segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Louvor ao Senhor pelo dom da vida de Ir. Marlene

Irmã Marlene Dantas da Silva

Nasci no dia 29 de dezembro de 1963, em Janduís. Fui batizada e crismada na Igreja de Santa Terezinha,  em Janduís aos 03 de fevereiro 1964, pelo Pdre Arlindo Fernandes de Oliveira. Sou a 2ª de sete irmãos. Tive uma infância e juventude feliz como tantas outras crianças. Com 11 anos fiz a primeira Eucaristia celebrada por Padre José Mário de Medeiros, na época pároco de Janduís. Cursei os meus estudos a maior parte em Janduís. O 3º ano do Ensino Médio fiz em Caicó no período da experiência vocacional. Sempre tive muita vontade de fazer o curso de enfermagem. Fiz vestibular várias vezes e não consegui ser aprovada, então, resolvi fazer o técnico de enfermagem. Em 2008 voltei a estudar e fiz a faculdade de enfermagem, realizando assim um sonho que sempre tive, que agradeço muito a Irmã Teonas na época Superiora Provincial. “Não há beleza maior que poder agradecer a alguém por ter confiado na gente e nos fazer reconhecer o valor das coisas realmente úteis para a nossa vida.” Também sou grata à Província por confiar em mim e me ajudado a realizar esse sonho tão almejado. Ainda pretendo ir mais adiante, fazendo uma especialização em Gerontologia, área direcionada ao meu trabalho com a pessoa do idoso.  Quanto à minha vocação, tenho grande apreço por ela.
Ainda muito jovem nasceu em mim o desejo de ser uma Religiosa. Sempre partilhava com minha mãe esse desejo, a qual  me deu muito apoio. Através das Irmãs Luzia Celeste e Emilia Segunda, que também são de Janduís, fui encaminhada para participar dos encontros do MOVAD – MOVIMENTO VOCACIONAL DAS FILHAS DO AMOR DIVINO. Em Caicó participei de encontros vocacionais no Dom Wagner e ficava hospedada no Colégio Santa Terezinha, onde fiz minha primeira experiência com Irmã Maria Caciana G. Cortez como Promotora Vocacional, juntamente com as jovens Solange que desistiu e Iraneide que também desistiu e hoje são membros atuantes do Movimento das Associadas Amor Divino de Caicó.
Minha caminhada até hoje foi à seguinte: Postulantado e Noviciado em Emaús, tendo como Mestras as Irmãs Judith Vieira de Farias e Nivalda Vasconcelos Montenegro como Noviça do 1º ano. Morei em Caicó no Dom Wagner, e  em Salvador- Itapoá 2 anos. Voltei para Caicó onde permaneci por 2 anos na Comunidade Sta. Teresinha e em Assu 1 ano na Comunidade N.Sa. das Vitórias. Voltei para Salvador onde trabalhei  2 anos. Depois trabalhei na Residência Episcopal- Natal por 2 anos.  
Em Emaús, trabalho na Vila Maria- Comunidade onde se encontram as Irmãs idosas e doentes, necessitadas de tratamento -  já há 7 anos.  Fui para Barreira- CE por 1 ano e voltei para a Vila Maria onde permaneço até hoje. Aos 50 anos, me sinto uma pessoa feliz e realizada na Congregação, como Religiosa, apesar das minhas falhas e limitações. “Agradecer a Deus é uma forma de dizer a Ele que sempre vou precisar de suas mãos para conquistar outras coisas mais...” Também gostaria de dizer que sou muito feliz em poder ajudar alguém através da minha profissão, nos momentos difíceis. “Quando a enfermagem adotou como objeto de estudo e interesse, o cuidado com o idoso, entendeu que ainda que não foi possível “curar” uma pessoa portadora de uma doença dita incurável, era possível manter uma atitude constante de ocupação, atenção, responsabilidade, envolvimento e, porque não dizer ternura, para com o seu semelhante que, naquele momento precisasse de cuidados.
Agradeço a Deus pela minha vocação Religiosa e por minha profissão onde me realizo “FAZENDO O BEM, ALEGRANDO, TORNANDO OUTROS FELIZES E CONDUZINDO AO CÉU” realizando a missão, legado de Madre Francisca Lechner.

Irmã Marlene   Dantas da Silva, FDC

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Mensagem de Natal enviada por Irmã Maria Therezia FDC


