quinta-feira, 31 de março de 2016

Paz na Terra Santa, na mensagem de Páscoa dos patriarcas

Paz na Terra Santa e o acolhimento de refugiados: estas são as duas temáticas destacadas da mensagem que os patriarcas e líderes das Igrejas locais de Jerusalém divulgaram por ocasião da Páscoa. As assinaturas dos três patriarcas, o latino Fouad Twal, o ortodoxo armênio Norhan Manougian e o ortodoxo grego Teófilo III, se juntam às do Custódio da Terra Santa, pe. Pierbattista Pizzaballa, e às dos responsáveis locais por outras nove confissões cristãs em Jerusalém.
“O sofrimento e a agonia do homem são transformados em alegria graças à Cruz de Cristo, na qual as realidades humanas e divinas se encontram e da qual Jesus triunfou sobre a morte e o sofrimento. O sepulcro vazio, aqui em Jerusalém, representa a esperança divina para toda a criação”.
A ressurreição acontece para ser mensagem de salvação a todas as pessoas e “nos convida a considerar com compaixão e misericórdia o sofrimento e a dor de muitas pessoas no mundo”. Daí a esperança de se construírem “pontes para que a compreensão, a amizade e o acolhimento se tornem uma realidade para o bem dos que sofrem, daqueles cuja dignidade é ofendida e que estão expostos a grandes sofrimentos”.
A oração dos patriarcas também pede que “o poder da luz resplandecente da Páscoa brilhe em todos os lugares” afetadas pela guerra e “abra os olhos e os corações de todo o mundo para estas realidades”. Eles se referem, em particular, aos lugares onde Jesus viveu e pregou: “A cidade de Jerusalém como cidade da Ressurreição é a cidade da esperança para a Terra Santa e para o mundo inteiro. Hoje, a nossa esperança é a de uma paz justa para o povo da Terra Santa e de todo o Oriente Médio. Jerusalém merece viver em paz e se tornar uma cidade em que o povo de Deus viva junto, respeitando todo ser humano”.
Fonte:ZENIT

Neves: crianças são homenageadas com missa

O Serviço de Ensino Religioso (SER) do Neves preparou uma celebração especial para as crianças do colégio. O evento aconteceu na manhã desta quarta-feira (30), no auditório Madre Francisca Lechner e contou com a participação das turmas dos 1º anos da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental.
A Missa das Crianças é um momento que o colégio realizará mensalmente para seus alunos. “É uma forma de celebrar e incentivar a participação dos pequeninos de forma alegre na vida cristã“, disse a coordenadora de Ensino Religioso, a professora Jodalva Oliveira.

Seminário Social regional comemora 60 anos do encontro dos bispos do Nordeste

No período de 18 a 20 de maio, será realizado o Seminário Social regional, na cidade de Campina Grande (PB), marcando os 60 anos do primeiro encontro dos bispos do Nordeste, naquela cidade, em 1956. A atividade tem como objetivo, além de comemorar a data, refletir sobre os atuais problemas, desafios e oportunidades para a região, além de propor novas iniciativas e políticas públicas de superação das desigualdades sociais e regionais. O evento é organizado pela Arquidiocese de Natal e Observatório Social do Nordeste (OBSERNE) e tem como tema “Nordeste: cuidado com a casa comum, um novo paradigma civilizatório”.
As inscrições para o seminário já estão abertas e podem ser feitas, de forma gratuita, pelo site do OBSERNE:www.obserne.com. A programação vai ser desenvolvida no Garden Hotel e contará com palestrantes de renome nesta área de discussão, como a Profª. Dra. Tânia Bacelar, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Prof. Dr. Luiz Felipe Alencastro, do Instituto de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), bem como, a Profª. Dra. Rosa Furtado, do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento, entre outros assessores. As atividades vão constar de mesas redondas, lançamento de livros e diálogo com representantes da sociedade civil. Ao final do seminário, espera-se construir uma agenda propositiva de mobilização e ações concretas, que será entregue aos governadores da região Nordeste, ao Poder Legislativo e ao Governo Federal.
Paralelamente ao seminário, serão desenvolvidas atividades alternativas, como Feira de Agricultura Familiar e Economia Solidária, Feira de livros, Seminário sobre Matriz Energética, Nordestão das Pastorais Sociais, entre outras.

domingo, 27 de março de 2016

O amor misericordioso venceu a morte!

No selo quebrado, a pedra removida o túmulo vazio e as faixas enroladas sem mais conter nenhum corpo, visualizamos a fantástica Boa Nova que comoveu ao mundo: Cristo Ressuscitou! Não somos mais escravos e galeotes do destino, condenados a uma vida miserável, sem eira nem beira. O Crucificado venceu o aguilhão da morte, derrotando todos os poderes do mal e da opressão. Festa da vida, dos pequenos e dos pobres, que convidam a toda humanidade a tornar-se a família de Deus, resgatada e liberta pelo Sangue do Redentor. A Casa Comum e toda a Criação foi renovada e transformada, pela beleza da misericórdia e ternura de Cristo Jesus.
Este evento maravilhoso irrompe desatando amarras, desbloqueando caminhos, encorajando e impulsionando os apóstolos medrosos para fora, num entusiasmo e alegria inusitadas. Abaixo o medo e a acomodação, é hora de recriar e iluminar toda nossa vida, nossos relacionamentos, nossas práticas e estruturas.
Deixemos para atrás o homem velho, indiferente, omisso, paralisado e egoísta. A corrupção não pode mandar mais em nós, pois o fermento do novo vai gerar e produzir o poder-serviço, a política do bem comum, da justiça maior e restauradora do Reino, para aprofundar a democracia e torná-la mais acessível a todos/as. A força da Páscoa de Jesus abre portas e novas perspectivas, entre homem e mulher, povo e governo, humanidade e Criação, possibilitando a verdadeira harmonia, paz e reconciliação com tudo e com todos. Cristo vive para soerguermos, para que o sonho e a esperança não acabem, para que a generosa utopia do Reino deslanche e envolva a toda a família humana irmanada e liberta. Sejamos como afirmava Dom Gueranguer, um Aleluia dos pés a cabeça comunicando com o riso Pascal a grandiosa vitória de Cristo, que nos torna livres, dignos e filhos do Pai das Misericórdias. Deus seja louvado!
Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo de Campos (RJ)

10 Ensinamentos dos Santos sobre a Eucaristia



1 – São João Crisóstomo: “Deu-se todo não reservando nada para si”. “Não comungar seria o maior desprezo a Jesus que se sente “doente de amor” (Ct 2,4-5)”.

