domingo, 15 de julho de 2018



Volta do Grupo JAD no ENSV


O grupo de espiritualidade voltado para jovens, Juventude Amor Divino (JAD), fundado no Educandário Nossa Senhora das Vitórias (ENSV), em 2007 pelo professor Roberto Dias e pelas Irmãs Judith Farias e Juliana Pimentel, teve seu primeiro encontro realizado no último dia 12/07, depois de alguns anos sem atuação na Escola. 

O JAD agora está sendo liderado no ENSV pelo aluno Pedro Otávio Oliveira e pela coordenadora Marinês Silva, que ontem dirigiram o encontro que marcou o recomeço do grupo. A proposta do JAD é trabalhar e despertar os valores cristãos nos jovens a fim de promover Cristo em suas vidas. 

Que o grupo obtenha êxito em suas atividades para em setembro unir-se aos demais, na Assembléia, em Emaús, é esta a expectativa de todos os envolvidos no movimento.



sexta-feira, 13 de julho de 2018


60 mil coroinhas se encontrarão com o Papa Francisco este mês 


A 12ª Peregrinação Internacional dos Ministrantes terá lugar em Roma de 30 de julho a 3 de agosto, organizada pela Coetus Internationalis Ministrantium (CIM)

Serão mais de 60 mil jovens e adolescentes provenientes de países europeus como Itália, França, Bélgica, Croácia, Luxemburgo, Áustria, Portugal, Romênia, Suíça, Sérvia, Eslováquia, República Tcheca, Ucrânia, Hungria, Polônia, mas também dos Estados Unidos, Antigua e Barbuda.

"Busca a paz e vai ao seu encalço"(Salmo 33,15b) é o lema escolhido para o evento que terá seu ponto alto com a audiência com o Papa Francisco na Praça São Pedro, na terça-feira, 31 de julho.

Os jovens peregrinos estarão acompanhados pelo presidente do CIM, Dom Ladislav Nemet, presidente da Conferência Episcopal internacional Santos Cirilo e Metódio.

Somente da Alemanha serão cerca de 50 mil os jovens, guiados pelo bispo de Passau, Dom Stefan Oster, presidente da Comissão episcopal para os jovens ministrantes.

Em vista do encontro, foi criado o canal youtube yt.gorome.de no qual, nos últimos meses, numerosos jovens postaram o próprio clip, contendo declarações pessoais sobre temas sobre a paz, fé, serviço ao altar, peregrinações.

Também foi criado o aplicativo goRome!, que une comunicação digital com elementos de pastoral juvenil, como por exemplo, o jogo de aventura dedicado ao Santo Padroeiro dos coroinhas, São Tarcísio, ou textos contendo reflexões educativas e espirituais, além, naturalmente, de uma seção com todas as informações concernentes a viagem a Roma. (Agência Sir)
Londres: conferência internacional sobre compromisso inter-religioso

 O objetivo da conferência é promover a liberdade religiosa e a crença através do envolvimento de religiosos e da colaboração inter-religiosa, combater a intolerância e a discriminação baseadas na religião ou crença.

O presidente da Fundação Vaticana “Centro Internacional Família de Nazaré”, Salvatore Martinez, participará nesta última quinta-feira (12/07), na House of Commons, Palace of Westminster, em Londres, Inglaterra, da conferência internacional sobre o compromisso inter-religioso e liberdade religiosa ou crença.  
O encontro é promovido pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e pelo Instituto para os Estudos Políticos Internacionais em vista do Diálogo Mediterrâneo 2018 sobre o tema “Engajamento Inter-religioso e Liberdade religiosa ou crença: uma nova abordagem política para o Mediterrâneo”.
O objetivo da conferência é promover a liberdade religiosa e a crença através do envolvimento de religiosos e da colaboração inter-religiosa, combater a intolerância e a discriminação baseadas na religião ou crença, estimular uma mudança na abordagem dominante adotada por Governos e organizações internacionais em resposta à crise global, repensar o papel dos religiosos, vistos não apenas como vítimas ou autores de violações da liberdade religiosa e crença, mas também como parceiros na construção de estratégias de longo prazo e na promoção do pluralismo, coesão social e paz sustentável.
(FONTE: https://www.vaticannews.va/pt/mundo/news/2018-07/londres-conferencia-internacional-compromisso-inter-religioso.html)

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Dom Heitor de Araújo Sales celebra 40 anos de episcopado

Na próxima segunda-feira, dia 16, o arcebispo emérito de Natal, Dom Heitor de Araújo Sales, celebra 40 anos de episcopado. Neste dia, será celebrada missa em ação de graças, às 8 horas, na capela do Carmelo de Nossa Senhora do Sorriso e Santa Teresinha, em Emaús. A missa será concelebrada pelo arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer; pelo arcebispo metropolitano de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha; pelo arcebispo emérito, Dom Matias Patrício de Macêdo, além de sacerdotes.
Dom Heitor foi ordenado bispo para a Diocese de Caicó, no Seridó potiguar, em 16 de julho de 1978, onde passou 15 anos. Depois, foi transferido para a Arquidiocese de Natal, de onde foi arcebispo metropolitano, de 1993 a 2003.
Atualmente, emérito, Dom Heitor celebra a Eucaristia, diariamente, às 7 horas, no Convento das Irmãs Filhas do Amor Divino, em Emaús. Ele também atende aos fiéis que o procuram para confissão ou orientação espiritual, às terças-feiras, das 15h às 17 horas, no Centro Pastoral Pio X (subsolo da Catedral).

