quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Papa: é possível sonhar um mundo sem fome. Falta vontade política


Ação conjunta baseada na solidariedade e na justiça: este é o fulcro da mensagem que o Papa Francisco enviou ao Diretor Geral da FAO, José Graziano da Silva, por ocasião do Dia Mundial da Alimentação.
Celebrado em 16 de outubro, o tema deste ano é “As nossas ações são o nosso futuro. Um mundo com Fome Zero em 2030 é possível”.
Tristeza e amargura
No texto, o Pontífice lamenta que não cessa de aumentar o número de seres humanos que passam fome.
“ Quando falta a solidariedade, todos estamos cientes hoje de que as soluções técnicas e os projetos, mesmo os mais elaborados, não são capazes de enfrentar a tristeza e a amargura de quem sofre por não conseguir alimentar-se de maneira suficiente e saudável. ”
Este não pode ser simplesmente mais um Dia, escreve o Papa, mas deveria servir para “ousar transformar em sofrimento pessoal aquilo que acontece no mundo”, pedindo que os Estados e sociedade civil redobrem os esforços para combater a fome.
Vergonha
Francisco fala de vergonha pelo fato de não se registrar avanços em humanidade e solidariedade ao mesmo passo dos avanços nos campos da tecnologia e da ciência.
“Todos somos chamados a ir mais longe. Podemos e devemos fazer melhor com os desvalidos. Para isso, é preciso passar à ação, de modo que desapareça completamente o flagelo da fome.”
Falta vontade política
O Papa cita a iniciativa a Agenda 2030, com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e Fome Zero, que exigem que as organizações internacionais, como a FAO, envolvam responsavelmente os Estados-membros a fim de empreenderem e levarem a cabo ações a nível local, deixando de lado interesses eleitorais e mesquinhos.
“ Falta realmente vontade política. É preciso querer de verdade acabar com a fome, mas isto não acontecerá se, em última instância e antes de tudo, não houver a convicção ética, comum a todos os povos e às diferentes visões religiosas, que coloca no centro de qualquer iniciativa o bem integral da pessoa. ”
Isso significa abordar uma dimensão estrutural que o drama da fome esconde: a desigualdade extrema, a má distribuição dos recursos do planeta, as consequências das mudanças climáticas ou os infindáveis e sangrentos conflitos que devastam muitas regiões.
Sonhar um futuro sem fome
É preciso assumir, com firmeza e determinação, o problema do outro, defende o Papa.
“Podemos sonhar um futuro sem fome, mas isso só é legítimo se nos envolvermos em processos tangíveis, relações vitais, planos operativos e compromissos reais.”
Via Vatican News


quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Comunidade Shalom promove Mostra Vocacional

A Comunidade Católica Shalom promove até hoje, 11 de outubro, a 5ª edição da Mostra Vocacional, que este ano traz como tema os “25 anos da Missão de Natal”. 
Na oportunidade, acontece o lançamento da revista comemorativa ao jubileu de prata da Missão, além de apresentações artísticas, homenagens e exposições. As exposições ficam abertas ao público a partir das 16 horas. Já as apresentações acontecem sempre a partir das 19 horas. 
Entre as atrações da Mostra estão o espetáculo “Raízes de um Coração”, produzido pelo Projeto Artes; apresentação de um coral com as músicas que mais marcaram a Missão de Natal, além do show de um dos primeiros missionários que veio para a cidade.
A Mostra é preparada pelos vocacionados e aberta a todos os públicos que desejam conhecer mais a vocação e o carisma Shalom. As atividades acontece na casa da Comunidade Shalom, situada na Rua Açu, 705, no bairro de Petrópolis, em Natal.


Pastorais marcam a presença da Igreja junto a parcelas específicas do povo de Deus