2 – São Boaventura: “Ainda que friamente aproxime-se confiando na misericórdia de Deus”.

3 – São Francisco de Sales: “Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência: os perfeitos para se conservarem perfeitos, e os imperfeitos para chegarem à perfeição”.


4 – Santa Teresa de Ávila: “Não há meio melhor para se chegar à perfeição”. “Não percamos tão grande oportunidade para negociar com Deus. Ele [Jesus] não costuma pagar mau a hospedagem se o recebemos bem”. “Devemos estar na presença de Jesus Sacramentado, como os Santos no céu, diante da Essência Divina”.

5 – São Bernardo: “A comunhão reprime as nossas paixões: ira e sensualidade principalmente”. “Quando Jesus está presente corporalmente em nós, ao redor de nós, montam guarda de amor os anjos”.

6 – Santo Ambrósio: “Eu que sempre peco, preciso sempre do remédio ao meu alcance.”
7 – São Gregório Nazianzeno: “Este pão do céu requer que se tenha fome. Ele quer ser desejado”.

“O Santíssimo Sacramento é fogo que nos inflama de modo que, retirando-no do altar, espargimos tais chamas de amor que nos tornam terríveis ao inferno.”

8 – São Tomás de Aquino: “A comunhão destrói a tentação do demônio.
Concílio de Trento: “Remédio pelo qual somos livres das falhas cotidianas e preservados dos pecados mortais.”

9 – Santo Afonso de Ligório: “A comunhão diária não pode conviver com o desejo de aparecer, vaidade no vestir, prazeres da gula, comodidades, conversas frívolas e maldosas. Exige oração, mortificação, recolhimento.” “Ficai certos de que todos os instantes da vossa vida, o tempo que passardes diante do Divino Sacramento será o que vos dará mais força durante a vida, mais consolação na hora da morte e durante a eternidade”.

10 – Santo Agostinho: “Não somos nós que transformamos Jesus Cristo em nós, como fazemos com os outros alimentos que tomamos, mas é Jesus Cristo que nos transforma nele.”

“Sendo Deus onipotente, não pôde dar mais; sendo sapientíssimo, não soube dar mais; e sendo riquíssimo, não teve mais o que dar.”

“A Eucaristia é o pão de cada dia que se toma como remédio para a nossa fraqueza de cada dia.”

Prof. Felipe Aquino 


quinta-feira, 24 de março de 2016

A Semana Santa mostra que o amor de Deus não tem limites, disse o Papa hoje

O Papa Francisco começou hoje o tradicional encontro semanal das quartas-feiras com os fieis, entrando na Praça de São Pedro no papamóvel, acenando para as milhares de pessoas reunidas lá. 

O veículo que o levava deteve-se várias vezes e o Santo Padre abençoou as crianças e bebês que o rodearam.

As medidas de segurança para entrar na praça eram altas como de costume, aparentemente, não mais do que o normal, apesar dos atentados em Bruxelas na terça-feira que atingiu o coração da Europa. No que respeita ao programa da Semana Santa não haverá nenhuma mudança, de acordo com o indicado ontem pela secretaria de imprensa do Vaticano.

A catequese desta quarta-feira fria e com muito vento, apesar de ser o começo da primavera na Europa, começou com a leitura em vários idiomas do evangelho de Lucas. Em seguida o Pontífice explicou que nos três dias da Semana Santa devemos o Tríduo Pascal sentindo a misericórdia de Deus.

Ao resumir a catequese em português disse:

“Durante o Tríduo Pascal, celebramos o mais importante mistério da nossa fé, um mistério que nos fala de misericórdia, de um amor que não conhece obstáculos. Fala-nos de como Jesus nos amou até o fim, de como quis partilhar os sofrimentos de toda a humanidade, permanecendo presente junto das vicissitudes pessoais de cada um de nós. 

Na Quinta-feira Santa, ao celebrar a instituição da Eucaristia, refletimos sobre amor que se faz serviço; sobre a presença que sacia a fome dos homens e que nos impele a fazer o mesmo com os outros. Na Sexta-feira, com a Paixão de Cristo, deparamo-nos com o momento culminante do amor, um amor que não exclui ninguém. Por fim, no Sábado, contemplamos, no silêncio de Deus, o amor que se solidariza com todos os abandonados e que se faz espera pela vida nova ressuscitada. Assim, o Tríduo Pascal é um convite a fixar o olhar na paixão e morte do Senhor, para poder acolher no coração a grandeza do seu amor, na espera da Ressurreição”.

Já no final da audiência o Papa disse que “com o coração cheio de dor”, garante a sua oração e proximidade “ao querido povo belga”. Em particular aos familiares das vítimas e todos os feridos, bem como todas as pessoas de boa vontade às quais pede “perseverar na oração” e pedir ao Senhor nesta semana santa, que “console todos os corações aflitos e transforme os corações destas pessoas cegas pelo fundamentalismo cruel”.

E pediu para se rezar em silêncio por intercessão da Virgem: “Agora, em silêncio rezemos pelos mortos, os feridos e por todos os familiares, bem como por todo o povo belga”, atingido por este drama.


A audiência concluiu com a benção dos objetos religiosos que os fieis levaram e com o canto do ‘Pater Noster’.