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Anunciada data da viagem do Papa Francisco à JMJ Panamá 2019

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke, confirmou que o Papa Francisco participará da próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que acontecerá no Panamá em janeiro de 2019.
“Por ocasião da próxima Jornada Mundial da Juventude, que se celebrará na Cidade do Panamá, e acolhendo convite do governo e dos bispos panamenhos, Sua Santidade o Papa Francisco visitará o Panamá de 23 a 27 de janeiro de 2019”, afirmou Burke em um comunicado emitido pela Santa Sé neste dia 9 de julho.
Até hoje, católicos de todo o mundo ainda se perguntavam se o Papa Francisco estaria presente na JMJ Panamá 2019, porque em 8 de junho de 2017, o Santo Padre disse aos bispos panamenhos durante uma visita ad limina: “O Papa irá. Eu irei ou o outro, mas o Papa irá”.
Em seguida, o Cardeal José Luis Lacunza, Bispo de David, disse a Francisco: “Como gostaríamos que você fosse!”. Então, o Papa respondeu: “Isto está nas mãos de Deus”.
Pronunciamento da Igreja no Panamá
Por sua parte, o Arcebispo do Panamá e presidente do Comitê Organizador Local da JMJ Panamá 2019, Dom José Domingo Ulloa, disse após escutar a notícia que o anúncio “causa uma imensa alegria” a “toda a organização da JMJ” e que “a certeza de que o ‘Pedro’ que virá oficialmente ao Panamá será o Papa Francisco” os incentiva.
Suas declarações foram feitas em um ato especial no Arcebispado panamenho, no qual esteve presente o presidente da República, Juan Carlos Varela, e o Núncio Apostólico, Dom Miroslaw Adamczyk.
“Desta notificação que o Papa nos faz, ressalto que a JMJ é um projeto de país, do qual o Estado e a Igreja somos responsáveis e, por isso, devemos colaborar em conjunto para que renda frutos à nação e ao mundo”, acrescentou o Arcebispo.
O presidente Juan Carlos Varela manifestou se sentir “honrado” por receber o Santo Padre e que o evento terá o apoio em termos de segurança, saúde e emergências.
Dom Ulloa disse ainda que durante sua estadia, além dos atos centrais, “o Papa Francisco consagrará a Catedral Basílica de Santa Maria La Antigua, localizada no Bairro Antigo da cidade”.
Além disso, Víctor Chang, secretário executivo do Comitê Organizador Local, adiantou que está previsto que o Papa tenha um encontro com bispos centro-americanos, autoridades do governo, representantes da sociedade civil e líderes das diversas comunidades de fé.
“Nesta etapa preliminar do desenho da agenda também se está explorando a possibilidade de que o Papa Francisco tenha um gesto de atenção com jovens que vivem na marginalidade e enfermidade, os quais, por sua situação, não poderão participar dos atos centrais”, indicou Chang.
Os detalhes da agenda do Papa Francisco no Panamá serão divulgados de modo oficial em novembro de 2018.
Por ACI Digital