Atualmente um conjunto de 21 pastorais integram a ação da Igreja do Brasil junto a parcelas específicas do povo de Deus. Um conjunto delas faz um recorte etário, desenvolvendo metodologias apropriadas e voltando sua atuação para interesses específicos de faixa-etárias, como a Pastoral da Criança, Pastorais da Juventude e Pastoral da Pessoa Idosa.
Outras pastorais tem o mote da mobilidade humana como foco do seu trabalho. Há na CNBB o Setor de Pastoral da Mobilidade Humana que articula o trabalho desenvolvido por pastorais como a Pastoral de Brasileiros no Exterior, Pastoral dos Nômades, Pastoral dos Refugiados, Pastoral da Rodoviária, Pastoral do Turismo, entre outras.
O bispo de Pesqueira (PE), dom José Luiz Ferreira Salles, bispo referencial do Setor de Mobilidade Humana da CNBB, destacou que as pastorais do mundo da mobilidade têm trabalhado no sentido de ser uma presença da misericórdia da bondade de Deus para o povo. Na atual conjuntura, onde há muita mobilidade devido às guerras, violência e a fome, o religioso destaca as iniciativas solidárias para acolher, proteger e integrar os imigrantes e refugiados.
Linguagem e metodologia próprias – Cada pastoral, em sua especificidade, busca atuar junto a um grupo específico levando a presença da Igreja com linguagem e metodologias próprias. É o caso de pastorais que atuam com o povo de rua, com mulheres marginalizadas, portadores do vírus hiv, pescadores, presos e afro-brasileiros.
A CNBB mantém com estes organismos vinculados uma relação que, como prevê o artigo 16º de seu regimento interno, busca favorecer a comunhão e a participação ativa na vida da Igreja. Para tanto, realiza reuniões regulares com os dirigentes dos organismos representativos das diversas parcelas do povo de Deus e dos organismos vinculados à ela bem como promove, periodicamente, encontros mais amplos para reflexão e consulta sobre a Pastoral Orgânica nacional, em vista da realidade do País.
Para que sejam consideradas vinculadas à Conferência, estas pastorais são submetidas a aprovação na Assembleia Geral dos Bispos do Braisl. É necessário que conste de seus estatutos que seguem as diretrizes da CNBB, estejam relacionadas com alguma das comissões pastorais que a entidade designar, que sua diretoria seja escolhida e homologada pela CNBB. Um membro da CNBB, por esta aprovado, acompanha em nome dela a instituição, tendo assento e voto ao menos consultivo, junto à sua direção e Assembleia.
Pastorais vinculadas à CNBB: Afro-brasileira, Aids, Brasileiros no Exterior, Carcerária, Criança, Familiar, Menor, Mulher Marginalizada, Nômades, Operária, Pescadores, Pessoa Idosa, Povo de Rua, Refugiados, Rodoviária, Saúde, Sobriedade, Turismo e Vocacional.
Via CNBB

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Papa: leigos e pastores não tenham medo de sujar as mãos