“A verdadeira fé no Filho de Deus feito carne é inseparável do dom de si mesmo, da pertença à comunidade, do serviço, da reconciliação com a carne dos outros. Na sua encarnação, o Filho de Deus convidou-nos à revolução da ternura.” (EG 88).
Este laço indissolúvel entre a recepção do anúncio salvífico e um efetivo amor fraterno exprime-se nalguns textos da Escritura, que convém considerar e meditar atentamente para tirar deles todas as consequências. (...) A Palavra de Deus ensina que, no irmão, está o prolongamento permanente da Encarnação para cada um de nós.” (EG 179).
Cada ser humano é objeto da ternura infinita do Senhor, e Ele mesmo habita na sua vida. Na cruz, Jesus Cristo deu o seu sangue precioso por essa pessoa. Independentemente da aparência, cada um é imensamente sagrado e merece o nosso afeto e a nossa dedicação. Por isso, se consigo ajudar uma só pessoa a viver melhor, isso já justifica o dom da minha vida. É maravilhoso ser povo fiel de Deus. E ganhamos plenitude, quando derrubamos os muros e o coração se enche de rostos e de nomes!” (EG 274).
Aprendamos a repousar na ternura dos braços do Pai. Continuemos no empenho total, mas deixemos que seja Ele a tornar fecundos, como melhor Lhe parecer, os nossos esforços.” (EG 279).
Maria é aquela que sabe transformar um curral de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura. Ela é a serva humilde do Pai, que transborda de alegria no louvor. (...) Como uma verdadeira mãe, caminha conosco, luta conosco e aproxima-nos incessantemente do amor de Deus.” (EG 286).
Há um estilo mariano na atividade evangelizadora da Igreja. Porque sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto. Nela vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos, mas dos fortes, que não precisam maltratar os outros para se sentir importantes. (...) Maria sabe reconhecer os vestígios do Espírito de Deus tanto nos grandes acontecimentos como naqueles que parecem imperceptíveis. É contemplativa do mistério de Deus no mundo, na história e na vida diária de cada um e de todos. (...) Esta dinâmica de justiça e ternura, de contemplação e de caminho para os outros faz dela um modelo eclesial para a evangelização. Pedimos-lhe que nos ajude, com a sua oração materna, para que a Igreja se torne uma casa para muitos, uma mãe para todos os povos, e torne possível o nascimento dum mundo novo.” (EG 288).
·ó·ó·ó·
Escolhi estas passagens da Exortação Evangelii Gaudium, do Papa Francisco, para refletirmos em comum neste santo Natal de Jesus Cristo, desejando Sua presença em nossos corações.
Permaneçamos também neste Ano Novo no Amor de Deus que se fez ternura nascendo criança!

Irmã Maria Therezia FDC

Festejos e votos natalinos em várias comunidades da PRONEVES!














