se de pessoas fechadas em si mesmas, que pensam em aparecer, em fazer de conta, em dar esmola e depois sair “proclamado sobre os telhados” a fim de que todos saibam. Essas pessoas se preocupam em “proteger o que têm dentro, o seu egoísmo e sua segurança”, frisou ainda o Papa.
“Quando existe alguma coisa que as coloca em dificuldade, como o homem agredido e deixado quase morto pelos ladrões ou quando encontram um leproso, elas olham para o outro lado, seguindo suas leis interiores”, disse ainda Francisco.
Este fermento, disse Jesus, é perigoso. Tomai cuidado. É a hipocrisia. Jesus não tolera a hipocrisia: o querer se aparecer bem, com formas bonitas de educação puras, mas com maus hábitos por dentro. Jesus diz também: “Por fora vocês são bonitos, como os sepulcros, mas por dentro há putrefação e destruição, existem escombros”. Este fermento faz levedar para dentro: é um fermento que faz crescer sem futuro, porque no egoísmo, no voltar-se para si mesmo, não há futuro. Outro tipo de pessoa é aquela que vemos com outro fermento que é o contrário: que faz levedar para fora, nos faz crescer como herdeiros, para termos uma herança.
Francisco recordou que na Carta aos Efésios, São Paulo explica que “em Cristo fomos feitos também herdeiros, predestinados”. A referência é a pessoas projetadas “para fora”.
Às vezes erramos, mas é possível corrigir; às vezes caem, mas se levantam. Ás vezes pecam, mas se arrependem. Mas sempre para fora, para aquela herança, porque foi prometida. E essas pessoas são pessoas alegres, porque lhes foi prometida uma felicidade muito grande: que serão glória, louvor de Deus. E “o fermento – afirma Paulo – dessas pessoas é o Espirito Santo”, que nos impulsiona a ser louvor da sua glória, da glória de Deus.
O “selo do Espírito Santo”, que foi “prometido”, é – evidenciou o Papa citando ainda o apóstolo – “penhor da nossa herança”, à espera da “completa redenção”.

Via Vatican News


sexta-feira, 19 de outubro de 2018

As quinze promessas do Rosário

1. A quem me sirva, rezando diariamente meu Rosário, receberá qualquer graça que me peça.
2. Prometo minha especialíssima proteção e grandes benefícios a os que devotamente rezarem meu Rosário.
3. O Rosário será um fortíssimo escudo de defensa contra o inferno, destruirá os vícios, livrará dos pecados e exterminará as heresias.
4. O Rosário fará germinar as virtude este também fará que seus devotos obtenham tudo da misericórdia divina; substituirá no Coração dos homens o amor do mundo pelo amor por Deus e os elevará a desejar as coisas celestiais e eternas. Quantas almas por este meio se santificarão!
5. A alma que se encomende pelo Rosário não perecerá.
6. Aquele que com devoção rezar meu Rosário, considerando os mistérios, não se verá oprimido pela desgraça, nem morrerá morte desgraçada; se converterá, se é pecador; perseverará nas graças, se é justo, e em todo caso será admitido na vida eterna.
7. Os verdadeiros devotos de meu Rosário não morrerão sem auxílios da Igreja.
8. Quero que todos os devotos de meu Rosário tenha em vida e em morte a luz e a plenitude da graça, e sejam participantes dos méritos dos bem-aventurados.
9. Livrarei de pronto do purgatório as almas devotas do Rosário.
10. Os Filhos verdadeiros de meu Rosário desfrutarão no Céu uma Glória singular.
11. Todo o que se pedir por meio do Rosário se alcançará prontamente.
12. Socorrerei em todas as suas necessidades aos que propaguem meu Rosário.
13. Todos os que rezarem o Rosário terão por irmãos na vida e na morte a os bem-aventurados do Céu.
14. Os que rezam meu Rosário são todos filhos meus muito amados e irmãos de meu Unigênito Jesus.
15. A devoção ao Santo Rosário é um sinal de predestinação a Glória.


Prof. Felipe Aquino 


quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Papa: é possível sonhar um mundo sem fome. Falta vontade política