Um convite a ser “cristãos de verdade”, cristãos que “não têm medo de sujar as mãos, as vestes, quando se fazem próximos do outro. Foi o que disse Francisco na homilia da Missa celebrada na manhã de segunda-feira (08/10) na capela da Casa Santa Marta.
Inspirando-se no Evangelho de Lucas, o Pontífice refletiu sobre os “seis personagens” da parábola narrada por Jesus ao doutor da Lei que, para colocá-lo “à prova”, lhe pergunta: “Quem é meu próximo?”. E cita os assaltantes, o ferido, o sacerdote, o levita, o Samaritano e o dono da pensão.
Não ir além, mas parar e ter compaixão
Os assaltantes que espancaram o homem, deixando-o quase morto; o sacerdote que, quando viu o ferido, “seguiu adiante”, sem levar em consideração a própria missão, pensando somente na iminente “hora da Missa”. Assim fez também o levita, “homem de cultura da Lei”.
Francisco exortou a refletir precisamente sobre o “seguir adiante”, um conceito que – afirma – “deve entrar hoje no nosso coração”. O Papa observou que se trata de dois “funcionários” que “coerentes” com suas funções, disseram: “não cabe a mim” socorrer o ferido. Ao invés, quem “não segue adiante” é o Samaritano, “que era um pecador, um excomungado do povo de Israel”: o “mais pecador – destacou o Papa – sentiu compaixão”. Talvez, era “um comerciante que estava em viagem para negócios”, e mesmo assim:
Não olhou o relógio, não pensou no sangue. “Chegou perto dele, desceu do burro, fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas”. Sujou as mãos, sujou as vestes. “Depois colocou o homem em seu próprio animal, e o levou a uma pensão”, todo sujo… de sangue… E assim tinha que chegar. “E cuidou dele”. Não disse: “Mas eu o deixo aqui, chamem os médicos que venham. Eu vou embora, fiz minha parte”. Não. “Cuidou dele”, como dizendo: “Agora você é meu, não por posse, mas para servir”. Ele não era um funcionário, era um homem com coração, um homem com o coração aberto.
Abertos às surpresas de Deus
O Pontífice falou sobre o dono da pensão que “ficou estupefato” ao ver um “estrangeiro”, um “pagão, porque não era do povo de Israel”, que parou para socorrer o homem, pagando “duas moedas de prata” e prometendo que quando voltasse pagaria o que tivesse sido gasto a mais. A dúvida de não receber o devido insinuou-se no dono da pensão, acrescentou o Papa, “a dúvida em relação a uma pessoa que vive um testemunho, uma pessoa aberta às surpresas de Deus”, como o Samaritano.
Os dois não eram funcionários. “Você é cristão? Você é cristã? Sim, vou à missa aos domingos e procuro fazer o que é justo, menos fofocar, porque eu gosto de fofocar, mas o resto eu faço bem”. Você é aberto? Você é aberto às surpresas de Deus ou é um cristão funcionário, fechado? “Eu faço isso, vou à missa ao domingo, comungo, me confesso uma vez por ano, faço isso, faço aquilo. Cumpro as obrigações”. Estes são cristãos funcionários, que não são abertos às surpresas de Deus, que sabem muito de Deus, mas não encontram Deus. Aqueles que nunca se surpreendem diante de um testemunho. Pelo contrário: são incapazes de testemunhar.
Jesus e sua Igreja
O Papa exortou a todos, “leigos e pastores”, a se perguntar se somos cristãos abertos ao que o Senhor nos dá “todos os dias”, “às surpresas de Deus que muitas vezes, como o Samaritano, nos colocam em dificuldade”, ou se somos cristãos funcionários, fazendo o que devemos, sentindo-nos “em ordem” e sendo forçados às mesmas regras. Alguns teólogos antigos, recordou Francisco, diziam que nesta passagem está contido “todo o Evangelho”.
Cada um de nós é o homem ali ferido, e o Samaritano é Jesus. Ele curou nossas feridas. Fez-se próximo. Cuidou de nós. Pagou por nós. Ele disse à sua Igreja: “Se precisar de mais, você paga, pois eu voltarei e pagarei”. Pensem bem: nesta passagem há todo o Evangelho.
Via Vatican News


sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Infância Missionária intensifica visitas em comunidades de todo Brasil


Crianças e adolescentes são protagonistas na missão da Igreja. Esta é a inspiração que está por trás do trabalho que desenvolve a Infância Missionária, um dos eixos de trabalho das Pontifícias Obras Missionárias (POM), organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Neste mês de outubro, Mês Missionário, cujo lema é “Enviados para Testemunhar o Evangelho da Paz”, a coordenação nacional da Infância Missionária incentiva os cerca de 3.500 grupos de crianças e adolescentes presentes em aproximadamente 75% das dioceses brasileiras a realizar as visitas missionárias.
Irmã Patrícia Souza, secretária nacional da Infância e Adolescência Missionária (IAM), natural de Irani (SC), informa que as visitas missionárias são orientadas por um roteiro com orientações para os grupos.
Segundo o padre Maurício Jardim, diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias, a “missão não é só fazer coisas, mas é o nosso ser. Por isso nossa vida vai dando um sentido maior quando a gente assume a nossa identidade e a nossa natureza missionária”.
Fundada pelo bispo de Nancy (França), dom Carlos de Forbin-Jason, em 1843, o trabalho da Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária auxilia os pais e educadores a despertar gradualmente a consciência missionária nas crianças e adolescentes, animando-as a partilhar a fé e seus bens materiais com crianças e adolescentes de regiões mais necessitadas.
O gesto de doação se concretiza em cada criança e adolescente com seu compromisso de rezar uma ave-maria por dia por todas outras crianças e a colaborar com uma moedinha por mês. A religiosa informa ainda que a Infância Missionária ajuda a promover as vocações missionárias desde a infância, com lema: “Criança ajudando e evangelizando crianças; adolescente ajudando e evangelizando adolescentes”.
A metodologia da Infância Missionária se estrutura em quatro áreas integradas: a) Realidade missionária; b) Espiritualidade Missionária; c) Compromisso Missionário; d) Vida de Grupo. Orientados por assessores (adultos), os grupos são estimulados a realizar ações concretas e a assumir o compromisso missionário, por meio de arrecadações de roupas e brinquedos, visitas à comunidade, entre outros.
A Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária celebrou no mês de maio seus 175 anos de fundação. No Brasil, a data foi comemorada junto a 6ª Jornada nacional da Infância e Adolescência Missionária, no dia 27 de maio, nas dioceses e paroquias, com o tema: “Infância e adolescência Missionária – 175 anos fazendo discípulos missionários para o mundo”.
Durante o ano, a secretária nacional da Infância Missionária informou que os grupos realizam seus encontros e formações paroquiais e diocesanos para os assessores (adultos) e também para os coordenadores (crianças e adolescentes). As crianças e adolescentes ligados à Infância Missionária, segundo a irmã Patrícia, são participantes ativos da vida das comunidades, um dos braços da Igreja no Brasil que dão vida à dimensão missionária junto às crianças e adolescentes.
O que é missão para crianças da Infância Missionária:
“Ajudar todas as pessoas do Mundo inteiro a seguir o caminho de Deus, ir na missa , rezar o terço, a ler a bíblia”
Ana Luiza Guardamor, 11 anos, Minas Gerais
“Espalhar todos os ensinamentos de Jesus, A todas as pessoas que não conhecem e também ajudar o próximo”
Milena, 12 anos, Aracajú (SE)
“Uma coisa que gosto muito da IAM é que ela une o amor e o conhecimento. Como o nosso lema é criança evangelizando criança, eu tenho esperança que quanto mais a gente for alargando o nosso Mundo vai melhorando e com todas as nossas mudanças brevemente nos teremos um mundo muito melhor com crianças tendo os seus direitos”.
Luiza de Castro, 11 anos , Divinopolis (MG)
Via CNBB