ESTA É A MINHA HISTÓRIA


Meu nome como Religiosa é Irmã M. Judith Vieira de Farias. Pertenço à Congregação das FILHAS DO AMOR DIVINO, fundada na Áustria por Madre Francisca Lechner.
            Nasci na pequena Vila de Desterro, então município da cidade de Teixeira, no Estado da Paraíba. Meu pai era agricultor e minha mãe costureira. Sou a quinta filha numa prole de oito filhos que meus pais criaram com amor e dedicação. Formávamos uma família pobre, mas, profundamente cristã, unida e feliz.
            Minha mãe cada ano tinha um filho. Após o nascimento do 5º filho, nasceu a pequena Marluce, que faleceu vítima de coqueluche aos dois anos de idade, doença que tem hoje cura mais fácil, porém, à época, era bastante perigosa e vitimava muitas crianças. Dois irmãos meus também faleceram em tenra idade. Depois continuou nascendo meninos e meus pais desejavam outra menina, provavelmente para substituir Marluce. Então, fizeram uma promessa (não sei a qual santo), para que nascesse uma menina. Na noite de Natal de 1935, na hora da Missa, eu nasci. Não haveria data melhor para eu nascer: dia em que se comemora o nascimento de Jesus Cristo, nosso Salvador. Fui batizada no dia 5 de fevereiro de 1936, recebendo o nome de Maria e logo em seguida consagrada a Nossa Senhora, como era costume na época. Eu até tinha uma madrinha de Consagração. Minha mãe me chamava “minha gaçuda Nita”(gaçuda=graciosa) e assim fiquei sendo chamada por todos da família: Nita.
            Depois nasceu Pedro e em breve minha mãe estava grávida outra vez. Não sei por qual motivo, as pessoas que a conheceram diziam que ela sempre afirmava: “Eu vou morrer neste parto.” Em janeiro de 1939, minha mãe começou a sentir os sintomas para o parto de um irmão que faleceu em seu ventre. Foram vários dias de sofrimento e a criança não nascia. Não havia socorro médico lá e as parteiras, em número de 7, estavam na nossa casa, dizendo ao meu pai que não havia necessidade de ir em busca de médico em Teixeira (a 3 quilômetros de distância), porque a criança nasceria em breve. Quando minha mãe teve febre, meu tio foi em busca do médico,que, ao chegar e verificar o quadro, disse para meu pai: “Você me chamou tarde demais, a criança já está morta há 7 dias.” Foi nesse parto que a família perdeu, ao mesmo tempo, um irmão e minha mãe; a esposa e um filho (para nosso pai). Portanto, aos 3 anos de idade, fiquei órfã. Meu irmão de apenas 11 meses – Pedro foi para a casa do meu avô e eu fui para a casa de minha tia e madrinha de batismo, Luzia Alves de Farias.
No processo do parto, minha mãe, ao ficar doente e sentir a morte se aproximando, chamou meu pai e pediu que ele cuidasse de mim e não me deixasse sofrer. Ela também tinha ficado órfã ainda recém nascida e havia sofrido muito da madrasta. Sua mãe também faleceu de parto. Meu pai procurou cumprir o que a ela prometera, sempre me protegendo.
Logo depois da morte de minha mãe, meu pai começou a nos preparar para uma futura substituta de nossa mãe. Ele dizia constantemente: “Sua mãe estava muito cansada e Nosso Senhor a levou para o céu, mas ela vai enviar uma pessoa para substituí-la, a qual vocês chamarão de “mamãe”, pois ela será a substituta de sua mãe” e o meu irmão mais velho repetia isto para mim.
Meu pai casou-se um ano depois, com uma jovem de 15 anos, criada com os avós e educada pelo Padre da Paróquia de Teixeira, que fundou uma escola em Desterro e dava assistência espiritual, aulas de formação e boas maneiras semanalmente na escola. Ela, apesar de muito jovem, foi sempre maravilhosa, cumprindo fielmente os deveres de esposa e mãe. Meu pai e ela eram muito unidos e felizes. Continuamos sendo uma família feliz.
Aos 7 anos fiz a Primeira Eucaristia. Meu pai me preparou cuidadosamente para este dia. Todas as noites, após o jantar ele me dava lições de catequese e doutrina, não lembro por quanto tempo. O certo é que fui preparada por ele para o meu primeiro encontro com Jesus Eucarístico.
Meu pai teve apenas 3 meses de escola, mas, sozinho, buscou sua própria formação intelectual. Lia muito e estimulava todos nós à leitura, assinando revistas, jornais e comprando livros bons para a nossa formação. Ninguém falava errado na minha casa, porque cada um corrigia o outro quando isto acontecia. Tínhamos a revista “Seleção”, muito apreciada por todos nós, livros, jornais e revistas que ele solicitava da Editora Vozes de Petrópolis, RJ.
Aos 12 anos nasceu minha primeira irmã, filha de meu pai e minha madrasta. A alegria que tive com seu nascimento é indescritível. Dois anos depois, nasceu a minha segunda irmã.
E assim fui crescendo e desenvolvendo o desejo de me dedicar à Vida Religiosa.
Desde a minha mais tenra infância, pensava seriamente em um dia dedicar minha vida ao Senhor. Eu tinha uma tia Religiosa da Congregação das Irmãs de Sta. Catarina de Sena. Aos 12 anos outros pensamentos vieram à minha mente e eu abandonei um pouco esta idéia. Tive namorados, mas no estilo da época: somente conversa, pois as moças tinham uma consciência muito forte da necessidade de guardar sua integridade perante a sociedade de Desterro que vigiava e velava pelas suas jovens. Para nós, isto era algo natural,
No dia que completei 15 anos, meu irmão Juvenal, que era meu amigo mais fiel, muito inteligente, uma voz lindíssima, após retornarmos das festividades natalinas da Vila, teve uma parada cardíaca (assim penso), ou aneurisma cerebral (não sabemos bem), falecendo, aos 21 anos de idade, após várias horas de intensa agonia, com fortes convulsões e muito sofrimento para toda a família. Ele desejava entrar na Ordem dos Franciscanos, mas não conseguiu o apoio necessário. Este acontecimento chocou-me profundamente. A partir daí, fui profundamente tocada pelo Senhor e decidi consagrar minha vida a Ele para sempre. Escrevi para minha tia freira expressando meu desejo. Recebi a resposta confirmativa, mas meu pai se recusou a permitir, porque tinha mágoas da família de minha mãe que o acusava como responsável pela sua morte. Mas a decisão estava tomada e eu não mais voltei atrás.
Depois de muito diálogo e busca, o mesmo sacerdote que colaborou na formação de minha madrasta, conseguiu uma vaga no Colégio Cristo Rei em Patos-PB, dirigido pelas Filhas do Amor Divino. Lá fiquei interna, mas como meu pai não podia pagar meus estudos e muito menos internato, trabalhava ajudando às Irmãs. Lá eu tinha várias primas ricas estudando internas, algumas delas minhas colegas de classe.
Após dois anos fui para Natal, iniciando lá minha formação como Candidata, Postulante, Noviça, etc. Foi assim que iniciei minha consagração a Deus e me preparei para meus primeiros Votos Religiosos.
Meu pai veio de Desterro para participar da solenidade dos meus Primeiros Votos. Foi a primeira vez que ele saiu daquela região onde morava.
Estando na Congregação, após um breve intervalo, continuei meus estudos. Sempre fui muito estudiosa, sempre conseguindo os primeiros lugares. Fiz o curso de Pedagogia, depois Teologia na Universidade Católica de Petrópolis, Teologia Maior no Seminário da Prainha em Fortaleza, juntamente com os Seminaristas. Sempre tive um carisma especial para ensinar e fui sempre muito querida dos alunos.
Depois de um longo período como professora, fui para a Inglaterra colaborar com as Irmãs que são poucas naquela Província e necessitam que outras Províncias enviem Irmãs para ajudá-las a continuar no seu apostolado. Lá tive experiências lindas, participando de um movimento com os jovens nas diversas escolas, junto com outros Religiosos, seguindo um Programa de evangelização e formação intenso, durante 3 anos, na região dos mineiros, onde me senti muito em casa. De lá fui para Roma, onde fiz o Curso de Teologia Espiritual na Universidade do Teresianum, pertencente à Ordem dos Carmelitas. Foi um período pleno de graças e bênçãos do Senhor.
Após vivenciar esta experiência, retornei ao Brasil, onde assumi a Direção da Escola Cônego Monte em Natal. Após 6 anos, fui novamente para a Inglaterra, onde permaneci por 3 anos na região de Norfolk. Lá fundei o grupo dos Associados Amor Divino e ensinava Religião nas classes dos anos 7,8 e 9. Foi uma experiência um pouco difícil para meu jeito de ser, uma vez que lá é a região da Rainha e o povo é bem mais aristocrático. Eu me sinto melhor no meio dos simples.
De volta outra vez ao Brasil, fundei os Associados do Amor Divino e a Juventude Amor Divino, um movimento de leigos que procuram viver a espiritualidade e o carisma de Madre Francisca Lechner, fundadora da Congregação das Filhas do Amor Divino.
Em 2009, estive por 3 meses nos Estados Unidos realizando um trabalho em uma de nossas Províncias – a Província São José – sobre nossa experiência com a Pastoral da Juventude e com a Pastoral Vocacional.
No momento sou Superiora da Comunidade Nossa Senhora das Vitórias em Assu, coordeno o movimento que fundei em toda a Província Nossa Senhora das Neves e ensino Antropologia Teológica na Faculdade Católica da PRONEVES.
Assumo tudo que me é confiado com muita responsabilidade, amor e alegria. Sinto-me feliz falando de Jesus Cristo e da minha Congregação. Sou muito solicitada para pregar retiros, fazer palestras, dirigir encontros etc.
Sinto-me querida das Irmãs, dos alunos de todas as idades e classes sociais.
Desde a morte do meu irmão, Jesus passou a ser o único da minha vida e a Ele peço a graça da perseverança até o final de minha vida.
Quero conservar a minha juventude interior e a minha alegria de viver sempre até o dia que Ele me chamar, quando desejo ir ao Seu encontro sorridente e feliz, consciente de que realizei o Projeto que Ele determinou para mim.