Fonte:ZENIT

terça-feira, 22 de março de 2016

O Santo Padre condenou ‘a violência cega’

O Papa Francisco condenou nesta terça-feira  a “violência cega que causa tanto sofrimento” e pedindo a Deus “o dom da paz” invocou para as famílias das vítimas e dos belgas o benefício das bênçãos divinas.


Ao conhecer os ataques que ocorreram em Bruxelas, que afetaram muitas pessoas, o Santo Padre confiou à misericórdia de Deus aqueles que morreram e uniu-se em oração pelos que choram a sua morte.

Assim indicou em um telegrama, assinado pelo cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado, dirigido a mons Jozef Del Kesel, arcebispo de Malines-Bruxelas. 

Da mesma forma, o Papa expressou sua proximidade com os feridos e suas famílias, e a todos aqueles que contribuem para o alívio “pedindo ao Senhor para trazer-lhes encorajamento e conforto na provação”.


Fonte:ZENIT

segunda-feira, 21 de março de 2016

Momento é grave e requer unidade da Nação, diz Dom Orani

O Brasil atravessa um difícil momento de crise política, institucional e ética, que não deixa indiferente ninguém de nós. Ao contrário, pede-nos oração e reflexão. Se de um lado há um despertar das pessoas para agir na sociedade, de outro há também situações de conflitos preocupantes. Ao querer o bem do país, devemos procurar fazê-lo bem também.
Em tempos de tantas situações anômalas e tensas, ao mesmo tempo em que nos cabe manifestar nossas opiniões, somos chamados também a encontrar caminhos de solução. Eis o grande desafio que se impõe nesse momento à nossa pátria!
Em tempos como estes, os homens da Igreja são chamados a dar uma palavra de apoio e incentivo a todos os filhos e filhas desta amada nação que – queiramos ou não – nasceu sob o signo da Cruz do único e divino Redentor do gênero humano. Ele, sem deixar de ser Deus, se fez homem igual a nós em tudo, menos no pecado, na plenitude dos tempos (cf. Gl 4,4). A história é inexorável. Pode ser reinterpretada, nunca, porém, negada por quem quer que seja.

Fonte: Notícias Católicas

Sta. teresinha: Em preparação para Páscoa, alunos colocam em prática o sacramento da confissão.

Um dos sacramentos mais importantes para os católicos é a confissão, momento no qual temos a oportunidade de receber o perdão através de um sacerdote. A confissão, reconciliação, sacramento da penitência ou sacramento do perdão é um sacramento que envolve a remissão de pecados perante um padre(presbítero) ou bispo que neste momento atua em nome de Cristo, e o recebimento do perdão divino das faltas confessadas e de uma penitência (reparação de danos causados pelo pecado).
Pensando na preparação espiritual para Semana Santa o Serviço do Ensino Religioso (SER) do Educandário Santa Teresinha em Caicó/RN organizou, no dia 16 de março, para alunos do Ensino Fundamental e Médio, na Capela Santa Teresinha, a Manhã de Confissões. 
Como instituição cristã e tendo um papel fundamental na evangelização, a realização das confissões, no ambiente escolar, objetivou aos alunos do EST o resgate e a manutenção do espírito orante, o respeito ao sagrado e a suscitação de momentos de oração pessoal e coletiva, como também a contemplação e reflexão da vida.

As lições do Domingo de Ramos

A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, cuja liturgia celebra a entrada de Jesus Cristo em Jerusalém montado em um jumentinho (o símbolo da humildade), que é aclamado pelo povo simples. As pessoas O aplaudiam como “Aquele que vem em nome do Senhor”; esse mesmo povo que O viu ressuscitar Lázaro de Betânia poucos dias antes, estava maravilhado, e tinha a certeza de que este era o Messias anunciado pelos profetas. Porém, pareciam ter se enganado no tipo de Messias que o Senhor era. Pensavam que fosse um Messias político, libertador social, que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Davi e Salomão.

Para deixar claro a esse povo que Ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, mas o grande libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, Cristo entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena, pois não Ele é um Rei deste mundo!

Dessa forma, o Domingo de Ramos é o início da Semana que mistura os gritos de “Hosana” com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras. Os ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”. Hosana quer dizer “salva-nos!”.

Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que ela é desvalorizada e espezinhada.


Prof. Felipe Aquino

sábado, 19 de março de 2016

‘Evangelizar como uma família já é um anúncio vivo’, disse o Papa ao Caminho Neocatecumenal