Restos mortais de dom Aloísio Lorscheider são transladados para o Santuário de Aparecida

Teve início na manhã do dia 4 de outubro, o ritual de transladação dos restos mortais de dom Aloísio Lorscheider para o Santuário Nacional de Aparecida (SP). Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida, e dom João Inácio, bispo de Lorena (SP), participaram, na manhã de quinta-feira, 4/10, às 8h30, da celebração da transladação dos restos mortais de Dom Aloísio Lorscheider no Convento São Boaventura em Daltro Filho, distrito do município de Imigrante (RS), de onde irão acompanhar o translado até o Santuário Nacional de Aparecida (SP).
Durante a Santa Missa, que também celebrou a solenidade de São Francisco de Assis, o bispo de Lorena listou os exemplos do ‘Santo dos Pobres’, enfatizando em seguida o legado de dom Aloísio, destacando a sua predileção pelos mais necessitados.
“Tinha amor de predileção pelos pobres e excluídos; ele não se calava diante das injustiças”, recordou. Ao finalizar sua homilia, dom Inácio ressaltou ainda: “Dom Aloísio era pessoa de hábito simples, sabia se alegrar com as coisas simples da vida. Ele sabia viver e gostar das coisas boas que Deus coloca à nossa disposição”.
Antes da bênção e oração pelo envio dos restos mortais de dom Aloísio, alguns bispos presentes expressaram a sua alegria pela homenagem e celebração de hoje, dedicada a um dos filhos de São Francisco. Entre eles, dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida (SP). O cardeal Claudio Hummes ressaltou ser uma alegria participar da homenagem e ver dom Aloísio sendo mostrado como um grande modelo de frade, de homem e de bispo.”
Dom Aloísio foi secretário-geral da CNBB de 1968 a 1970. Também exerceu a presidência da entidade por dois mandatos, o primeiro de 1971 a 1973 e o segundo de 1974 a 1978.
Celebrações no Santuário de Aparecida
Hoje, dia 05 de outubro, um carreata sairá do seminário Bom Jesus, sede da arquidiocese de Aparecida, às 8h, com destino ao Santuário Nacional para a primeira celebração eucarística em memória ao arcebispo na cidade da Mãe Aparecida. A santa missa será presidida por dom Raymundo Damasceno Assis, cardeal arcebispo emérito de Aparecida.
Confira os temas refletidos em cada dia de celebração, até o dia 08 de outubro, quando será o sepultamento dos restos mortais de Dom Aloísio na Capela da Ressurreição:
Dia 05 de outubro, às 9h – Dom Aloísio e a devoção a Nossa Senhora Aparecida
Dia 06 de outubro, às 9h – Dom Aloísio na Igreja
Dia 07 de outubro, às 8h – Dom Aloísio e a Arquidiocese
Dia 08 de outubro, às 8h30 – Dom Aloísio e o Santuário Nacional
Com informações do portal: www.a12.com
Via CNBB


quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Papa abre o Sínodo dos jovens: que o Espírito nos dê a capacidade de sonhar