Assu, 25 de dezembro de 2013.
                                                                  Festa do NATAL DO SENHOR


Irmã M. Judith Vieira de Farias,FDC

            

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

HOJE VENHO FALAR DE SOLIDARIEDADE E PARTILHA


Neste domingo 22 de dezembro de 2013, teve inicio no Auditório da PRONEVES-EMAÚS, um BAZAR BENEFICENTE em prol da VILA MARIA.


O que é a VILA MARIA? É considerada o coração da Província porque é um lugar de muita oração e benção; esta é  a comunidade religiosa da Congregação das Filhas do Amor Divino, que acolhe as Irmãs idosas que não tem como ficar nas outras comunidades da Província Nossa Senhora das Neves. 


Na vila Maria elas recebem cuidados especiais com acompanhamento médico, serviço de enfermagem, terapia ocupacional, fisioterapia entre outros.


 Venha participar do Bazar, que se estenderá até o dia 06 de janeiro de 2014, venha visitar e/ou conhecer o lar de nossas Irmãs que dedicaram sua juventude a serviço do Reino de Deus e na construção de um mundo mais fraterno realizando a missão de: Revelar o Amor de Deus através do nosso Carisma. Sua presença é motivo de alegria para todos nós.


Vejam um pouco do que ainda está em venda em nosso Bazar, e venha conferir todos os artigos e comprar o presente de Natal, fazendo seu gesto solidário. 




Desde já agradecemos a todos e desejamos um FELIZ NATAL E ABENÇOADO ANO NOVO DE 2014.


Postagem feita por: Ir.Raimunda.FDC

Uganda: 15 anos de atividades
das Irmãs do Amor Divino

Há mais de 15 anos como missionária no Uganda, a Irmã Alaide Mior, gaúcha de Iraí, da Congregação das Filhas do Amor Divino, vive numa comunidade, em Ruskooka, na arquidiocese de Mbarara, distante da capital em torno de 500 km.

Sua atividade missionária sempre foi na Paróquia São Francisco, onde os freis franciscanos,como comunidade internacional de missionários, dedicam sua vida aos mais abandonados da humanidade e vivem uma pobreza extrema. Conta a Irmã Alaide: “cheguei em outubro de 1998 e até janeiro de 2013, trabalhei como Enfermeira. Era chamada a "dotora” da região, porque era a única pessoa habilitada para atender os doentes. Rushooka é um pequena aldeia, entre vales e montanhas, onde a maior riqueza são as crianças. Na época, não havia água, eletricidade, carro, moto, telefone, jornal, rádio e muitas outras coisas. Inicialmente moramos numa pequena casa, entre o povo na vila, comendo e vivendo como eles”.
Passados 13 anos, a situação melhorou. Como fala o nosso Arcebispo, Dom Paulo Bakyenga: "Agora em Rushooka, corre leite e mel. Enfrentando muitos desafios, mas animadas pelo único desejo de trazer ao povo sofrido, uma melhor qualidade de vida, humana e espiritual, hoje vemos o nosso objetivo alcançado.
Agora continuamos a apoiar e sustentar o povo na caminhada”. O vilarejo conta com água, trazida das montanhas, eletricidade, Unidade de Saúde cujo Laboratório é a referência para toda a região, especialmente para o tratamento da AIDS; casa de moagem; Centro da Mulher e trabalho com órfãos. As duas comunidades missionárias, a dos Franciscanos e a Congregação das Filhas do Amor Divino, são os "marcos referenciais convergentes" para todo o povo. 
São muitos os fatos acontecidos, mas menciona apenas alguns relativos à saúde. Faz questão  de retratar alguns fatos vividos no dia-a-dia, para vermos sua real existência: “As famílias diariamente trazem seus doentes graves, em padiolas, carregando-os entre quatro pessoas, subindo e descendo montanhas, caminhando, muitas horas. Chegam na Unidade de Saúde sem as mínimas condições: com fome, sem dinheiro, emagrecidos, mas com grande esperança
de que ali eles, encontrarão alívio e serão acolhidos.
Algumas vezes, os mais favorecidos, trazem uma cana de açúcar ou um ovo... e, se ajoelham na frente da gente para entregar a gratificação, rezam e agradecem de mãos postas. A maioria do povo faz uma refeição por dia, ali pelas 15 horas, a qual consiste num prato de banana, chamada matooke, que é cozida e esmagada, sem nada, feijão ou pocho, que é um mingau de farinha de milho, também sem nada misturado e sem sal. Em época de seca, eles se alimentam com folhas verdes, que chamam de Dodô que colhem onde as encontram. São cozidas somente na água. Carne, só quem tem melhores condições,.Fazem economia durante o ano para comprar um pouquinho de carne para o Natal e para a Páscoa. Uma das maiores alegrias deles é poder comer um pedacinho de carne. Nós, Irmãs, compramos dois quilos, no final de semana e a dividimos, entre 23 pessoas”.
Alegrias e dificuldades