terça-feira, 10 de julho de 2018

7 bispos brasileiros participam de Congresso Missionário Americano

De 10 a 14 de julho, missionários e missionárias de diversos países da América vão participar do 5º Congresso Missionário Americano (CAM5), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Do Brasil serão quase 200 missionários de todos os 18 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Dentre eles, leigos e leigas, sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas e seminaristas.
Além dos bispos de Crateús (CE), dom Ailton Menegussi; de São Gabriel da Cachoeira (AM), dom Edson Damian; o bispo auxiliar de São Luís do Maranhão (MA), dom Esmeraldo Barreto Farias; de Estância (SE), dom Giovanni Crippa; de Osório (RS), dom Jaime Pedro Kohl; de Ponto Grossa (PR), dom Sérgio Arthur Braschi e o arcebispo de Campo Grande (MS), dom Janusz Marian Danecki. O diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM), padre Maurício da Silva Jardim, também integra a delegação brasileira.
Para o bispo auxiliar de São Luís do Maranhão (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, dom Esmeraldo Barreto Farias, esses congressos aprofundam o sentido missionário da Igreja. “A Igreja peregrina é, por sua natureza, missionária, visto que tem a sua origem, segundo o desígnio de Deus Pai, na ‘missão’ do Filho e do Espírito Santo”.
O objetivo geral do CAM 5 é fortalecer, nas Igrejas das Américas, a identidade e o compromisso missionário Ad Agentes, anunciando a Alegria do Evangelho a todos os povos, com particular atenção às periferias do mundo de hoje, a serviço de uma sociedade mais justa, solidária e fraterna.
Este ano, a temática do congresso será: “A Alegria do Evangelho, coração da missão profética, fonte de reconciliação e comunhão” e o lema “América em missão, o Evangelho é Alegria”. Nesse contexto, serão discutidas formas de avivar a fé, com renovado compromisso missionário para que a Alegria do Evangelho, como anúncio querigmático, dinamize a vida missionária de nossas Igrejas no continente.
“A missão é profundamente eclesial, comunitária. Não podemos vive-la de modo individualista”, destaca dom Esmeraldo.
Os congressos missionários americanos tiveram origem em congressos missionários diocesanos e nacionais que, a partir do concilio Vaticano II, foram aprofundando o sentido missionário da Igreja, como encontramos no decreto Ad Gentes. A Conferência Episcopal Mexicana realizou belas iniciativas no sentido de refletir sobre esse tema. Em 1977, retomando a riqueza da exortação apostólica Evangelii Nuntiandi, publicada pelo Papa Paulo VI em 1975, aconteceu o primeiro congresso missionário latino-americano (COMLA) em Terreón, México. A partir de 1999, os congressos missionários passaram a ser em nível de toda a América. Daí nasceu o 1º Congresso Missionário Americano (CAM). O último Congresso foi realizado em Maracaibo, Venezuela, em 2013.
Segundo dom Esmeraldo, enquanto os congressos missionários iam se realizando, surgia no Brasil, em 1972, o projeto Igrejas Irmãos com a finalidade de ajudar Igrejas com maiores dificuldades no Brasil, em termos de missionários ministros ordenados, religiosos e leigos.
Por CNBBDe 10 a 14 de junho, missionários e missionárias de diversos países da América vão participar do 5º Congresso Missionário Americano (CAM5), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Do Brasil serão quase 200 missionários de todos os 18 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Dentre eles, leigos e leigas, sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas e seminaristas.
Além dos bispos de Crateús (CE), dom Ailton Menegussi; de São Gabriel da Cachoeira (AM), dom Edson Damian; o bispo auxiliar de São Luís do Maranhão (MA), dom Esmeraldo Barreto Farias; de Estância (SE), dom Giovanni Crippa; de Osório (RS), dom Jaime Pedro Kohl; de Ponto Grossa (PR), dom Sérgio Arthur Braschi e o arcebispo de Campo Grande (MS), dom Janusz Marian Danecki. O diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM), padre Maurício da Silva Jardim, também integra a delegação brasileira.
Para o bispo auxiliar de São Luís do Maranhão (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, dom Esmeraldo Barreto Farias, esses congressos aprofundam o sentido missionário da Igreja. “A Igreja peregrina é, por sua natureza, missionária, visto que tem a sua origem, segundo o desígnio de Deus Pai, na ‘missão’ do Filho e do Espírito Santo”.
O objetivo geral do CAM 5 é fortalecer, nas Igrejas das Américas, a identidade e o compromisso missionário Ad Agentes, anunciando a Alegria do Evangelho a todos os povos, com particular atenção às periferias do mundo de hoje, a serviço de uma sociedade mais justa, solidária e fraterna.
Este ano, a temática do congresso será: “A Alegria do Evangelho, coração da missão profética, fonte de reconciliação e comunhão” e o lema “América em missão, o Evangelho é Alegria”. Nesse contexto, serão discutidas formas de avivar a fé, com renovado compromisso missionário para que a Alegria do Evangelho, como anúncio querigmático, dinamize a vida missionária de nossas Igrejas no continente.
“A missão é profundamente eclesial, comunitária. Não podemos vive-la de modo individualista”, destaca dom Esmeraldo.
Os congressos missionários americanos tiveram origem em congressos missionários diocesanos e nacionais que, a partir do concilio Vaticano II, foram aprofundando o sentido missionário da Igreja, como encontramos no decreto Ad Gentes. A Conferência Episcopal Mexicana realizou belas iniciativas no sentido de refletir sobre esse tema. Em 1977, retomando a riqueza da exortação apostólica Evangelii Nuntiandi, publicada pelo Papa Paulo VI em 1975, aconteceu o primeiro congresso missionário latino-americano (COMLA) em Terreón, México. A partir de 1999, os congressos missionários passaram a ser em nível de toda a América. Daí nasceu o 1º Congresso Missionário Americano (CAM). O último Congresso foi realizado em Maracaibo, Venezuela, em 2013.
Segundo dom Esmeraldo, enquanto os congressos missionários iam se realizando, surgia no Brasil, em 1972, o projeto Igrejas Irmãos com a finalidade de ajudar Igrejas com maiores dificuldades no Brasil, em termos de missionários ministros ordenados, religiosos e leigos.
Por CNBB

Arcebispo de Natal mobiliza fiéis para doação em prol das famílias de Touros

O Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, está convocando os fiéis e a população em geral a fazerem a doação de colchonetes, lençóis, água e alimentos não perecíveis, que serão destinados às famílias do município de Touros, litoral norte potiguar, que vem sendo assolado pelas recentes chuvas que caem no Rio Grande do Norte, desde a sexta-feira (06).
Em virtude dos alagamentos, a prefeitura municipal decretou estado de emergência e mais de 200 moradores tiveram que deixar suas residências e estão desabrigados. Os mantimentos podem ser entregues na Catedral Metropolitana, na sala da coordenação arquidiocesana de pastoral, no horário das 08h às 12h e das 13h às 17h, de segunda a sexta. Dom Jaime encerra o comunicado agradecendo a todos pela generosa e solícita colaboração.

Padre Valtair responde por governo arquidiocesano

Durante o período do retiro do clero, de 9 a 13 de julho, o chanceler da cúria, Padre Valtair Lira Lucas, ficará respondendo pelo governo arquidiocesano. Neste período, o arcebispo metropolitano, Dom Jaime Vieira Rocha, acompanhado de um grupo de mais de cem padres, estará em retiro, na cidade de Aparecida (SP). Os setores do Centro Pastoral Pio X (subsolo da Catedral) funcionarão normalmente.

segunda-feira, 9 de julho de 2018


Maria-Bistrica: Padroeira da Croácia e Protetora dos que resistem

Que fazer diante de um inimigo anticatólico tão forte, contra o qual, humanamente falando, é impossível resistir? Pactuar? Fazer algum “acordo”? Render-se? Ou devemos pedir o auxílio de Nossa Senhora para enfrentá-lo com fortaleza, dispostos a tudo para não perdermos nossa Fé?



A história apresentada a seguir, de Nossa Senhora de Bistrica, na Croácia, comprova como esta última opção é a única verdadeira 


Por Valdis Grinsteins

Poucos países católicos possuem uma história de lutas e fidelidade à Santa Igreja Católica como a Croácia. Situada no Leste da Europa, viu os povos vizinhos irem apostatando e se afastando da verdadeira Igreja. O povo croata, entretanto, permanece fiel. Os sérvios, seus vizinhos, aderiram, em primeiro lugar, ao cisma dos gregos. Esse cisma devorou várias
nações, mas ao chegar à Croácia estancou. Depois foi a heresia dos Bogomilos, no século XIII, que contaminou diversas regiões do Leste europeu. Mas na fronteira croata foi barrada. Surgiu depois um perigo muito maior: o maometanismo dos turcos, que chegavam com uma força avassaladora. Os povos vizinhos da Croácia renderamse.