Unidade, glória e mundo. Estas são as três palavras sobre as quais o Santo Padre refletiu em seu discurso durante o encontro nesta sexta-feira dirigido às milhares de pessoas do caminho Neocatecumenal, por ocasião das 50 novas missio ad gentes, compostas por cerca de 250 famílias procedentes de cinco continentes que são enviadas para a evangelização. Antes do discurso do Santo Padre, Kiko Arguello, fundador do Caminho, apresentou os países onde essas famílias vão em missão.
Depois de cumprimentar especialmente essas famílias que vão viajar e que acolheram o chamado à evangelizar, o Papa acrescentou: “Eu louvo, ó Pai, pelo dom do Caminho e pelo dom de cada um de vocês”.
Sobre a unidade, o Pontífice recordou que esta é o último pedido de Jesus antes da Paixão: “que haja comunhão na Igreja”. Dessa forma assegurou que a comunhão é essencial. “O inimigo de Deus e do homem, o diabo, não pode fazer nada contra o Evangelho, contra a humilde força da oração e dos sacramentos, mas pode fazer muito mal à Igreja tentando a nossa humanidade”, acrescentou. É o “divisor” e muitas vezes começa com “fazer que acreditemos que somos bons, talvez até melhores do que os outros: assim tem o terreno preparado para semear a discórdia”. Nesse sentido o Santo Padre indicou aos presentes que cada carisma é uma graça de Deus para crescer na comunhão. “Mas o carisma pode deteriorar-se quando nos fecha ou nos envaidecemos quando queremos distinguir-nos dos outros. E para cuidar disso, garantiu, é preciso a unidade humilde e obediente.
Em seguida, o Papa destacou que “a Igreja é nossa Mãe”. Depois do batismo – disse – já não vivemos como indivíduos isolados, mas nos tornamos homens e mulheres de comunhão, chamados a ser operadores de comunhão no mundo. A fecundidade da Igreja, indicou o Santo Padre, se expressa através do ministério e a orientação dos pastores. “Também a instituição é, de fato, um carisma, porque está enraizada na própria fonte, que é o Espírito Santo”, disse Francisco.
A segunda palavra de sua reflexão foi a glória. Neste sentido, afirmou que “a glória mundana se manifesta quando alguém é importante, admirado, quando se tem bens e sucesso”. No entanto – acrescentou – a glória de Deus se revela na cruz: é o amor, que lá resplandece e se difunde. É uma glória paradoxal: sem barulho, sem ganância e sem aplausos. Mas só esta glória “torna fecundo o Evangelho”.
Em conclusão, o Papa apresentou-lhes a palavra ‘mundo’. Assim, explicou que Deus não se sente atraído pelo mundanismo, de fato, o detesta; mas ama o mundo que criou, e ama os seus filhos no mundo assim como são, lá onde vivem, também se estão “longe”. Neste mesmo sentido, pediu-lhes que mostrem aos filhos “o olhar terno do Pai” e que considerem “um dom as realidades” que encontrem. Exortou-lhes também a que se familiarizem com as culturas, as línguas e os costumes locais, “respeitando-os e reconhecendo as sementes da graça que o Espírito já espalhou.”
Convidando-os a semear “o primeiro anúncio”, recordou que “é a boa notícia que deve voltar, porque senão a fé corre o perigo de tornar-se uma doutrina fria e sem vida”.
Por fim, o Pontífice disse que evangelizar como família, vivendo a unidade e a simplicidade, é já um anúncio de vida, um bonito testemunho, “pelo que agradeço-lhes”. O Santo Padre agradeceu-lhes em seu nome e no de toda a Igreja.

Fonte:ZENIT

São Francisco é pauta de reunião entre Arcebispo e Ministra

O Arcebispo Metropolitano de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, se reuniu com a Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, nesta quinta-feira, 17, no Centro de Treinamento de Ponta Negra. Também participaram da reunião, o Vigário Geral, Padre Edilson Nobre; o Vigário Episcopal para as Instituições Sociais, Padre Murilo Paiva; o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica Piancó/Piranhas/Açu, José Procópio de Lucena; assessores do Vicariato Social e do Ministério do Meio Ambiente (MMA), entre eles o secretário de extrativismo e desenvolvimento rural sustentável, Carlos Guedes, e a secretária de recursos hídricos, Cassandra Nunes.
A reunião foi proposta pela Ministra, que quis se encontrar com a coordenação da Caravana Socioambiental de visita às obras de integração das bacias do Rio São Francisco. A caravana visitou as obras do Eixo Norte, no período de 29 de fevereiro a 3 de março.
Segundo Dom Jaime, desde o período que antecedeu à viagem, a Ministra se colocou à disposição para ser a interlocutora junto aos outros ministros, no sentido de acompanhar a caravana. “Durante a reunião, nesta quinta-feira, expomos para Izabella Teixeira, o que podemos observar durante a viagem ao São Francisco”, frisou o Arcebispo.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Papa Francisco: “A esperança nunca decepciona”


“A esperança cristã é uma virtude humilde e forte que nos sustenta e não nos deixa afundar nas muitas dificuldades da vida.” Foi o que disse o Papa Francisco na missa matutina desta quinta-feira, na Casa Santa Marta.
Segundo divulgou a Rádio Vaticana, o Pontífice reiterou que a esperança nunca desilude. É fonte de alegria e dá paz ao nosso coração.
Jesus fala com os doutores da lei e afirma que Abraão “exultou na esperança” de ver o seu dia. O Papa Francisco se inspirou na passagem do Evangelho do dia para sublinhar que a esperança é fundamental na vida do cristão. “Abraão teve as suas tentações no caminho da esperança, mas acreditou, obedeceu ao Senhor e se colocou a caminho rumo à terra prometida”, disse o Pontífice.
“Existe um fio de esperança que une toda a história da salvação e é fonte de alegria”, disse Francisco que acrescentou:
“Hoje, a Igreja nos fala da alegria da esperança. Na primeira oração da missa pedimos a graça de Deus para que proteja a esperança da Igreja a fim de que não falhe. Paulo, falando de nosso Pai Abraão, nos diz: ‘Esperando contra toda esperança’. Quando não há esperança humana, há aquela virtude que nos leva adiante, humilde e simples, e nos dá uma alegria, às vezes uma grande alegria, às vezes somente a paz, mas a segurança de que aquela esperança não desilude. A esperança não desilude.”
“Esta alegria de Abraão, esta esperança”, prosseguiu, “cresce na história. Às vezes se esconde, não se vê; às vezes se manifesta abertamente”. Francisco cita o exemplo de Isabel grávida que exulta de alegria quando foi visitada pela sua prima Maria. “É a alegria da presença de Deus que caminha com o seu povo. E quando existe alegria, existe paz. Esta é a virtude da esperança: da alegria à paz”. “Esta esperança nunca desilude, nem mesmo nos momentos da escravidão, quando o Povo de Deus estava em terra estrangeira.”
Este fio de esperança começa com Abraão, “Deus que fala a Abraão e termina com Jesus”. Francisco se deteve sobre as características desta esperança. Se, de fato, se pode dizer ter fé e caridade, é mais difícil responder sobre a esperança:
“Isto tantas vezes podemos facilmente dizer, mas quando perguntamos: ‘Você tem esperança? Você tem a alegria da esperança? ‘Mas, Padre, eu não entendo, explica-me’. A esperança, esta virtude humilde, a virtude que escorre por baixo da água da vida, mas que nos sustenta para não nos afogarmos nas muitas dificuldades, para não perdermos o desejo de encontrar Deus, de encontrar aquele rosto maravilhoso que todos nós vamos ver um dia: a esperança.”
Hoje, disse o Papa, vai ser um bom dia para pensar sobre isso: o mesmo Deus, que chamou Abraão e o fez sair da sua terra, sem saber para onde estava indo, é o mesmo Deus que vai à cruz, para realizar a promessa que fez”:
“É o mesmo Deus que na plenitude dos tempos faz com que a promessa se torne uma realidade para todos nós. E o que une aquele primeiro momento a este último momento é o fio de esperança; e o que une minha vida cristã à nossa vida cristã, de um momento para outro, para ir sempre avante – pecadores, mas avante – é a esperança; e o que nos dá a paz em tempos difíceis, nos momentos mais sombrios da vida é a esperança. A esperança não desilude, está sempre ali: silenciosa, humilde, mas forte”.
Fonte:ZENIT