Mas a vida não é um mar de rosas. Ir. Alaide aponta as principais dificuldades que enfrentam a cada dia. A principal delas é ver tanta gente morrendo por falta de recursos. Aí vem a corrupção governamental; a falta de maiores informações entre o povo; o alto índice de pessoas infectadas pela AIDS e a negação de ajuda por parte de pessoas com condições financeiras e de Instituições para sustentar os missionários que se dedicam inteiramente a missão.
A missionária aponta a força física e espiritual que nos sustenta o duro trabalho do dia. Ressalta o espírito de Ação de Graças do povo pela vida. Também quando se recebe alguma ajuda financeira para ajudar a sustentar a missão é uma alegria para todos. Mas sobretudo a proteção de Deus e sua presença sensível no meio do povo sofrido. Por isso, o bem que se consegue realizar a cada dia constitui uma realização para toda a comunidade.

Escolha de Deus

Penso que não foi escolha minha esta vocação para a Vida Religiosa. Senti que foi Deus que me escolheu e me enviou, ao ser lançado o convite para toda a Congregação, para ser missionária na Africa. No Brasil, onde trabalhava, nada me faltava e era feliz. Aqui, com todos os desafios da missão nunca me senti infeliz ou com vontade de retornar à minha pátria. Compreendo que em qualquer lugar posso ser missionária, fazendo aquilo que Jesus fazia. Por isso para mim ser missionária é seguir Jesus, o missionário do Pai, e fazer o que Ele fazia junto ao seu povo da época. Me apoio em Jesus Cristo para viver minha fé, assim como Jesus se apoiou no Pai até sua morte na cruz”. 
Esta comunidade do Amor divino está em constante contato com a Congregação, através dos meios de comunicação. Mas para Ir. Alaide “convicta de que fui escolhida e enviada, deixei tudo por amor a missão, mesmo com o coração sangrando. A experiência me faz sentir que as relações, os laços de amizade e afeto se tornaram muito mais fortes e profundos e de  qualidade, sem muita comunicação, mas com muita oração e unidade”. 

Mestra das Noviças

Hoje a atuação de Ir. Alaide é outra, sem deixar de ser missionária. “Desde Janeiro de 2011 fui
transferida para a Casa de Formação, que fica há 100 kilometros de Rushooka. Me ocupo com a formação para a Vida Religiosa das jovens africanas que desejam ser Filhas do Amor Divino. Minha missão atual é ser Superiora da comunidade e Mestra das Noviças. Atualmente temos sete candidatas. É mais uma rica experiência que me foi dada por pura gratuidade do Senhor” - termina Irmã Alaide.

Ir. Marlene Weber

Crianças da comunidade

sábado, 21 de dezembro de 2013

Dalcides Biscalquin manda felicitações natalinas para a Ir. Ana Siberlly e o Coral da Infância Amor Divino


Irmã Ana Siberlly e Coral da Infância Amor Divino; 
Natal somos nós, quando decidimos nascer de novo, a cada dia, nos transformando e fazendo o bem a todos.
Somos pinheiro de Natal quando resistimos às dificuldades da vida.
Somos sinos de Natal quando chamamos as pessoas para a Igreja, ou levamos a Igreja até suas casas.
Somos as bolinhas de Natal quando nossos gestos de bondade tornam a vida mais colorida e bonita.
Somos luzes de Natal quando amamos o próximo e iluminamos o seu caminho.
Somos presépio de Natal quando nos tornamos simples, pobres para acolher a todos.
Somos Anjos do natal quando cantamos a glória de Deus e vivemos a paz sobre a terra.
Somos pastores de Belém quando, mesmo no meio da noite e da escuridão, procuramos Deus.
Somos Reis Magos quando não medimos esforços para encontrar Deus.
Somos estrelas de Natal quando conduzimos alguém para Deus.
Somos a ceia de Natal quando saciamos a fome dos pobres.
Somos a noite santa do Natal quando, reunidos no amor, atraímos a presença de Jesus, pois Ele mesmo disse: "Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome eu estarei no meio deles" (Mt 18,20). 