Croácia: Baluarte da Cristandade - Os croatas, contudo, muito inferiores em número, embora superiores quanto à Fé, decidiram resistir. Apelaram a Nossa Senhora, pediram seu auxílio materno e... resistiram contra toda esperança por muito tempo. Seu território era invadido, mas depois os invasores eram expulsos. Tal resistência evitou que os turcos entrassem na Itália, na Áustria e na Alemanha. A Croácia foi um dique que defendeu toda a Europa. Por isso, o Papa Leão X concedeu-lhe, no século XVI, o título de “Antemurale Christianitatis”, ou seja, Baluarte da Cristandade.

Não pararam aí os inestimáveis serviços que os católicos croatas prestaram à Igreja e à Civilização Cristã. Quando o protestantismo perverteu parte considerável da Europa, contaminando algumas populações do Reino da Hungria, ao qual pertenciam os croatas, estes não aderiram à nova heresia. E, mais uma vez, a heresia estancou em suas fronteiras.

Posteriormente, foram tropas croatas as que sufocaram várias revoluções liberais e anticatólicas que sacudiram a Europa no século passado.

Ainda em nosso século, os croatas souberam permanecer fiéis à sua Fé, quando o comunismo subjugou toda a Europa Oriental, tendo vários deles sofrido o martírio ou terríveis perseguições, como o heróico Cardeal Stepinac, há pouco beatificado. E na recente guerra que eclodiu no território da ex-Iugoslávia, demonstraram os croatas mais uma vez suas

Imagem de Nossa Senhora de Bistrica - Qualidades guerreiras na defesa de seus santuários, vários deles ferozmente bombardeados pelas forças do regime comunista de Belgrado.

Maria-Bistrica: símbolo de uma luta heróica - Foi em meio a um desses memoráveis combates em defesa da Fé que começou a história do Santuário considerado hoje o símbolo da nação croata.

Quando, em 1545, os muçulmanos se aproximaram de uma capela na colina do vinho (Vinski Vrh), o povo da região refugiou-se na próxima cidade de Bistrica, levando consigo uma pequena imagem que representa Nossa Senhora vestida como dama nobre da região, com o Menino Jesus nos braços. O pároco da cidade, temendo a invasão dos turcos, tomou a imagem e a escondeu num buraco cavado no muro da igreja. Os turcos dominaram a cidade, o pároco fugiu e morreu sem ter revelado a ninguém onde havia escondido a imagem. A luta continuou alguns anos, após os quais os católicos retomaram a cidade. Em 1588, o novo pároco da igreja ficou surpreso ao ver uma luz sair de dentro de um muro. Com a ajuda dos paroquianos, o sacerdote perfurou a parede encontrando então a imagem de Nossa Senhora. A notícia do miraculoso fato difundiu-se rapidamente pela região e começaram as peregrinações.

Novamente ocultada e reaparecida - Mas, no decorrer daquelas incessantes guerras, os muçulmanos mais uma vez invadiram a cidade. De novo, em 1640, o pároco escondeu a imagem atrás da parede do altarmor da igreja e evadiu-se. A devoção à imagem diminuiu em meio à confusão da guerra. E anos após já ninguém se lembrava mais dela.

Desta vez, a vitória dos turcos parecia certa. Em 1683, eles já tinham chegado até a capital da Áustria, Viena. Tudo indicava que então o Baluarte da Cristandade seria destruído. Entretanto, os turcos foram esmagados em Viena pelas tropas do Rei da Polônia, Jan Sobieski, e começaram uma retirada que permitiu à Croácia manter-se firme como fronteira entre os católicos e os infiéis.

Permaneceria desaparecida a imagem da Virgem, que tanto tinha ajudado a manter viva a Fé em meio à confusão provocada pela guerra?

Um novo milagre, contudo, permitiu que ela fosse encontrada. Num domingo de setembro, após o sermão do pároco, os católicos presentes à Missa subiam até o púlpito da igreja para rezar a fim de obter certas graças. Entre essas pessoas, apareceu uma senhora vestida de azul, tendo nas mãos uma vela acesa. Ela pediu: “Rezai com todo o povo para que eu possa voltar a ver”. O pedido não deixava de ser estranho, uma vez que dita senhora tinha subido e descido do púlpito e se retirado sem ajuda.

Após a Missa, o pároco foi visitar outro sacerdote, e encontrou no caminho a senhora que fizera aquele pedido. Desejou perguntar-lhe o motivo dele, mas a senhora desapareceu repentinamente. O pároco concluiu então tratar-se da Virgem Santíssima. Solicitou ajuda ao Bispo, o qual lembrou-se que, sendo menino, tinha feito uma peregrinação descalço até a imagem milagrosa de Bistrica. O pároco não tinha idéia que imagem podia ser essa, mas, estimulado pelo Prelado, e após minuciosa procura, acabou por derrubar a parede do altarmor, reaparecendo assim a aludida imagem, que desta forma voltou a ver seu povo.

Tal acontecimento despertou o fervor dos fiéis, pois significava que Nossa Senhora não tinha querido ver os invasores; mas tendo retornado os católicos, Ela queria vê-los. Começou então novamente a veneração à imagem de Bistrica.

Em 98 anos: 1109 milagres - Para recompensar a fidelidade na luta pela Fé contra os maometanos, um dos primeiros milagres que Nossa Senhora operou foi o de libertar sete prisioneiros católicos que se encontravam numa fortaleza turca. Ela lhes apareceu em sonhos e disse: “Não temais, meus filhos, mas tende confiança, porque eu recuperei a visão em Bistrica, onde permaneci sem ver por mais de 40 anos. Fazei uma promessa de peregrinar até lá e sereis libertos”. Obviamente, ao acordar, os prisioneiros fizeram a promessa pedida. Imediatamente, suas correntes caíram, a porta da prisão abriu-se e eles puderam sair. Peregrinaram então até a referida igreja para agradecer à Mãe de Deus por sua libertação.