terça-feira, 15 de março de 2016

Roma. A Via Sacra dos jovens na praça Veneza em São João de Latrão

Da Piazza Veneza até a basílica de São João de Latrão, cruzando a Via dos Foros Imperiais e parando para rezar em frente do Coliseu. Este será o itinerário de oração da Via Sacra diocesana dos jovens, promovida por três Departamentos do Vicariato de Roma – o de pastoral universitária, da juventude e vocacional – que sairá na sexta-feira, 18 de março às 20h da Igreja de Santa Maria de Loreto no Foro de Trajano.
“A Via Sacra – explica o bispo auxiliar Lorenzo Leuzzi, diretor do Departamento para a pastoral universitária – é um momento de testemunho do caminho de fé que os jovens viveram no percurso quaresmal. É, de fato, a experiência direta do amor incondicionado de Cristo por nós. Estes rapazes, que passarão por lugares históricos da Cidade Eterna, pedem para serem amados pelo que são, não só pelo que fazem. Neles há a expectativa do encontro que o Evangelho da Misericórdia, que não é só um ato de perdão mas uma verdadeira transformação da vida do homem, tornando-o capaz de ser protagonista de um mundo novo”.
As meditações das 14 estações foram escritas pelos jovens que quiseram contar os seus medos sobre o futuro incerto, o desconforto não se sentirem adequados à sociedade atual e o medo de serem rejeitados, o drama de tantos colegas que às vezes procuram um refúgio efêmero no álcool ou na droga, mas também a esperança e a certeza de que a Cruz não quer dizer somente dor, mas representa a vitória de Cristo sobre a morte através da sua ressurreição.
“A Via Sacra – destaca Pe. Fabio Rosini, diretor do Serviço para as vocações – não é só a dor de Cristo, mas representa o caminho do homem novo. A vida dessas crianças, muitas vezes está cheia de precariedade, e às vezes a dificuldade maior é compreender que aquelas respostas que procuramos do Senhor nos são dadas de forma diferente do que esperávamos, e, portanto, devemos confiar e entregar-nos: aí está o maior desafio porque humanamente não é fácil”.
Mas a fragilidade da juventude também pode se tornar um recurso para a cidade. “Eles – continua Pe Fabio – muitas vezes veem soluções que nós adultos não conseguimos mais captar. O seu olhar é límpido e, apesar das incertezas que vivem, conseguem perceber aqueles detalhes que escapam aos adultos”.
A última etapa da Via Sacra será na Basílica de São João de Latrão, onde os participantes, passando pela Porta Santa, encontrarão o cardeal Vigário Agostino Vallini que concluirá a celebração. “Viver assim o Jubileu – diz pe. Antonio Magnotta, encarregado da pastoral da juventude – é significativo para os nossos jovens porque precisamente a Cruz se torna a resposta a todas as suas questões, àquele sentir-se muitas vezes não compreendidos e amados do modo certo. Caminhando nas estradas de Roma, os jovens desejam mostrar a sua presença porque querem ser protagonistas para dar a sua contribuição nova, concreta e limpa à sociedade na qual vivem”.
Fonte:ZENIT

segunda-feira, 14 de março de 2016

Francisco: três anos de tolerância zero contra os abusos sexuais

Neste domingo, 13 de março, o papa Francisco celebrou seu terceiro ano de pontificado. Ele herdou de Bento XVI diretrizes firmes para combater os abusos sexuais, para garantir a transparência das contas e para levar adiante a reforma da Igreja. O pe. Miguel Yañez, membro da Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores, como tantos outros, não tem dúvidas: “Nem todos acolheram o contexto de renovação lançado pelo papa Francisco, mas já se percebe um novo espírito, que recupera o Evangelho e que chama a dar testemunho de uma Igreja em saída”.
O sacerdote jesuíta conhece Bergoglio há muitos anos: o atual papa foi seu professor no Colégio Máximo de San Miguel. Yañez, hoje, é também diretor do departamento de Teologia Moral na Pontifícia Universidade Gregoriana. A um jornalista que disse que “Francisco voltou a dar aos católicos o orgulho de sê-lo”, o padre respondeu: “Sim, isso é verdade, mas há mais do que isso. Não é questão de ser católico, mas de ser cristão. E, como disse um artista italiano, Francisco está levando a Igreja ao Evangelho, uma percepção que eu acho que é muito clara”.
Coisas que estavam em segundo plano se tornaram importantes, disse ele: “Agora o Evangelho está em primeiro plano. Quase tudo está como antes, mas mudou a avaliação, a prioridade, ou seja, o Evangelho vem antes de qualquer outra coisa”.
Questionado sobre a linha adotada pelo papa Francisco para combater os abusos sexuais, o jesuíta não tem dúvidas: “A Igreja pôde reagir, ativando uma série de medidas e uma política de tolerância zero que ela continua a implementar”.
Yañez especifica que “a tarefa é enorme e é necessário sensibilizar toda a comunidade cristã, não apenas os bispos e os padres”, porque “este é um problema que não é só da Igreja. Não podemos pedir perdão pelo que aconteceu sem esquecer que as estatísticas indicam que a maioria dos abusos ocorre na família e nos ambientes próximos da vítima. Também contra esses crimes a Igreja pode se tornar uma fonte de inspiração da sociedade, a fim de proteger todas as crianças dos abusos sexuais”.
Embora as pessoas percebem que a situação é hoje diferente daquela de anos atrás, o padre evita o triunfalismo e declara: “Não devemos baixar a guarda (…) Não podemos ser complacentes. Depende das regiões e dos países. Onde houve a crise, houve reação. Eu me pergunto se na América Latina e na África eles vão conseguir reagir também. Estamos vendo o que acontece, se vamos ter a capacidade de prevenir e reagir com a devida serenidade para que não aconteça a mesma coisa”.
Fonte:ZENIT