FELIZ NATAL!!! E um ANO NOVO de Bençãos e Graças dos Céus!!
Com carinho ,
Dalcides

PROGRAMA DE VIDA DA SERVA DE DEUS MADRE FRANCISCA LECHNER- Interpretação Irmã Therezinha Norma Kliemann FDC

      
                                        
Interpretação - Irmã Therezinha Norma Kliemann - FDC  
 
  PROGRAMA DE VIDA: UM GRANDE TESOURO
 
O Programa de Vida da Serva de Deus Madre Francisca Lechner pode ser comparado ao " Tesouro escondido no campo". Debruçar-se sobre ele , é encontrar muitas " pedras preciosas ". ( cf. Mt. 13) 
A interpretação do Programa de Vida, em forma de versos, fundamenta-se na no mistério da TRINDADE, tendo na base a Igreja , nossa Mãe , mestra e guia. Contempla os dons do Espírito Santo como também alguns frutos do Divino Amor.
O grande tesouro congregacional o lema: "Tudo por Deus , pelos pobres e pela Congregação" e o ideal: " Fazer o bem , tornar feliz e conduzir ao céu" , foi a motivação do ensaio interpretativo do Programa de Vida.
Desejo aos leitores que se empenhem sempre mais em encontrar as preciosidades contidas no Programa de Vida de nossa amada Serva de Deus Madre Francisca Lechner , para que seu processo de Beatificação se concretize.
Dedicamos esta interpretação à Trindade Santa - Deus Pai- Mãe que nos ama , Deus Filho , que nos chama para sua missão e Deus Espírito Santo que nos santifica e nos envia para anunciar o Reino de Jesus Cristo e à proteção de Nossa Senhora da Anunciação , a Mãe do Amor Divino .
 
             Irmã Therezinha Norma Kliemann,    FDC                               
 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Celebrando as Márteris do Drina


A Comunidade Nossa Senhora das Neves festejou o dia das Márteris do Drina com uma Celebração Eucarística na Capela da Residência, celebrada pelo Capelão Padre Charles.


 Na ocasião cinco Irmãs: Aparecida Graciele, Edneide, Heloisa, Francisca e Elizabele seguiram em procissão cada uma com uma flor vermelha fazendo memória. 




Obrigado Padre Charles por celebrar este momento conosco.

APROVAÇÃO DE GUSTAVO NO MESTRADO EM CIÊNCIAS AGRÁRIA

Gustavo José Barbosa foi um dos fundadores do Movimento Amor Divino  e compartilhou com Ir. Judith mais uma vitória alcançada em sua vida. O próprio esccreveu: Fui aprovado para o mestrado em Ciências Agrárias - Agroecologia da UFPB, aqui em Bananeiras. Com a graça de Deus inicio o curso em março de 2014.
Parabéns Gustavo. É muito agradável compartilhar sua felicidade. Conte sempre com as nossas Orações.


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Os ASSOCIADOS AMOR DIVINO rejubilam de alegria!

Foi divulgado hoje a medalha que todos Associados depois de formação receberam para identifica-se para sempre com esta forma de vida.
Em breve mais informações sobre o significado do símbolo... 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

XXIV CAPÍTULO PROVINCIAL


"Nenhuma trabalho sem boa intenção. Nenhuma alegria sem um obrigado a Deus"
(Madre Francisca Lechner)

No período de 01 a 04 de dezembro do corrente ano, aconteceu na Casa Provincial em Emaús - Parnamirim/RN o XXIV Capítulo Provincial da Província Nossa Senhora das Neves. Contou com a presença 37 Irmãs capitulares.


Novo Governo Provincial - Superiora Provincial Ir. Ana Carla de Melo Silva e conselheiras eleitas no XXIV CAPÍTULO PROVINCIAL: Ir. Naim Guedes Bezerra, Ir. Maria Beatriz Medeiros, Ir. Maria Adelita Ferreira e Ir. Magna Lira Rodrigues.





Durante o Capítulo foi nomeada para Mestra de Noviças, Ir. Maria Lúcia Domingos.
  






 A Ir. Rosa Lídia dos Santos animou o Capítulo com uma linda paródia


O encerramento do Capítulo Provincial ocorreu no dia 04/12/2013 às 17 h no auditório da casa provincial com uma Celebração Eucarística presidida pelo Arcebispo Dom Jaime Vieira Rocha e co-celebrada pelos Arcebispo emérito Dom Heitor de Araújo Sales e Dom Matias de Patrício Macedo e Sacerdotes.




Após o momento da comunhão a Vice-Provincial Ir. Naim, leu o decreto de nomeação da Provincial e Ir. Adelita leu uma carta escrita pela Ir. Nivalda conselheira geral.


Em seguida Iraneide Medeiros fez um discurso de acolhida em nome dos grupos Associados, Juventude e Infância Amor Divino.


A Provincial Ir. Ana Carla fez o discurso de posse e agradecimento.


Que a proteção divina acompanhe Ir. Ana Carla e seu conselho concedendo-lhes sabedoria para compreender a vontade de Deus.