Começaram então a multiplicar-se os milagres operados por Nossa Senhora, a tal ponto que, só de 1688 até 1786 (98 anos), foram anotados 1109 prodígios no Livro dos Milagres. Essa quantidade de milagres reforçou a fé do povo, de tal forma que nunca puderam os muçulmanos, inimigos da Fé, conquistar a Croácia.

Em 1715, o governo do país mandou erigir o altar-mor do templo religioso, que desta forma passou a ser considerado o Santuário-símbolo da nação.

A partir dessa época, os católicos é que tomaram a iniciativa do ataque contra os muçulmanos, sendo estes finalmente expulsos da região, após quase 400 anos de tentativas para apoderar-se desse valoroso baluarte católico. Esse pequeno país especialmente protegido por Nossa Senhora permaneceu de pé e invicto‚ enquanto outras nações muito maiores sucumbiram ao jugo muçulmano.

A história dessa imagem constitui um símbolo para os católicos de nossos dias no mundo todo. Nossa Senhora poderá estar escondida de nossa visão, devido a perseguições. Mas desde que confiemos e resistamos, Ela mesma operará os prodígios necessários para reaparecer a nossos olhos! E se por quaisquer razões tivermos a infelicidade de nos esquecermos dEla, a Virgem fiel jamais se olvidará de nós, e desejará nos ver novamente. É preciso manter na alma essa esperança.

___________________

Fontes de referência:

Domenico Marcucci, Santuari Mariani d'Europa, Ed. San Paolo, Torino, 1993.

Jean Ladame, Notre Dame de toute L'Europe, Ed. Resiac, Montsurs, 1984

quinta-feira, 5 de julho de 2018



“Oração é melhor arma contra os conflitos”


"Nós acreditamos e confiamos que a oração constitui a maior força para nos tirar de qualquer problema, resolver os conflitos e iluminar o nosso futuro em paz e reconciliação".

Com este "estado de espírito", Tawadros II, patriarca da Igreja Copta Ortodoxa de Alexandria, prepara-se para participar no dia 7 de julho, na cidade italiana de Bari, do Dia de reflexão e oração pela paz no Oriente Médio, a convite do Papa Francisco.

Em entrevista à Agência Sir, o líder da Igreja Copta no Egito enfatiza a importância da oração de todos os líderes das Igrejas do Médio Oriente pela paz nesta martirizada região.

"Nosso estar juntos – diz ele - é um sinal do nosso amor de uns pelos outros, e isso é a coisa mais importante em nosso encontro. Saber que estamos ali para rezar uns pelos outros nestes momentos difíceis, certamente levará conforto para aqueles que sofrem".

"Nós gostaríamos que todos no mundo entendessem que o cristianismo tem raízes profundas na região do Oriente Médio - disse o patriarca Tawadros - por isso é importante que peçamos para que compreendam nossas tradições e os princípios sobre os quais vivemos. Por favor, não interfiram nos assuntos internos de nossos países. Nós podemos resolver nossos problemas no espírito de amor, do diálogo e da compreensão".

Como declarou ao Vatican News padre Alfredo Gabrielli, vice-diretor do Escritório Ecumênico da Diocese de Bari-Bitonto, uma reflexão sobre a paz no Oriente Médio só poderia ser ecumênica, porque quando falamos de paz e nós os cristãos estamos divididos, é difícil dar testemunho credível da nossa presença no mundo:

No entanto, devemos estar cientes sobre qual seja significado da presença cristã no mundo de hoje. Eu penso que o Papa Francisco tem insistido muito neste ponto: para além de nossas relações interconfessionais, aquilo que pode ser a presença cristã, o significado do cristianismo, para o mundo inteiro de hoje. E, portanto, uma reflexão sobre a paz nos territórios do Oriente Médio só poderia ser ecumênica, porque, se sobre estas questões, quando falamos de paz, nós cristãos ainda nos mostramos divididos, é difícil dar um testemunho eficaz da nossa presença no mundo. E depois, certamente a escolha da cidade de Bari, e depois ir como peregrinos diante das relíquias de São Nicolau tem este significado: encontrar aquele que deu um exemplo de vida reconciliada e de paz; também, como sabemos de seus poucos traços biográficos, em situações não apenas concernentes aos cristãos. Assim, então, ir até lá todos em oração: isso une os cristãos católicos e os cristãos ortodoxos, precisamente para encontrar algo que nos leve para frente.

Para um sacerdote, o que significa estar diante de um irmão de outra confissão? E em particular penso no senhor e em seu papel de vice-diretor do escritório ecumênico?

Entretanto, não nos colocamos uns na frente dos outros, mas lado a lado, na mesma direção. Isso parece muito importante: precisamente essa direção comum para ver todos os cristãos de diferentes Confissões. Esta é a perspectiva da oração daquela manhã. Somente se olharmos juntos nessa direção, teremos também mais facilidade em olhar uns para os outros, lidar com certas questões com um clima diferente, porque compartilhamos os mesmos fins, os mesmos desejos; e, portanto, isso torna possível encontrar soluções mais conciliatórias.

As pessoas de Bari, esta cidade "Porta do Oriente", como vive o ecumenismo no dia-a-dia, vamos chamá-lo assim?