Celebrando Vida Religiosa

As BODAS DE DIAMANTES da Irmã Maria Nivalda Vasconcelos Montenegro, em celebração no auditório do Colégio Nossa Senhora das Neves em Natal/RN.

" A graça da vocação merece nossa maior estima, por ser a maior mercê que Deus nos pode conceder"  Madre Francisca Lechner



FREI ANTÔNIO MOSER * 29/08/1939 + 09/03/2016

Antônio Moser, foi morto a tiros na manhã desta quarta-feira, 9 de março, após ser abordado por assaltantes na Rodovia Washington Luiz, na altura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O crime aconteceu por volta das 6h10 na pista sentido Rio de Janeiro. Mesmo ferido, Frei Antônio, de 75 anos, ainda conseguiu dirigir o carro até o acostamento. Os bandidos, que estariam de moto, conseguiram fugir. Equipes da Concer foram até o local e chegaram a chamar uma ambulância, mas Frei Antônio já estava morto. Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) isolaram o lugar para a realização da perícia. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).

Frei Moser estava a caminho de São Paulo, onde gravaria o programa "Pelos caminhos da fé" para a Canção Nova. Extremamente ativo, Frei Moser conciliava várias funções, como diretor-presidente da Vozes, professor do ITF, pároco de Santa Clara, membro da Comissão de Bioética da CNBB, coordenador do Comitê de Pesquisa em Ética da UCP, conferencista, coordenador do projeto social Terra Santa e escritor.

Dados pessoais, formação e atividades
·         Nascimento: 29.081939 (76 anos de idade), em Gaspar - SC;
·         Admissão ao Noviciado: 19.12.1959, em Rodeio, SC;
·         Primeira Profissão: 20.12.1960  (55 anos de Vida Franciscana);
·         Profissão Solene: 01.02.1964;
·         Ordenação Presbiteral: 15.12.1965 (50 anos de Sacerdócio);
·         1961-1962 – Curitiba – Estudos de Filosofia;
·         1963-1966 – Petrópolis – Estudos de Teologia;
·         02.02.1967 – Luzerna – professor do seminário;
·         28.01.1968 – Petrópolis;
·         agosto 1968 – Lyon, França – mestrado em Teologia;
·         setembro 1969 – Roma – doutorou-se em Teologia Moral em dezembro de 1972;
·         02.12.1972 – volta ao Brasil;
·         29.11.1972 – Petrópolis – professor de Teologia Moral;
·         novembro 1991 – eleito Definidor Provincial;
·         30.08.1996 – coord. da Fraternidade São Vicente, professor, diretor do IDE, e redator da revista SEDOC.
·         01.12.1997 – Petrópolis – São Francisco - guardião; nomeado membro do Conselho de Assessoria ao Definitório e às Entidades do Departamento de Educação e Comunicação.
·         23.12.1998 – diretor presidente da Editora Vozes;
·         22.11.2000 – coordenador da comissão executiva do novo ITF;
·         07.11.2003 – deixa de ser guardião;
·         17.12.2009 – diretor do Centro Educacional Terra Santa;
·         25.02.2016 – membro do conselho administrativo da Província;

O frade menor                       
Frei Antônio foi professor no Convento do Sagrado por 20 anos, e, por mais 20, no Instituto Teológico Franciscano, junto à Fraternidade São Francisco, de Petrópolis. Tinha muitos talentos. Segundo alguns confrades e outras pessoas conhecidas, Frei Antônio “tocava inúmeros instrumentos”, em diversificadas áreas. Escreveu muitos artigos e 27 livros. Era conferencista, assessor em Teologia Moral, falava em programas de TV, era construtor e administrador.

Na sua ficha autobiográfica lê-se: “Apesar de parecer apressado, na realidade me considero eficiente, incapaz de enrolações. Não gosto de conversa mole. Tenho grande facilidade de escrever, de articular o pensamento, mesmo quando falo livremente ou tenho que escrever um artigo em pouco tempo. Tenho o pensamento aberto às novas ideias, sem contudo perder o fio da meada em relação ao que é doutrinário. No mais, o que não sinto é preguiça... estou sempre em atividade... Sei me impor quando quero, mas, por outro lado não me sinto orgulhoso, pois conheço minhas limitações e atribuo os meus talentos à bondade de Deus”.

Interessante é ouvir o que Frei Antônio fala de sua vida espiritual: “Acho que minha espiritualidade é algo que nem todo mundo percebe. Acho até que a maioria dos meus confrades não percebe que tenho uma espiritualidade intensa, embora seja oculta como um tesouro. Não tenho nada de pietismo. Pareço frio. Não é verdade. Desde adolescente sempre tive e continuo tendo Deus presente em minha vida... em todos os momentos. À vezes, brigo com ele, como Jacó ou como São Paulo...”.

Rezemos em fraternidade por Frei Antônio, pela sua acolhida pelo Senhor, agradecidos por todo o bem que ele fez como frade de nossa Província e pela sua grande contribuição à Igreja do Brasil.




sexta-feira, 11 de março de 2016

Assú: ENSV comemora 89 Anos

Na última quarta-feira, O Educandário Nossa Senhora das Vitórias celebrou os seus 89 anos de compromisso com a formação cristã dos assuenses. 