Postagem  feita por Nilzete Palhares.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

IRMÃ MARIA DE LOUDES DIAS DE AZEVEDO -FDC


Maria de Lourdes Dias de Azevedo (Irmã Ana Dias de Azevedo) nasceu na fazenda Umari – Município de Caicó – RN, no dia 19 de outubro de 1933. Filha do casal João Dias de Azevedo e Inácia Maria de Azevedo. Tiveram 16 filhos: 10 homens e 06 mulheres. Vim de uma família muito piedosa onde se rezava o terço diariamente em família. O Ofício de Nossa Senhora, era rezado - todos os sábados, às quatro horas da madrugada. Mamãe e Papai foram nossos primeiros catequistas, ensinado - nos a rezar e a temer a Deus. Tínhamos em casa a Bíblia, 1º Catecismo da Vida Cristã e pequenos livros de orações. Minha família era muita devota de: Nossa Senhora, São José, São Francisco, Senhora Santana e Espírito Santo. Os primeiros 12 filhos estudaram o primário na Fazenda Umari, com uma professora muito boa e cristã que ensinava o catecismo aos alunos preparando para 1ª Eucaristia, e todos os anos mandava celebrar uma Missa na mesma Fazenda. Dom José Delgado costumava passar férias na Fazenda e também tinha muito contato com os franciscanos de Recife. Essa professora tinha uma biblioteca muito rica de livros bons e ela sempre abria para os alunos. Com 15 anos de idade eu ajudava a ela na escola, pois já tinha terminado o 4º ano. Alfabetizava os pequenos e também os adultos. Nunca tive contato com freiras. Lia muito sobre Santa Terezinha e outros Santos e Santos. Aos 16 anos fui a Recife com esta professora e também Patroa, doma da Fazenda. Belriss Medeiros, uma verdadeira apóstola e missionária, filha de Goianinha e aluna da 1ª turma de normalistas do rio G. do Norte. Em Recife, fomos ao Carmelo falar com as irmãs, pois eu dizia a esta professora que desejava ser religiosa da Congregação de Santa Terezinha. Não me aceitaram por ser muito nova e exigiam um grande dote e numeroso enxoval. Desisti logo. Conheci as Irmãs de Caridade em Caicó, mas tinha pouco contato com as mesmas. Falei com elas, que me aceitaram, mas por a Fazenda ser muito longe da cidade de Caicó, tornava-se difícil a nossa comunicação e mamãe não aceitava, pois eu era considerada a sua mão direita. Além disso, tinha que viajar para o Rio de Janeiro, pois a formação delas era lá e tinha que contribuir com o dote e o enxoval. Sem esquecer que a passagem também era por minha conta. Desisti. Então Irmã Francisca Medeiros veio passar as 1ª férias em casa ( 3 dias) em Caicó. A mesma vinha transferida do Rio G. do Sul para Caicò. Falei com ela sobre o meu desejo e os empecilhos que havia encontrado a procura de outras Congregações. Ela então me orientou e ai deu tudo certo. Os caminhos foram se abrindo as trevas e dificuldades desaparecendo. Todo mês ia ao Colégio, aproveitando a ida para as reuniões das Professoras Rurais com D. Maria Francisca Diniz e Pe. Ônio . Falei também com ele que queria ser freira mais que já tinha encontrado muitas dificuldades. Ele e monsenhor Walfredo Gurgel foram maravilhosos dando-me toda orientação. Irmã Francisca foi uma mãe. Meu pai, criado na Fazenda, quando jovem, quis muito ser muito franciscano. Mas os planos de Deus são outros. Monsenhor Walfredo, disse para PE Onio e Irmã Francisca: “Essa é uma vocação refinada e não tem nenhuma influência. É nata. Deus puxou pelos cabelos e segurou”. Hoje com 80 anos de vida, 59 de vida consagrada, só tenho que louvar ao Senhor e a agradecer, bendizer por todos os benefícios que tem feito e faz por mim. Ele me escolheu, me chamou e me deu coragem, força e amor para que eu seja sempre fiel e persevere até o fim. Amém.

Emaús, 21 de novembro de 2013.

Irmã Maria do Socorro Fernandes Moreira - FDC

Irmã Maria do Socorro Fernandes Moreira, filha do casal Ademar Cavalcante Meira e de Teresinha Moreira Cavalcante, nasceu em no sítio Maçarico – município de Uiraúna- PB, No dia 08 de novembro de 1956. Nascida de uma família de onze filhos sendo ela a segunda
Filha do casal, é de uma família católica de muita devoção aos Santos, e teve uma infância simples no sítio, brincando muito de boneca até aos 18 anos com suas irmãs. Ajudava a mãe a cuidar dos irmãos. Fez a sua primeira Eucaristia, com 12 anos e sua mãe foi quem lhe ensinou a rezar e a conhecer a Deus. Certo dia o Pai comprou um Radio de pilha o que foi uma grande alegria para os filhos. Socorro começou a escutar os programas dos padres na Rádio Auto - Piranhas de Cajazeiras Pb. Quando o Padre Cleide assumiu a Paróquia da Uiraúna ele fundou uma comunidade de Irmãs ( Paroquiais) e começou a divulgar na Radio os encontros de jovens que quisesse ser religiosas. Socorro foi ao primeiro encontro e lá ouviu o padre falar de vários nomes de congregações. Mas o nome Amor Divino cativou imediatamente a Irmã Socorro. Conversei com Irmã Celina de Andrade que estava na festa da Sagrada Família, por ser filha da cidade de Uiraúna. Ela me trouxe para Curais Novos, a fim de conhecer mais a Congregação. Ela se tornou um verdadeiro anjo na minha vida pois fez com eu conhecesse a Irmã Nivalda, Provincial na época. Fiquei na casa das Irmãs de Currais Novos, e estudava e trabalhava. Pessoas que foram e são estímulos para mim. Irmã Celina Adriano, Irmã Hemenegilda, Irmã Miquelina e Irmã Armanda. São irmãs que para mim, na sua simplicidade, testemunham o Amor Divino.
Que o mesmo Senhor que me atraiu com este Amor Divino me guie e oriente e me ajude a ser fiel até o fim de minha vida.