Existe o microcosmo da Basílica de São Nicolau. Desde 1966, na cripta da Basílica, foi criado um lugar de culto ortodoxo - uma pequena capela - agora insuficiente para o número de ortodoxos que vêm para Bari; então eles também celebram no altar, no túmulo de São Nicolau. Então, quando alguém de Bari vai até a cripta de São Nicolau, vê ao lado dele um fiel ortodoxo - e o reconhece pelas vestes, pelo modo que reza, pela maneira que faz o sinal da cruz – que está rezando junto com ele. E isso realmente cria um microcosmo de oração ecumênica. Depois, como segundo aspecto, existe o fato de que no decorrer dos anos várias igrejas católicas foram confiadas à administração de algumas comunidades ortodoxas para seus cultos, para suas necessidades. Então, é bonito que na manhã de domingo, pelas ruas da cidade antiga de Bari, seja possível cruzar com os diversos irmãos de diferentes denominações, cada um que se dirige para a própria igreja para a liturgia. E isso cria uma bonita atmosfera de festa.

O senhor gostaria de acrescentar alguma expectativa pessoal sobre a peregrinação do Papa Francisco....

Sempre nos colocamos nas mãos de Deus, todos os dias. O importante é ter encontrado uma direção comum onde caminhar, e acho que o Papa realmente tenha sido inspirado pelo Espírito Santo para um encontro deste gênero. Caminhando juntos, então, se abre o caminho e as perspectivas do ano; estou confiante nisso: na fé. Eu não sei de que forma, eu não sei como, mas estou confiante de que algo vai acontecer.

 Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-07/papa-francisco-bari-paz3.html


Jornalista Paolo Ruffini é nomeado pelo Papa como novo prefeito do Dicastério para a Comunicação

O Papa Francisco nomeou prefeito do Dicastério para a Comunicação, o jornalista Paolo Ruffini, até agora diretor da TV2000, a rede de televisão da Conferência Episcopal Italiana.

Nascido em Palermo em 4 de outubro de 1956, Ruffini formou-se em Direito na Universidade La Sapienza de Roma e é jornalista profissional desde 1979. Em 1986 casou-se com Maria Argenti. Trabalhou em vários jornais: Il Mattino de Nápoles (1979-1986); Il Messaggero de Roma (1986-1996); no setor rádio: Rádio-jornal Rai (1996-2002); Canal Gr Parlamento (1998-2002); Rádio 1 (1999-2002); Rádio Inblu (2014-2018); e na televisão: Rai3 (2002-2011); La 7 (2011-2014); Tv2000 (2014-2018).

Ruffini recebeu vários prêmios de jornalismo e participou de várias conferências de estudo sobre o papel dos cristãos na informação, a ética da comunicação e as novas mídias.

Santa Sé anuncia programação de viagem do Papa a países bálticos

A Santa Sé divulgou nesta quinta-feira, 5, a programação da viagem do Papa Francisco a Lituânia, Letônia e Estônia, que será realizada de 22 a 25 de setembro próximo. Na Lituânia, o Santo Padre visitará as cidades de Vilnius e Kaunas; na Letônia, Riga e Aglona e na Estônia a cidade de Tallinn.
A primeira parada de Francisco será na capital Vilnius, onde chega no sábado, 22. O primeiro compromisso oficial após a cerimônia de boas vindas é a tradicional visita de cortesia ao presidente, seguida do encontro com as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático, ocasião em que o Papa fará seu primeiro discurso.
Em seguida, o Papa visitará o Santuário Mater Misericordiae para um momento de oração e logo depois, na praça da Catedral, terá um encontro com os jovens do país. Após o discurso à juventude, Francisco encerrará seu primeiro dia na Lituânia com uma visita à Catedral.
No domingo, 23, o Papa seguirá para a cidade de Kaunas para a celebração da Santa Missa no Parque Santakos e a oração mariana do Angelus. Após o almoço com os bispos, está previsto um encontro com os sacerdotes, religiosos, consagrados e seminaristas na Catedral de Kaunas. Retornando a Vilnius, Francisco visitará ainda o Museu que recorda as ocupações e lutas pela liberdade na cidade.
Letônia
Na segunda-feira, 24, Francisco se despedirá da Lituânia rumo a Riga, na Letônia. Após visita de cortesia ao presidente e encontro com as autoridades locais, ele participará de uma cerimônia no Monumento da Liberdade e seguirá para um encontro ecumênico e visitará a catedral católica de São Tiago.
Após o almoço, Francisco seguirá para a cidade de Aglona para uma visita ao Santuário da Mãe de Deus, onde presidirá a Santa Missa. Ainda nesse dia, ele retornará para Vilnius, de onde seguirá para Tallinn, já na Estônia.
Estônia
Na terça-feira, 25, o Santo Padre chegará à capital da Estônia, Tallinn. Como nos outros países, após a cerimônia de boas vindas visitará o presidente e as autoridades locais.
Também em Tallinn consta na programação um encontro ecumênico com os jovens na igreja luterana de São Carlos. O almoço será no Convento das irmãs Brigidinas em Pirita. À tarde, o Papa terá um encontro com pessoas assistidas pelas obras de caridade da Igreja na Catedral dos Santos Pedro e Paulo. Antes de se despedir do país, Francisco presidirá a Santa Missa na Praça da Liberdade.
O Santo Padre encerra, então, sua viagem apostólica, com previsão de chegada a Roma às 21h20 (hora local) do dia 25 de setembro.
Por Canção Nova, com Boletim da Santa Sé


quarta-feira, 4 de julho de 2018


De Alma e voz se faz canção
que vai e voa
em busca do espaço
de Alma e voz
se faz a oração
divino e terreno num abraço.
É a Alma que vibra na garganta
porque a voz de quem chora
ou de quem canta
é a mesma voz que ri e ora
é a mesma Alma em vibração
etérea chama
de amor e de perdão
da aurora do nascer
ao ocaso d’ir embora!