Para comemorar esse momento especial, reunimos nossos alunos, professores, funcionários e irmãs no pátio central para um momento de oração e gratidão a Deus por mais um ano de conquistas que se concretiza na história de assu e no coração dos assuenses. Foi lindo!









O Papa muda as regras administrativas nos processos de canonização

O Papa Francisco aprovou as novas “Normas sobre a Administração dos bens das Causas de beatificação e canonização”, revogando, assim, as anteriores aprovadas por São João Paulo II no dia 20 de agosto de 1983. Esta nova normativa entra em vigor ad experimentum por três anos.
Tornar-se-á, assim, mais transparente, clara e funcional a gestão dos bens, doações, gastos e honorários, necessários para realizar os processos durante os quais a Igreja deve determinar se um defunto pode ou não receber culto público. Além do mais os promotores das causas e os bispos diocesanos competentes estarão mais envolvidos.
Na carta em que se publicam as novas regras, recordar-se que as Causas de beatificação e canonização, que devido à sua complexidade requerem muito trabalho, envolvem despesas para a divulgação do conhecimento da figura do servo de Deus ou beato, para a investigação diocesana, para a fase romana e, finalmente, para a celebração da beatificação ou canonização.
Em relação à fase romana, a Sé Apostólica, dada a natureza peculiar de bem público das Causas, cobre os custos, ao qual os promotores participam através de uma contribuição, e assegura que os honorários e os gastos sejam contidos, de tal modo que não impeçam o processo.
Por isso, são muitas as despesas e o Pontífice quer que sejam geridas de forma mais clara e funcional. Nesta linha introduziu-se uma nova figura que é a do administrador, que será nomeado pelo promotor da causa – com o consenso do bispo ou do eparca – que lida com todas as questões econômicas até agora confiadas ao postulador. Será uma espécie de vigilante  de manter o controle de despesas e gerir o fundo dos bens para os gastos da Causa, para evitar especulações ou movimentos ocultos de dinheiro nas causas.
A nova regra esclarece que o promotor constitui este fundo de bens para os gastos da Causa, procedente de ofertas tanto de pessoas físicas quanto de pessoas jurídicas, que é considerado, por causa da sua natureza particular, “fundo de Causa Piedosa”. E afirma-se que “a administração do fundo deve escrupulosamente respeitar a intenção dos  oferentes, ter uma contabilidade regularmente atualizada, redigir anualmente os balanços para apresentar ao promotor para a aprovação correspondente, enviar ao postulador uma cópia dos saldos”.
Quando o promotor pretenda utilizar só uma parte dos bens para fins diferentes às Causas terá que obter a autorização da Congregação das Causas dos Santos.
O promotor, uma vez que recebe o balanço, depois de o aprovar, tem que enviar uma cópia para a autoridade competente para a fiscalização. Assim, em caso de violação ou abusos de natureza administrativo-financeiro daqueles que participam no desenvolvimento da Causa, o dicastério deverá  intervir disciplinarmente.
O chamado Fundo de Solidariedade, que é alimentado com as ofertas livres dos promotores e de qualquer outra fonte, se constitui perante a Congregação das Causas dos Santos. Nos casos em que haja dificuldade real para apoiar os custos de uma Causa em fase romana, o promotor pode pedir uma contribuição à Congregação. Estes, antes de enviar qualquer solicitação, verificam a situação econômica e financeira do fundo e a impossibilidade de alimentá-lo encontrando mais subsídios. A Congregação das Causas dos Santos avaliará caso a caso.
Uma vez celebrada a beatificação ou a canonização, a administração do fundo presta contas dos bens à administração geral para a correspondente aprovação. Depois da canonização, a Congregação das Causas dos Santos, em nome da Sé Apostólica, dispõe a possível permanência do fundo, tendo em conta as petições de uso por parte do promotor. Cumpridos os requisitos, o fundo da Causa e a postulação cessam de existir.
Fonte:ZENIT

Por que a imprensa ignorou dossiê da CPT sobre violência e destruição na Amazônia?


Não é um dossiê numérico – embora tenha números que poderiam motivar manchete em qualquer jornal do país. Está longe de ser superficial. Avança mais em algumas análises sobre a Amazônia que muito mestrado por aí. E está repleto de boas histórias: de gente expulsa por grileiros ou madeireiros, de comunidades inteiras ameaçadas, de vítimas da violência estrutural no maior bioma brasileiro, em pleno século 21. E, no entanto, as menções nos meios de comunicação – inclusive os alternativos – foram, no máximo, esporádicas. No geral, ausentes. Ignorou-se um dos documentos mais importantes do ano.

O comentário é de Alceu Luís Castilho, publicado em Outras Palavras, 08-03-2016.

“Amazônia, um bioma mergulhado em conflitos – Relatório Denúncia” é o nome do dossiê que aComissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou na semana passada e, agora, está disponível para download. Ali temos um manancial de pautas. Até mesmo dados que apontam aberrações em iniciativas e programas criados na era petista, como o Terra Legal, o Sistema Nacional de Cadastro Rural e os planos de manejo florestal. Temos uma história sobre corrupção no Incra. Mas nem a imprensa que bate somente em Chico olha para Chico quando se trata dos abusos cometidos por madeireiras, grileiros ou pelo agronegócio. A regra geral é blindar os destruidores – com um ou outro espasmo de jornalismo para inglês ver.