O Santo Padre presidiu na manhã de 03/10, na Praça São Pedro, à solene celebração da Santa Missa por ocasião da inauguração do Sínodo dos Bispos, que se realiza no Vaticano de 3 a 28 do corrente, sobre o tema: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.
O Papa iniciou sua homilia com o trecho do Evangelho de São João, que diz: “O Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará tudo e recordará tudo o que Eu lhes disse”.
Desta maneira tão simples, – disse o Papa – Jesus oferece aos seus discípulos a garantia de que o Espírito Santo os acompanhará em toda a sua obra missionária. O Espírito do Senhor é o primeiro a guardar e manter sempre viva e atual a memória do Mestre no coração dos discípulos e faz com que a riqueza e beleza do Evangelho sejam fonte de constante alegria e novidade. E Francisco exortou os presentes:
“No início deste momento de graça para toda a Igreja, em sintonia com a Palavra de Deus, peçamos insistentemente ao Paráclito que nos ajude a trazer à memória e reavivar as palavras do Senhor, que faziam arder o nosso coração. Memória para que possa despertar e renovar em nós a capacidade de sonhar e esperar. Os jovens serão capazes de profecia e visão, na medida em que nós, adultos ou idosos, formos capazes de sonhar, contagiar e partilhar os nossos sonhos e esperanças”.
Sonhos e esperanças
O Santo Padre expressou seu desejo de que “o Espírito do Senhor nos dê a graça de sermos Padres sinodais, ungidos com o dom dos “sonhos e da esperança”, para podermos ungir os jovens com o dom da profecia e da visão; possa dar-nos a graça de sermos memória atuante, viva e eficaz, que não se deixa sufocar e esmagar pelos falsos profetas, mas levar a inflamar o coração e discernir os caminhos do Espírito. E acrescentou:
“É com esta disposição de dócil escuta da voz do Espírito que viemos aqui, de todas as partes do mundo. Hoje, pela primeira vez, estão conosco também dois irmãos Bispos da China continental, a quem damos as nossas calorosas boas vindas. Com a sua presença, a comunhão de todo o Episcopado, com o Sucessor de Pedro, torna-se ainda mais visível”.
Dilatar os corações
Ungidos com a esperança, – disse Francisco – começamos um novo encontro eclesial, capaz de ampliar os horizontes, dilatar os corações e transformar as estruturas, que hoje nos paralisam, dividem e afastam dos jovens, deixando-os expostos às intempéries e órfãos de uma comunidade de fé que os apoie, de um horizonte de sentido e de vida. A esperança interpela-nos, destronca o conformismo e nos convida a trabalhar contra a precariedade, exclusão e violência, às quais está exposta a nossa juventude. E falando dos jovens, o Papa disse:
“Os jovens, fruto de muitas das decisões tomadas no passado, exortam-nos a cuidar do presente, com maior esforço e com eles, a lutar contra tudo aquilo que impede a sua vida de crescer com dignidade. Pedem-nos e exigem-nos uma dedicação criativa, uma dinâmica inteligente, entusiasta e cheia de esperança, e que não os deixemos sozinhos nas mãos de tantos traficantes de morte que oprimem a sua vida e obscurecem a sua visão”.
Sob a proteção de Maria
O dom da escuta sincera deve livre de preconceitos para entrarmos em comunhão com as diferentes situações do Povo de Deus, sem cairmos na tentação de certos moralismos, elitismos e de ideologias abstratas. E o Papa convidou os Padres Sinodais, dizendo:
“Irmãos, coloquemos este tempo sob a proteção materna da Virgem Maria, mulher da escuta e da memória, para que nos guie no reconhecimento dos vestígios do Espírito, afim de que, entre sonhos e esperanças, possamos acompanhar e encorajar nossos jovens para que não cessem de profetizar”.
Neste sentido, Francisco recordou que, ao término do Concílio Vaticano II, os Padres Conciliares dedicaram a sua última mensagem aos jovens: «A Igreja, durante quatro anos, trabalhou para um rejuvenescimento do seu rosto, para melhor responder à intenção do seu fundador, Cristo, o eterno jovem… É especialmente para os jovens que a Igreja acende, neste Concílio Ecumênico, uma luz, que iluminará o futuro da juventude. A Igreja espera que a sociedade respeite a dignidade, a liberdade, o direito sobretudo dos jovens».
Francisco concluiu sua homilia exortando os Padres Sinodais e representantes da Igreja no mundo, a alargar seus corações, a escutar o apelo do Povo de Deus e a colocar-se suas energias a serviço da juventude:
“Lutem contra todo o egoísmo. Rejeitem dar livre arbítrio aos instintos da violência e do ódio, que geram guerras e suas consequentes misérias. Sejam generosos, puros, respeitadores, sinceros. Construam, com entusiasmo, um mundo melhor, que o dos seus antepassados. Padres sinodais, a Igreja olha para vocês com confiança e amor.”
Via Vatican News