Maria Mamede (poeta portuguesa)

Papa convida a acompanhar e apoiar os sacerdotes com amizade

Acompanhar e apoiar os sacerdotes: esta é a intenção de oração proposta pelo Papa Francisco neste mês de julho.
“Rezemos juntos para que os sacerdotes que vivem com dificuldade e na solidão o seu trabalho pastoral se sintam ajudados e confortados pela amizade com o Senhor e com os irmãos”, afirma o Pontífice em seu sétimo vídeo do ano. “Nesses momentos, é bom lembrar que as pessoas amam seus pastores”, acrescenta.
Segundo a última edição Anuário Pontifício, no mundo existe 415.656 sacerdotes. 37,4% se concentram na América, seguida da Europa com 31,6%, da Ásia com 15,1%, África com 13, 4% e, por último, Oceania com 2,5% dos presbíteros. Todos eles devem desenvolver seu trabalho pastoral para alcançar os mais de 1,2 bilhão de católicos distribuídos pelos cinco continentes.
“O cansaço dos sacerdotes… sabem quantas vezes penso nisto?”, reflete o Papa. “Diante de tantos desafíos, não podem ficar parados depois de uma desilusão.”
“A missão que o Senhor confia aos seus ‘pastores’ implica uma total entrega ao serviço dos outros e da missão, o que é muito exigente e, sem uma profunda amizade com o Senhor, sem oração, e o apoio de uma comunidade, isso não é possível. Por isso o Papa convida a acompanhar com amizade os sacerdotes”, comenta o Pe. Frédéric Fornos, SJ, Diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa e do Movimento Eucarístico Juvenil.
Por Vatican News

terça-feira, 3 de julho de 2018

Educação católica busca seguir inspirações de Francisco

“A educação católica tem grande potencial para formar na perspectiva cidadã. De um lado em razão do investimento na formação dos professores à luz da ética evangélica e do compromisso de colaborar na construção de uma sociedade justa e fraterna. Do outro em razão da tradição e competência específicas da longa experiência com a educação”, explica o arcebispo coadjutor de Montes Claros (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom João Justino de Medeiros.
Esse compromisso está em total sintonia com magistério do papa Francisco que frequentemente tem se encontrado com educadores e apontado caminhos para globalizar a esperança no contexto mundial. Um desses encontros ocorreu no dia 25 de junho passado, no Vaticano. Oitenta membros da fundação Gravissimum Educationis, que trabalha na promoção da educação católica no mundo, foram recebidos pelo Pontífice durante o encontro “Educar é transformar”, da Congregação para a Educação Católica.
“Com esta instituição, a Igreja renova o seu compromisso com a educação católica em sintonia com as transformações históricas do nosso tempo. A fundação, de fato, incorpora uma solicitação já contida na Declaração conciliar da qual leva seu nome, que sugeria a cooperação entre escolas e universidades para melhor enfrentar os desafios em andamento”, ressaltou o papa em seu discurso.
Segundo dom João Justino de Medeiros, tanto na Laudato Sì quanto na Amoris Laetitia, Francisco sublinhou o horizonte da educação e deixou abertas perspectivas que estão sendo cada dia mais assumidas pela educação católica no Brasil que tem sua maior expressão por meio da Associação Nacional de Educação Católica (ANEC) que congrega instituições mantenedoras de estabelecimentos confessionais católicos de educação em todos os seus níveis, graus e modalidades.
Presente em todo o território nacional, a entidade representa cerca de 430 mantenedoras, 2 mil escolas, 130 instituições de ensino superior e 100 obras sociais, totalizando 2,5 milhões de alunos e aproximadamente 100 mil professores e funcionários representados.
Dom João explica que o compromisso da ANEC está definido na sua missão: “representar as Instituições Educacionais Católicas e promover a educação formal, popular e de assistência social, conduzidos pelos princípios cristãos, evangelizador, transformador, na construção da cidadania e pela defesa da vida”.
No discurso do encontro com membros da fundação, Francisco foi enfático “Somente mudando a educação é possível mudar o mundo”. O papa reforçou que a educação católica não se limita somente a formar mentes. “A responsabilidade moral do homem de hoje também se propaga no tempo, e as escolhas de hoje recaem sobre as gerações futuras”, disse.
O santo padre orientou ainda que para cumprir sua missão de educação é necessário se estabeleçam as bases na coerência com a identidade cristã; disponham os meios conforme a qualidade do estudo e da pesquisa; e persigam objetivos em harmonia com o serviço ao bem comum.
A Comissão para a Cultura e a Educação da CNBB trabalha em parceria com a ANEC no campo da educação católica e com os agentes da Pastoral da Educação que atuam prioritariamente na rede oficial. O recente subsídio “Pensando o Brasil: Educação”, publicado pelas Edições CNBB em 2017, foi preparado com expressivo envolvimento dos membros da Comissão. Ali se encontram perspectivas muito claras de nosso compromisso com a educação cidadã.
Na linha apontada pelo papa Francisco, a Comissão de Educação e Cultura da CNBB tem realizado e participado de diversos movimentos e debates no campo educacional. Em março, estiveram presentes no Fórum de Pastoral da ANEC, em São Paulo.
Para outubro, está sendo preparando o 19º Encontro Nacional da Pastoral da Educação com o tema: “O atual cenário da Educação Brasileira e as Perspectivas para a Pastoral da Educação”. E, ainda, o Setor Universidades da CNBB organiza também de 9 a 11 de outubro, o I Congresso de Humanismo Solidário na Ciência que vai ser realizado na PUC Rio. “Estes exemplos evidenciam como a Comissão tem se empenhado na perspectiva do humanismo solidário e da educação cidadã”, ressaltou dom João Justino.
Por CNBB

domingo, 1 de julho de 2018


Arcebispo anuncia transferências de padres


O arcebispo metropolitano, Dom Jaime Vieira Rocha, anunciou, nesta terça-feira, 26, a transferência de quatro sacerdotes:

Padre Jailton da Silva Soares deixa a Paróquia de São João Batista, em Pendências, para assumir a função de pároco da Paróquia de São José, em Angicos;

Padre Newton Coelho de Oliveira sai da paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Barcelona, e será o novo pároco da Paróquia de São João Batista, em Pendências;

Padre Manoel Alaíde da Silva foi transferido da Paróquia de São Francisco de Assis, em Lagoa de Pedras, para assumir a Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Barcelona, como pároco;

E o Padre Wilson Alves de Oliveira deixa a função de vigário paroquial de Nossa Senhora Mãe dos Homens, em João Câmara, para ser o novo pároco da Paróquia de São Francisco de Assis, em Lagoa de Pedras.