Continue lendo: http://cebi.org.br/noticias.php?secaoId=1&noticiaId=6455

quarta-feira, 9 de março de 2016

Campanha do Centro Cívico movimenta o Neves

As eleições para o Centro Cívico Escolar Madre Auxiliadora Nóbrega Almeida – CCE-MANA – são sempre vibrantes no Colégio das Neves. Na última segunda-feira (7/3), os jovens que integram chapas Audácia (02) e Convicção (21) deram o ponta pé inicial na tradicional Semana de Campanha, que segue até a sexta-feira (11/03).
A conquista pelos eleitores começa bem cedo. Os grupos, identificados com uma camisa personalizada, chegam por volta das 6h30 na escola e já começam a distribuição de panfletos e adesivos em todos os espaços do colégio. Com uma interação intensa, as chapas convidam os alunos a visitarem as tendas, onde os grupos podem expor as propostas de campanha e apresentar os participantes que desejam ingressar no Centro Cívico.
Dois dias da semana são dedicados as apresentações das propostas de chapa. Durante o intervalo, os alunos do Ensino Fundamental e Médio se reúnem no pátio e podem assistir o show de criatividade e irreverência preparado pelos grupos concorrentes. Adereços, paródias e cartazes ajudam na caracterização das chapas, que buscam, em cada segundo, a maior quantidade de eleitores.
O último dia de campanha é aguardado ansiosamente por todos os estudantes do Neves. O debate eleitoral, que acontecerá no ginásio Madre Fidelis, às 10h, dá a chance do confronto de propostas e questionamentos aos candidatos adversários. Por fim, a campanha encerra com a votação na segunda-feira (14/03), durante os dois turnos de aula.

Livro sobre as Paroquias potiguares será lançado em Natal

É no próximo dia 14 de março, às 19h30min, no Centro Pastoral Dom Heitor Sales, na Cidade Alta em Natal. É uma promoção da Arquidiocese de Natal e do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.

“Jesus não é moralista, nós é que moralizamos o Evangelho”

Jesus não é moralista, nós é que moralizamos o Evangelho. Essa a advertência do Pe. Ermes Ronchi, na quinta meditação dos exercícios espirituais do Papa Francisco e da Cúria Romana, que estão sendo realizados na Casa Divin Maestro de Ariccia.
Partindo da passagem do Evangelho na qual Jesus, enviado à casa de Simão fariseu, rompe qualquer condenação e deixa que uma mulher, para todos pecadora, chore em seus pés e os seque com os seus cabelos, beijando-os e lavando-os com azeite perfumado. E diante da surpresa de Simão, Jesus o repreende: “Olhe esta mulher” que, de pecadora se converte na “perdoada que amou muito”. Dessa forma, o pregador indicou que “na cena da casa de Simão o fariseu, se vê um conflito surpreendente: o piedoso e a prostituta; o poderoso e a sem nome, a lei e o perfume, a regra e o amor, em comparação”.
O erro de Simão – garantiu – é o olhar que julga. “Jesus, por toda a sua existência ensinará o olhar que não julga, inclusivo, o olhar misericordioso”. O pregador dos exercícios esclareceu que Simão coloca no centro da relação entre o homem e Deus “o pecado, fazendo-o a coluna vertebral da religião”. O erro dos moralistas de cada época, dos fariseus de sempre. Jesus – recordou – não é moralista, porque coloca no centro da pessoa com lágrimas e sorrisos, a sua carne dolorida ou exultante, e não a lei. No Evangelho, como recordou o pregador, encontramos mais frequentemente a palavra pobre do que pecador.
“Adão é pobre antes que pecador, somos frágeis e guardiões de lágrimas, prisioneiros de mil limites, antes que culpados”. Somos nós – advertiu – os que moralizamos o Evangelho.
A este respeito, disse que no princípio não era assim. O pe. Vanucci explica muito bem: o Evangelho não é uma moral, mas uma chocante libertação. E nos leva para fora do paradigma da plenitude, da vida em plenitude.
Simão, o moralista, olha para o passado da mulher, vê “uma história de transgressões”, enquanto que Jesus vê “o muito amor de hoje e amanhã”.

Assim, o Pe. Ronchi explicou que “Jesus não ignora quem é, não finge não saber, mas recebe. Com as suas feridas e especialmente com a sua centelha de luz, é que Ele faz reviver”. O centro do jantar tinha que ser Simão, piedoso e poderoso, porém, é a mulher. “Só Jesus é capaz de fazer esta mudança de perspectiva, fazer este espaço para os últimos. Jesus afasta do ponto focal o pecado da mulher e as faltas de Simão, desconstrói, coloca-o em dificuldade como fará com os acusadores da adúltera no templo”.
Se Jesus me perguntasse também a mim – disse Ronch – vê essa mulher? Deveria responder: “não, Senhor, aqui vejo só homens”: Não é muito normal isso, admitamos. Devemos tomar nota de um vazio que não corresponde à realidade da humanidade e da Igreja”.
“Não era assim no Evangelho”, onde muitas mulheres seguiam e serviam Jesus, mas “não a vejo seguindo-nos”, observou o pe. Ronchi.
“O que nos assusta que devemos ficar longe dessa mulher e das outras? Jesus era sumamente indiferente ao passado de uma pessoa, ao sexo de uma pessoa, não pensa nunca por categorias ou estereótipos. E acho que também o Espírito Santo distribui seus dons sem olhar para o sexo das pessoas “, disse.
Jesus, marcado pela mulher que o comoveu, não a esquece: na última ceia retomará o gesto da pecadora desconhecida e apaixonada, lavará os pés dos seus discípulos e os secará. “Quando ama, o homem realiza gestos divinos, Deus quando ama realiza gestos humanos, e o faz com o coração de carne”.
Finalmente, o pregador deu um conselho aos confessores: “É tão fácil para nós quando somos confessores não ver as pessoas, com as suas necessidades e a suas lágrimas, mas ver a norma aplicada ou violada. Generalizar, empurrar as pessoas dentro de uma categoria, classificar. E assim alimentamos a dureza do coração, a esclerocardia, a doença mais temida por Jesus. Nos transformamos em burocratas das regras e analfabetos do coração; não encontramos a vida, mas só nosso preconceito”.
Fonte:ZENIT