Ação conjunta baseada na solidariedade e na justiça: este é o fulcro da mensagem que o Papa Francisco enviou ao Diretor Geral da FAO, José Graziano da Silva, por ocasião do Dia Mundial da Alimentação.
Celebrado em 16 de outubro, o tema deste ano é “As nossas ações são o nosso futuro. Um mundo com Fome Zero em 2030 é possível”.
Tristeza e amargura
No texto, o Pontífice lamenta que não cessa de aumentar o número de seres humanos que passam fome.
“ Quando falta a solidariedade, todos estamos cientes hoje de que as soluções técnicas e os projetos, mesmo os mais elaborados, não são capazes de enfrentar a tristeza e a amargura de quem sofre por não conseguir alimentar-se de maneira suficiente e saudável. ”
Este não pode ser simplesmente mais um Dia, escreve o Papa, mas deveria servir para “ousar transformar em sofrimento pessoal aquilo que acontece no mundo”, pedindo que os Estados e sociedade civil redobrem os esforços para combater a fome.
Vergonha
Francisco fala de vergonha pelo fato de não se registrar avanços em humanidade e solidariedade ao mesmo passo dos avanços nos campos da tecnologia e da ciência.
“Todos somos chamados a ir mais longe. Podemos e devemos fazer melhor com os desvalidos. Para isso, é preciso passar à ação, de modo que desapareça completamente o flagelo da fome.”
Falta vontade política
O Papa cita a iniciativa a Agenda 2030, com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e Fome Zero, que exigem que as organizações internacionais, como a FAO, envolvam responsavelmente os Estados-membros a fim de empreenderem e levarem a cabo ações a nível local, deixando de lado interesses eleitorais e mesquinhos.
“ Falta realmente vontade política. É preciso querer de verdade acabar com a fome, mas isto não acontecerá se, em última instância e antes de tudo, não houver a convicção ética, comum a todos os povos e às diferentes visões religiosas, que coloca no centro de qualquer iniciativa o bem integral da pessoa. ”
Isso significa abordar uma dimensão estrutural que o drama da fome esconde: a desigualdade extrema, a má distribuição dos recursos do planeta, as consequências das mudanças climáticas ou os infindáveis e sangrentos conflitos que devastam muitas regiões.
Sonhar um futuro sem fome
É preciso assumir, com firmeza e determinação, o problema do outro, defende o Papa.
“Podemos sonhar um futuro sem fome, mas isso só é legítimo se nos envolvermos em processos tangíveis, relações vitais, planos operativos e compromissos reais.”
Via Vatican News


quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Comunidade Shalom promove Mostra Vocacional

A Comunidade Católica Shalom promove até hoje, 11 de outubro, a 5ª edição da Mostra Vocacional, que este ano traz como tema os “25 anos da Missão de Natal”. 
Na oportunidade, acontece o lançamento da revista comemorativa ao jubileu de prata da Missão, além de apresentações artísticas, homenagens e exposições. As exposições ficam abertas ao público a partir das 16 horas. Já as apresentações acontecem sempre a partir das 19 horas. 
Entre as atrações da Mostra estão o espetáculo “Raízes de um Coração”, produzido pelo Projeto Artes; apresentação de um coral com as músicas que mais marcaram a Missão de Natal, além do show de um dos primeiros missionários que veio para a cidade.
A Mostra é preparada pelos vocacionados e aberta a todos os públicos que desejam conhecer mais a vocação e o carisma Shalom. As atividades acontece na casa da Comunidade Shalom, situada na Rua Açu, 705, no bairro de Petrópolis, em Natal.


Pastorais marcam a presença da Igreja junto a parcelas específicas do povo de Deus


Atualmente um conjunto de 21 pastorais integram a ação da Igreja do Brasil junto a parcelas específicas do povo de Deus. Um conjunto delas faz um recorte etário, desenvolvendo metodologias apropriadas e voltando sua atuação para interesses específicos de faixa-etárias, como a Pastoral da Criança, Pastorais da Juventude e Pastoral da Pessoa Idosa.
Outras pastorais tem o mote da mobilidade humana como foco do seu trabalho. Há na CNBB o Setor de Pastoral da Mobilidade Humana que articula o trabalho desenvolvido por pastorais como a Pastoral de Brasileiros no Exterior, Pastoral dos Nômades, Pastoral dos Refugiados, Pastoral da Rodoviária, Pastoral do Turismo, entre outras.
O bispo de Pesqueira (PE), dom José Luiz Ferreira Salles, bispo referencial do Setor de Mobilidade Humana da CNBB, destacou que as pastorais do mundo da mobilidade têm trabalhado no sentido de ser uma presença da misericórdia da bondade de Deus para o povo. Na atual conjuntura, onde há muita mobilidade devido às guerras, violência e a fome, o religioso destaca as iniciativas solidárias para acolher, proteger e integrar os imigrantes e refugiados.
Linguagem e metodologia próprias – Cada pastoral, em sua especificidade, busca atuar junto a um grupo específico levando a presença da Igreja com linguagem e metodologias próprias. É o caso de pastorais que atuam com o povo de rua, com mulheres marginalizadas, portadores do vírus hiv, pescadores, presos e afro-brasileiros.
A CNBB mantém com estes organismos vinculados uma relação que, como prevê o artigo 16º de seu regimento interno, busca favorecer a comunhão e a participação ativa na vida da Igreja. Para tanto, realiza reuniões regulares com os dirigentes dos organismos representativos das diversas parcelas do povo de Deus e dos organismos vinculados à ela bem como promove, periodicamente, encontros mais amplos para reflexão e consulta sobre a Pastoral Orgânica nacional, em vista da realidade do País.
Para que sejam consideradas vinculadas à Conferência, estas pastorais são submetidas a aprovação na Assembleia Geral dos Bispos do Braisl. É necessário que conste de seus estatutos que seguem as diretrizes da CNBB, estejam relacionadas com alguma das comissões pastorais que a entidade designar, que sua diretoria seja escolhida e homologada pela CNBB. Um membro da CNBB, por esta aprovado, acompanha em nome dela a instituição, tendo assento e voto ao menos consultivo, junto à sua direção e Assembleia.
Pastorais vinculadas à CNBB: Afro-brasileira, Aids, Brasileiros no Exterior, Carcerária, Criança, Familiar, Menor, Mulher Marginalizada, Nômades, Operária, Pescadores, Pessoa Idosa, Povo de Rua, Refugiados, Rodoviária, Saúde, Sobriedade, Turismo e Vocacional.
Via CNBB