Luíza Maria da Silva (Irmã Carmem da Silva FDC)

Luíza Maria da Silva (Irmã Carmem da Silva) nasceu no Sítio Roças – município de Santana do Mato – RN, no dia 8 de novembro de 1919, segunda filha do casal João Camilo da Silva e Francisca Maria da Silva. Entrou na vida religiosa com 16 anos de idade, em Assu. O pai, percebendo que queria ser religiosa, colocou-a no sítio para passar um ano sem contato com as irmãs de Assu, pois achava que estava sendo influenciada pelas mesmas. Luíza obedeceu a seu pai e ficou um ano sem estudar, reclusa no sítio. O pai arranjava namorados para ela e pedia às pessoas que arrumassem namorado para a mesma para que ela se esquecesse do convento. Quando terminou o ano de provação, ela falou para o pai: Pai, eu lhe obedeci, perdi um ano de estudos, agora eu quero que o senhor faça a minha vontade me deixandoeu ir para o convento ser religiosa. Aí, ele pensando que eu havia esquecido, disse: Você já vem com essa mesma história de ser religiosa? Aí começou a chorar. Mas vendo minha resistência, mandou que alguém me levasse no colégio e chorando disse: Não vou lhe dar nada. E nunca mais quero lhe ver. Foi para Assu e Irmã Josefina recebeu muito bem. Lá vestiu a roupa de candidata e ficou estudando. Quando chegou o tempo de vestir o hábito pediu ao pai o hábito, mas ele não deu. A mãe, entretanto, dava escondido tudo que ela pedia. Antes do dia da vestição pediu para que o pai fosse visitá-la. Ele foi, e chorou muito ao ver sua filha vestida de noiva. Daí em diante, fez as pazes com Luíza, mas quando tinha oportunidade de falar com ela dizia sempre: Milha filha você não vai agüentar esta vida dura. Pois sabia que ela tirava leite das vacas , puxava água no cacimbão, e limpava o sítio do colégio de enxada. Com todo sofrimento e sacrifícios na vida religiosa, nunca pensei em deixar o convento. Hoje sou feliz aqui na Vila Maria e estou até fazendo uma poesia para Irmã Paulina que não pára de ajudar a todos que precisam dela. Sou uma apaixonada por Nossa Senhora e escolhi o nome de Irmã Carmem porque sempre fui devota de Nossa Senhora do Carmo.
Texto dito por Irmã Carmem e escrito por Irmã Expedita.


"Maria Gonçalves de Lima – Irmã Justina Gonçalves de Lima. Primeira filha do Sr. Manoel Crispim Gonçalves e Maria Alexandrina de Lima. Teve 9 irmãos. Nasceu no dia 24 de outubro de 1924 e entrou no convento em 1944 com 19 anos. Já morou em Assu, Natal, Rio de janeiro, Maceió, Serra Branca, e hoje na Vila Maria. Antigamente era diferente: tudo era com muito rigor mais era assim mesmo e era melhor do que hoje. Antigamente era tudo na linha, mas era bom e havia obediência e unidade entre as irmãs. Em Assu deixou cair uma lata no cacimbão e Irmã Josefina obrigou a tirar a lata dos fundos do cacimbão, descendo na escadinha do cacimbão numa profundidade de 20 metros. Eu obedeci e achei que era aquilo mesmo. Não tinha raiva de ninguém e não achava nada difícil. Hoje existem coisas piores do que antigamente. O que, por exemplo? Hoje existe o problema de convivência, o que não existia antigamente.

Palavras textuais de Irmã Justina. Esta está um pouco esquecida. Não teve condições de falar muita coisa.

Irmã Expedita"

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Dia Nacional do Doador de Sangue, Infância Amor Divino faz Homenagem no Hemonorte




No dia 25 de novembro as crianças do Coral do IAD juntamente com sua coordenadora Ir. Siberly Aguiar, o professor Francisco e a coordenadora do SER Jodalva marcaram presença no Hemonorte, a convite da Diretora Linete Rocha.








As crianças prestaram sua homenagem entoando belíssimas canções sob a regência do Professor Francisco. 

 







A apresentação foi belíssima e muito agradou aos presentes. A demonstração se deu pelos aplausos a cada música cantada.


Postagem feita por Nilzete Palhares.