As datas de posses dos transferidos serão divulgadas em breve.

FONTE: http://arquidiocesedenatal.org.br/arcebispo-anuncia-transferencias-de-padres.html

Livro traz visão do Papa Francisco sobre o trabalho
 Francisco lembra que o trabalho é muito mais do que uma simples atividade para obter uma renda e depois consumir. "O trabalho é, acima de tudo, um âmbito em que a pessoa pode se tornar mais pessoa. A pessoa experimenta a sua criatividade, experimenta os laços que a unem aos outros", explica um dos autores do livro.


"A verdadeira inspiração de Francisco é o Evangelho" e é a partir desta perspectiva "que Francisco olha para os problemas sociais de hoje, para as vítimas da cultura do desperdício", como os jovens e os idosos, os migrantes, os desempregados. É o que lemos na apresentação do livro de Giacomo Costa e Paolo Foglizzo: "O trabalho é dignidade", publicado nestes dias pela Editora Ediesse.

Papa Francisco e trabalho - Costa é diretor da revista dos jesuítas "Atualizações sociais", além de presidente da Fundação Cultural San Fedele de Milão e vice-presidente da Fundação Carlo Maria Martini. Foglizzo é redator da mesma revista, onde trabalha em particular com temas econômicos e sobre a doutrina social da Igreja. Neste livro, os dois autores fazem uma coletânea e comentam os pronunciamentos mais significativos do Papa Francisco sobre o tema do trabalho. São documentos, discursos e mensagens desde o início do Pontificado, há 5 anos.

O trabalho é dignidade - Este trabalho revela um quadro de referência adequado à realidade atual, em que se coloca a reflexão sobre o trabalho em nosso mundo globalizado e a ação de quem tenta fazer algo pelos trabalhadores. Porque tudo hoje está sendo redefinido, a começar pelo conceito de trabalho, que para o Papa, é um fator de dignidade.

"Acredito que este é realmente o fulcro de toda a sua reflexão – declarou ao Vatican News Paolo Foglizzo. Muitas vezes o trabalho é interpretado unicamente como uma necessidade econômica, portanto, como uma ferramenta para obter uma renda que então permita consumir. Francisco lembra que o trabalho é muito mais. O trabalho é, acima de tudo, um âmbito em que a pessoa pode se tornar mais pessoa. A pessoa experimenta a sua criatividade, experimenta os laços que a unem aos outros. É por isso que o trabalho é uma experiência humana fundamental e é por isso que o Papa diz: atenção, não podemos imaginar resolver o problema simplesmente garantindo uma renda também àqueles que não trabalham, porque faltaria a eles uma parte fundamental da experiência humana".

Cultura do descarte e solidariedade globalizada - Nos textos do Papa Francisco encontramos expressões recorrentes que compõem um diagnóstico do mal que aflige o planeta: lucro, especulação, tecnocracia, "imediatismo", isto é, atenção apenas aos resultados imediatos.

O mal das nossas sociedades é tanto a exploração dos recursos como das pessoas. É a "cultura do desperdício" sobre a qual o Papa insiste, propondo, em oposição a ela, a globalização da solidariedade.

"O Papa diz que o mal do nosso mundo - comenta Foglizzo - é uma abordagem que considera as pessoas como o meio ambiente, bens de consumo que devem ser usados desde que sirvam para gerar lucro e depois podem ser jogados fora. E se vê isto no drama dos desempregados, das pessoas que perdem seus empregos e que isso está bem porque o que conta é o dinheiro. A globalização da solidariedade é uma abordagem diferente porque coloca a pessoa acima do dinheiro".

"Papa Francisco: nosso dever é trabalhar para tornar este mundo um lugar melhor"

Os problemas são superados somente juntos - Francisco fala com os trabalhadores, mas também com empresários e donos de empresas, ele não teme o conflito porque pensa que, assumindo as responsabilidades, é possível alcançar um bem maior.

Na introdução do livro, Costa e Foglizzo escrevem que seu trabalho editorial "alcançará a meta caso promover o diálogo entre aqueles que compartilham a mesma paixão pela justiça”. O diálogo é um conceito essencial para Francisco, mas também para nossos dois autores, portanto:

"Isso é realmente o que nos levou a escrever o livro - confirma Foglizzo . O volume foi publicado pela Editora Ediesse, que é a editora da CGL [Confederação Geral do Trabalho - ndr] . Simplesmente esta operação de colocar juntos o Papa e a CGL fala de uma busca por diálogo, de uma busca de escuta dentro de tradições que por um longo tempo pareciam bastante hostis. Estamos no mundo da indústria 4.0, estamos no mundo da globalização: precisamos entender novamente o que significa justiça, bem-estar, trabalho digno. Para fazer isso, e esta é realmente a lição do Papa - conclui - precisamos que todos digam como as coisas são vistas do ponto de seu ponto de vista, precisamos do ponto de vista de todos".

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-07/livro-visao-papa-francisco-trabalho-dignidade.html