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Papa: leigos e pastores não tenham medo de sujar as mãos


Um convite a ser “cristãos de verdade”, cristãos que “não têm medo de sujar as mãos, as vestes, quando se fazem próximos do outro. Foi o que disse Francisco na homilia da Missa celebrada na manhã de segunda-feira (08/10) na capela da Casa Santa Marta.
Inspirando-se no Evangelho de Lucas, o Pontífice refletiu sobre os “seis personagens” da parábola narrada por Jesus ao doutor da Lei que, para colocá-lo “à prova”, lhe pergunta: “Quem é meu próximo?”. E cita os assaltantes, o ferido, o sacerdote, o levita, o Samaritano e o dono da pensão.
Não ir além, mas parar e ter compaixão
Os assaltantes que espancaram o homem, deixando-o quase morto; o sacerdote que, quando viu o ferido, “seguiu adiante”, sem levar em consideração a própria missão, pensando somente na iminente “hora da Missa”. Assim fez também o levita, “homem de cultura da Lei”.
Francisco exortou a refletir precisamente sobre o “seguir adiante”, um conceito que – afirma – “deve entrar hoje no nosso coração”. O Papa observou que se trata de dois “funcionários” que “coerentes” com suas funções, disseram: “não cabe a mim” socorrer o ferido. Ao invés, quem “não segue adiante” é o Samaritano, “que era um pecador, um excomungado do povo de Israel”: o “mais pecador – destacou o Papa – sentiu compaixão”. Talvez, era “um comerciante que estava em viagem para negócios”, e mesmo assim:
Não olhou o relógio, não pensou no sangue. “Chegou perto dele, desceu do burro, fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas”. Sujou as mãos, sujou as vestes. “Depois colocou o homem em seu próprio animal, e o levou a uma pensão”, todo sujo… de sangue… E assim tinha que chegar. “E cuidou dele”. Não disse: “Mas eu o deixo aqui, chamem os médicos que venham. Eu vou embora, fiz minha parte”. Não. “Cuidou dele”, como dizendo: “Agora você é meu, não por posse, mas para servir”. Ele não era um funcionário, era um homem com coração, um homem com o coração aberto.
Abertos às surpresas de Deus
O Pontífice falou sobre o dono da pensão que “ficou estupefato” ao ver um “estrangeiro”, um “pagão, porque não era do povo de Israel”, que parou para socorrer o homem, pagando “duas moedas de prata” e prometendo que quando voltasse pagaria o que tivesse sido gasto a mais. A dúvida de não receber o devido insinuou-se no dono da pensão, acrescentou o Papa, “a dúvida em relação a uma pessoa que vive um testemunho, uma pessoa aberta às surpresas de Deus”, como o Samaritano.
Os dois não eram funcionários. “Você é cristão? Você é cristã? Sim, vou à missa aos domingos e procuro fazer o que é justo, menos fofocar, porque eu gosto de fofocar, mas o resto eu faço bem”. Você é aberto? Você é aberto às surpresas de Deus ou é um cristão funcionário, fechado? “Eu faço isso, vou à missa ao domingo, comungo, me confesso uma vez por ano, faço isso, faço aquilo. Cumpro as obrigações”. Estes são cristãos funcionários, que não são abertos às surpresas de Deus, que sabem muito de Deus, mas não encontram Deus. Aqueles que nunca se surpreendem diante de um testemunho. Pelo contrário: são incapazes de testemunhar.
Jesus e sua Igreja
O Papa exortou a todos, “leigos e pastores”, a se perguntar se somos cristãos abertos ao que o Senhor nos dá “todos os dias”, “às surpresas de Deus que muitas vezes, como o Samaritano, nos colocam em dificuldade”, ou se somos cristãos funcionários, fazendo o que devemos, sentindo-nos “em ordem” e sendo forçados às mesmas regras. Alguns teólogos antigos, recordou Francisco, diziam que nesta passagem está contido “todo o Evangelho”.
Cada um de nós é o homem ali ferido, e o Samaritano é Jesus. Ele curou nossas feridas. Fez-se próximo. Cuidou de nós. Pagou por nós. Ele disse à sua Igreja: “Se precisar de mais, você paga, pois eu voltarei e pagarei”. Pensem bem: nesta passagem há todo o Evangelho.
Via Vatican News