terça-feira, 2 de outubro de 2018

Igreja celebra festa dos padroeiros do RN


Comunidades da Arquidiocese de Natal vivem a festa dos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, padroeiros do Rio Grande do Norte, Protomártires do Brasil. É a primeira festa dos Santos Mártires, após a canonização, que aconteceu em 15 de outubro de 2017, no Vaticano, em celebração presidida pelo Papa Francisco.
Festa em Nazaré
O Santuário dos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, no bairro Nazaré, em Natal, celebra a festa dos padroeiros, no período de 23 de setembro a 3 de outubro, com vasta programação. Diariamente, às 5h30, acontece caminhada penitencial; às 9h, recitação do terço de São Mateus Moreira; às 15h, recitação do terço da misericórdia; às 18h, recitação do terço mariano, e, às 19h, novena. No dia 2 de outubro, após a novena, será realizada uma procissão luminosa pelas ruas do bairro Nazaré.
A festa será encerrada dia 3, solenidade dos Santos André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e companheiros Mártires. Às 9 horas, será celebrada missa solene, presidida pelo arcebispo metropolitano, Dom Jaime Vieira Rocha, encerrando os festejos.
Festa em Uruaçu
Uma programação festiva também vem sendo desenvolvida no Monumento dos Mártires, na comunidade de Uruaçu, no município de São Gonçalo do Amarante, desde o dia 23. Diariamente, às 19 horas, há celebração de missa.
No dia 3, feriado estadual, a programação será intensa. Logo cedinho, será realizada a “Caminhada da aurora”, com um grupo saindo às 4h, da Igreja Matriz de Macaíba, e outro saindo, às 5h, da Igreja Matriz de São Gonçalo do Amarante, ambas com destino ao Monumento dos Mártires. Na parte da manhã, serão celebradas quatro missas: às 7h, às 9h, às 10h e às 12 horas. A partir das 13h30, acontecerá show com cantores religiosos potiguares: Fátima Santos, Padre Assis Melo e Banda Alfa e Ômega, Pe. Antônio Nunes e Banda. E às 17 horas, será celebrada missa solene, presidida pelo arcebispo metropolitano, Dom Jaime Vieira Rocha.


Divulgado o tema do Dia Mundial das Comunicações Sociais 2019

Foi divulgado, no último sábado, 29, o tema do Dia Mundial das Comunicações Sociais 2019: “Somos membros uns dos outros (Ef 4,25). Das comunidades às comunidades”. De acordo com nota da Sala de Imprensa da Santa Sé, o tema escolhido pelo Papa Francisco sublinha a importância de restituir à comunicação uma perspectiva ampla, baseada na pessoa, e enfatiza o valor da interação entendida sempre como diálogo e oportunidade de encontro com o outro.
A reflexão proposta para o próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais é sobre o estado atual e sobre a natureza das relações na internet. A ideia é o recomeço a cerca do que é uma comunidade como rede entre as pessoas em sua totalidade.
Segundo a Santa Sé, algumas tendências prevalentes nas redes sociais colocam homens e mulheres diante de uma pergunta fundamental: ‘Até que ponto podemos falar de comunidade verdadeira diante das lógicas que caracterizam algumas comunidades nas redes sociais?’. “A metáfora da rede como comunidade solidária exige a construção de um nós, baseado na escuta do outro, no diálogo e, consequentemente, no uso responsável da linguagem”, afirmou a nota.
Em sua primeira mensagem para este dia, em 2014, o Santo Padre fez um apelo a fim de que a Internet seja um lugar rico em humanidade, não uma teia de fios, mas de pessoas humanas.
A escolha do tema da Mensagem de 2019 confirma a atenção do Papa Francisco para os novos ambientes de comunicação, em particular, para as redes sociais onde o Pontífice está presente em primeira pessoa com a conta @Pontifex no Twitter e o perfil @Franciscus no Instagram.
Via Canção Nova


quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Vicariato Episcopal Urbano realiza assembleia pastoral

A assembleia pastoral do Vicariato Episcopal Urbano, composto pelas paróquias de Natal e grande Natal, acontecerá dia 29 de setembro, das 8h às 13h, no Centro Pastoral da Paróquia de Nossa Senhora da Candelária, no bairro da Candelária.

A finalidade é fazer uma avaliação das atividades pastorais, realizadas neste ano, com base no Marco Referencial e Plano Pastoral Arquidiocesano 2018. A reunião também é uma preparação para a 58ª Assembleia Pastoral Arquidiocesana.



Papa aos jovens: com Jesus, a vida tem sabor de Espírito Santo


A Igreja luterana Kaarli, na capital da Estônia, foi a sede do segundo compromisso do Papa Francisco: o encontro ecumênico com os jovens.
Antes de proferir seu discurso, o Pontífice ouviu o testemunho de três jovens e saudou os representantes das diversas confissões cristãs presentes no país.
Estes encontros, disse o Papa, tornam realidade o sonho de Jesus na Última Ceia: “Que todos sejam um só (…) para que o mundo creia” (Jo 17, 21).
Sínodo sobre os jovens
Francisco dedicou ampla parte do seu pronunciamento para falar da relação dos jovens com os adultos, marcada muitas vezes pela falta de diálogo e de confiança. O Papa citou o Sínodo sobre a juventude, que tem início semana que vem, para mencionar algumas questões que emergiram na consultação preliminar.
Entre elas, os jovens pedem acompanhamento e compreensão, sem julgamentos por parte dos membros das Igrejas.
“ Aqui, hoje, quero lhes dizer que desejamos chorar com vocês se estiverem chorando, acompanhar com os nossos aplausos e nossos sorrisos as suas alegrias, ajudá-los a viver o seguimento do Senhor. ”
Muitos jovens, porém, nada pedem à Igreja, pois não a consideram um interlocutor significativo na sua existência. Outros se indignam diante dos escândalos econômicos e sexuais contra os quais não veem uma clara condenação.
“Queremos dar-lhes resposta, queremos ser – como vocês mesmos dizem – uma ‘comunidade transparente, acolhedora, honesta, atraente, comunicativa, acessível, alegre e interativa’”, garantiu o Papa.
Vida com sabor de Espírito Santo
Ao vê-los assim reunidos a cantar, acrescentou Francisco, “uno-me à voz de Jesus, porque vocês, apesar da nossa falta de testemunho, continuam descobrimendo Jesus dentro de nossas comunidades. Onde está Jesus, a vida tem sempre sabor de Espírito Santo. Aqui, hoje, vocês são a atualização daquela maravilha de Jesus”.
Jesus continua a ser o motivo para estarmos aqui, recordou o Papa. “Sabemos que não há alívio maior do que deixar Jesus carregar as nossas opressões.” Citando uma cantora famosa da Estônia, que dizia que o “amor está morto”, Francisco afirmou que os cristãos têm uma palavra a dizer, algo para anunciar, com poucas palavras e muitos gestos.
Deus está conosco
“Estamos unidos pela fé em Jesus, e Ele espera que O levemos a todos os jovens que perderam o sentido da sua vida. Acolhamos juntos a novidade de que o próprio Deus traz Deus à nossa vida; uma novidade que incessantemente nos impele a partir, para ir aonde se encontra a humanidade mais ferida. Mas nunca iremos sozinhos: Deus vem conosco; Ele não tem medo das periferias.”
“O amor não está morto”, disse por fim o Papa; ele nos chama e nos envia para que a nossa vida cristã não seja um museu de recordações.
Via Vatican News